Saiba quando o PGBL é a melhor opção

A necessidade em investir para a aposentadoria tem ganhado cada vez mais importância nos últimos anos, até pela preocupação em não depender exclusivamente do INSS. Existem várias maneiras em fazer esse tipo de investimento, podendo ser através de títulos públicos, fundo de investimento em ações ou a tão falada previdência privada.

Escrevi ainda em 2008 o artigo “PGBL ou VGBL?“, onde expliquei o que é cada um, quais as diferenças entre eles e as situações onde é mais vantajoso investir num em detrimento do outro. Ao ler novamente o artigo ontem (muito bom, por sinal) por conta do comentário do Marcelo Scopel no artigo “Por que investir no Tesouro Direto?“, resolvi escrever um novo artigo para explicar como investir em PGBL pode ser um dos melhores negócios do mercado!

Entendendo o cenário

No caso do PGBL, é possível deduzir o valor das contribuições da sua base de cálculo do Imposto de Renda, com limite de 12% da sua renda bruta anual. Assim, poderá reduzir o valor do imposto a pagar ou aumentar sua restituição de IR.

Mas atenção: esse benefício fiscal só é vantajoso para aqueles que fazem a declaração do Imposto de Renda pelo formulário completo e são tributados na fonte.

Entenda através de um exemplo

A coluna Minhas Economias, do site Paraná Online, traz um ótimo exemplo. Supondo uma renda bruta anual de R$ 100 mil, a pessoa poderá aplicar até R$ 12 mil em um PGBL, de modo que sua base de cálculo para apuração do IR passa a ser de R$ 88 mil (considerando-se, também, que não tenha outras deduções por questão de simplificação).

De uma maneira ainda mais simples, podemos considerar o seguinte:

 

  • Renda anual = R$ 100.000,00
  • Aplicação PGBL = R$ 12.000,00
  • Nova base de cálculo para IR = R$ 88.000,00
  • Economia gerada (27,5% sobre os R$12.000) = R$ 3.300,00

 

Assim, o grande ganho irá ocorrer com o imposto de R$ 3.300 que deixou de ser pago.

Qual a grande vantagem de investir em PGBL?

Você tem duas opções: dar dinheiro para o governo em forma de imposto de renda ou ficar com ele para você e investir em PGBL. Qual delas você acha que vale mais a pena? Independente da baixa rentabilidade dos planos de previdência privada, é inegável que é muito melhor investir esse dinheiro em PGBL a repassá-lo para o governo na forma de imposto.

Qual a melhor estratégia?

Se você faz a declaração completa do imposto de renda e é tributado na fonte, invista até 12% da sua renda bruta anual em PGBL. Se tiver disponibilidade para investir mais que isso, aplique a diferença em outras modalidades de investimento, dentre as quais reforço minha preferência pelo Tesouro Direto.

Você já conhecia essa vantagem ou já se utilizava dessa estratégia? Deixe seu comentário!

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  • Helison

    olá Rafael,

    o interessante neste artigo é que vc anteriormente havia tomado uma posição…

    “Minha conclusão: quem optar por um plano desses como um investimento, provavelmente quebrará a cara. A rentabilidade não compensa para, no final do prazo, você retirar o dinheiro.”

    e agora claramente percebe ser mais viavel a atual postura que antes era julgada como a inviavel…

    issu é bom, aprender com o tempo e os erros….

    acho que o mesmo poderia ser revisto ao escolher por exemplo um FIA em lugar do investimento direto nas empresas, ações…

    pois como é sabido, atraves dos fundos naum pagamos corretagem, emolumentos, taxa de liquidação e negociação entre outras q agora naum me lembro, nos fundos pagamos apenas taxa de administração e IR, no maximo uma taxa de performance no mês que o fundo superar o benchmark…

    concluindo, se eu tenho um FIA com taxa de adm. 0,54% com rentabilidade igual ou superior ao Ibovespa mas sem taxa de performance, acho q seria a melhor opção o FIA correto?

    faça os exemplos com numeros e simulações onde a mesma quantia será aplicada nos dois casos, tendo o FIA as mesmas ações q eu teria na minha carteira…

    veja a diferença encontrada nos custos operacionais quando investimos individualmente nas ações….

    se eu estiver equivocado por favor me corrija…

    desde ja agradeço!!!

    • Continuo discordando do investimento em planos de previdência privada. Como deixei claro no texto, a única situação onde valeria a pena, na minha opinião, é para quem faz declaração completa, é tributado na fonte e investe até 12% da renda bruta anual.

      Se qualquer uma dessas condições não forem cumpridas, mantenho minha posição de que não se trata de um bom investimento. Investir, por exemplo, mais de 12% da renda bruta nesses planos não compensa.

      Quanto aos fundos de investimento em ações, falo o que sempre falei desde que comecei a escrever no blog. Eles são ótimos para quem não tem conhecimento/segurança/tempo/interesse suficiente para investir diretamente em ações. É inegável que investir direto é muito mais rentável, quando se tem conhecimento. Vamos aos números:

      Observando um bom fundo de investimento em ações (XP Investor, por exemplo), percebi que seu porfólio é formado por 8 empresas e quero investir 100 mil reais durante dois anos. Invisto R$ 12,5 mil em cada uma das 8 empresas, totalizando 8 compras, que equivalem a 8 corretagens, onde gastarei, 120 reais em toda operação e pronto. Já no FIA com taxa de administração de 0,54% a.a., eu gastarei 540 reais por ano e se considerar que o fundo terá bom desempenho, bem mais de 1000 reais em 2 anos.

      Ou seja, está comprovado que financeiramente é melhor investir diretamente em ações. Agora é claro que há casos específicos em que é melhor investir em fundos, como há casos que o melhor é investir na poupança ou que é melhor investir em PGBL, como mostrei nesse artigo.

      Abraço e valeu pela participação!

  • Eduardo

    Caro Rafael,
    Havia colocado este comentário,no caso, dúvida, em outro post mas acho que você não viu.
    Estava procurando algum fundo de investimento na petrobras — você concorda comigo que as ações da petrobras estão baratas? penso eu que no médio prazo (1 ou 2 anos) estas ações iram praticamente duplicar seu valor, o que acha? — então encontrei um fundo da CAIXA chamado CAIXA FI AÇÕES PETROBRAS PRÉ-SAL com taxa de administração de 0,50% aa. Parece uma ótima oportunidade, não acha?
    Abraço e parabéns pelo blog.

    • Concordo contigo que elas estão por um bom preço, mas não tem como dizer se elas terão essa valorização que você está esperando.

      Os investimentos em pré-sal ainda estão muito nebulosos e a primeira análise apresentada pela Petrobras apresentou um retorno sobre esse investimento muito abaixo do esperado. A empresa disse que foi muito conservadora na análise, mas ainda assim o mercado ficou temeroso.

      Por esse motivo, eu tenho minhas dúvidas sobre se estamos no melhor momento para investir na Petrobras, pois o retorno ainda é incerto. A única coisa certa é que ela está desesperadamente precisando desse dinheiro, por isso que fez essa mega-capitalização.

      Já quanto ao fundo escolhido, se você tem mesmo interesse em investir na Petrobras, me parece uma ótima escolha! Taxa de administração baixa e gerido por uma instituição sólida. Se você quer mesmo investir na Petrobras, eu recomendaria esse fundo.

      Abraço e valeu pela participação!

  • Helison

    poxa Rafael mas que conta é essa….

    um portifolio FIA tem de fato apenas 8 empresas?
    considere investimentos mas reais, da ordem de aportes mensais em torno de mil reais.
    como fica os reinvestimentos dos dividendos?
    os emolumentos, negociação e liquidação como ficam?

    vc negligenciou varios itens…

    mas pode deixar que eu resolvo aki….

    • 8 empresas não é pouco. Veja o porfólio do FIA da Geração Futuro é perceberá que 85% do dinheiro investido está em apenas 8 empresas. Só isso já bastaria para formar um bom portfólio.

      Se considerar 1000 reais por mês, é bem melhor investir em fundos, até porque o lote da maioria das ações listadas na Bovespa custa mais que isso.

      Você pediu para eu te mostrar em números como investir diretamente era melhor que em fundos e te mostrei com números. Mas se você queria saber se, no seu caso, era melhor investir num fundo, minha resposta é afirmativa.

      Para valores mais altos e com conhecimento do assunto, investir diretamente é infinitamente melhor que através de fundos.

      Abração!

  • Oi Rafael,
    Gostei do post e principalmente de sua resposta a pergunta do leitor Helison. Concordo plenamente com os argumentos apresentados.

    Abraço!

    • Obrigado, Jônatas!

      Abraço e valeu pela participação!

  • Luiz Felipe

    Olá Rafael!

    Mais uma vez vc comenta em um dos seus artigos, da sua preferência pelo Tesouro Direto!

    Mas hj, qual é o melhor tipo de título a investir?!

    PRÉ? PÓS?

    Com base no IPCA? Taxa Selic?

    A inflação aumenta todo ano, msm q em pequenas porcentagens, estou certo? Então não seria melhor investir neste título com base no IPCA?

    Abraço!

    E ótimo artigo!

    • Anderson Alves

      Luiz eu também fico num dilema forte, estou querendo migrar meus invesitmentos em CDB que me pagam 98% do DI em títulos púplicos e fico sempre na dúvida em qual título investir e estou inseguro nas descições, porque o que hoje parece uma boa decisão daqui a alguns meses muda.

    • Luiz Felipe e Anderson,

      Ambos estão corretos! Assim como Luiz sugeriu, o melhor título para se investir atualmente são os indexados ao IPCA, na minha opinião.

      Entretanto, assim como o Anderson colocou, o que hoje é a melhor opção não necessariamente será daqui a alguns meses.

      Por isso que é importante reavaliar sua estratégia de investimento periodicamente, até mesmo quando se investe em fundos.

      Abraço e valeu pela participação!

  • ricardo fernandes

    lembrando que na melhor das hipóteses, você ainda vai pagar 10% de imposto de renda quando for sacar o dinheiro investido no PGBL depois de 10 anos (antes de 10 anos, a tributação é maior).

    ou seja, você está adiando o pagamento do imposto, mas pagando uma taxa menor, também (afinal, o imposto de renda na última faixa é de 27,5%)!

    minha conclusão é que nesse cenário realmente vale a pena, mas faltou abordar o pagamento dos 10% de imposto de renda em cima do montante total (e não apenas em cima do rendimento) na hora do saque…

    • Na verdade, essa é mais uma vantagem! Caso esse dinheiro estivesse em qualquer outro investimento (exceto poupança e alguns imobiliários, que são isentos de IR), a tributação seria de, pelo menos 15%.

      Foi até bom você ter comentado sobre isso, pois esqueci de abordar mais essa vantagem!

      Abraço e valeu pela participação!

      • Filipe Giusti

        A sua análise está muito superficial. Um cálculo rápido para demonstrar o problema:

        Renda mensal de R$1.000 na faixa de tributação de 27,5% acarretam em R$275 de impostos e R$725 livres. Investindo na poupança com rendimento mínimo temos R$1.319,06 em 10 anos.

        Usando esse dinheiro no PGBL o imposto não é pago e retira-se R$1.819,40 considerando um rendimento igual ao da poupança, menos 10% do imposto de renda temos R$1.637,46. Aproximadamente 24% em 10 anos, em um cenário com tudo a favor do PGBL e contra a poupança. Isso sem considerar a liquidez do investimento.

        • Acho que você não entendeu o cenário. Existe um benefício fiscal que permite investir 12% da sua renda bruta anual em PGBL. Se você não investir nessa modalidade, esse dinheiro vai pro governo integralmente. Você deve optar entre ganhar o mísero rendimento do PGBL ou ganhar zero. O que é melhor?

          Não recomendo investir nem um centavo a mais do que passar desse benefício concedido ao PGBL. Todo o excedente deve ser investido em outras modalidades existentes no mercado.

          Outra coisa: imagino que você deva ter usado o exemplo do IR de 27,5% sobre R$ 1.000 apenas para elaborar sua tese, mas quem ganha até R$ 1.873 por mês em 2010 não sofrerá incidência do IR em 2011.

          Abraço e valeu pela participação!

          • Filipe Giusti

            Você está errado. O dinheiro não vai integralmente para o governo.

            Como tu mesmo dissestes, pode-se investir a renda bruta, dessa forma reduzindo o montanto total no qual se aplica o imposto e no pior caso (de investimento, pois são seria para as pessoas que ganham mais) esse imposto é de 27,5% sobre o valor aplicado no PGBL.

            Olhe este link http://www.parana-online.com.br/colunistas/322/80851/
            Acho que o artigo deve ser revisto para não confundir os leitores.

            A propósito, minha maneira de escrever pode parecer meio rude, mas é uma simples mania de ir direto ao ponto. Eu gosto do blog e leio todos os artigos.

  • Paulo

    Então o VGBL não é vantajoso?

    • Na minha opinião, não. Só recomendaria o PGBL e nas condições apresentadas no artigo. Para previdência complementar, recomendo a montagem de um plano próprio, e o Tesouro Direto é uma boa alternativa, como já falei em alguns artigos. Sugiro a leitura do artigo “Títulos públicos indexados à inflação“.

      Abraço e valeu pela participação!

  • Enteu

    Caro Rafael,

    Mesmo fazendo a declaração pelo modo completo ainda não vi vantagem na previdência privada, especialmente o PGBL, que me daria certa vantagem na restituição do IR, senão vejamos:

    1. Primeiro porque há tributação regressiva no rendimento que começa com 35% e termina em 10%, este para quem fica com o dinheiro parado por pelo menos 10 anos.
    2. Tem que ser considerado a taxa de administração, que em alguns casos ultrapassam os 5% e a taxa de carregamento que também diminui o valor aplicado.

    Então, para finalizar, se considerarmos o IR sobre o rendimento, a taxa de administração e a taxa de carregamento, se conseguirmos um investimento que renda pelo menos um pouco mais que a poupança e que nos ofereça uma melhor liquidez (veja que com esse dinheiro parado muitas vezes perdemos muitas chances, como comprar ações em casa de alguma eventual crise na bolsa de valores) superaremos com facilidade as vantagens da previdência privada.

    Por favor, corrija-me se estiver errado.

    • Deixa eu fazer uma pequena correção. Nunca considerei o investimento em PGBL ou VGBL um grande negócio, muito pelo contrário. Ambos possuem taxas de administração altas e rentabilidades não atrativas, tanto que faço críticas desde o artigo “PGBL ou VGBL” que escrevi em 2008, basta ler a conclusão.

      O que deve ser levado em consideração, entretanto é possibilidade de elisão fiscal. Em outras palavras, utilizar um meio legal para pagar menos impostos.

      Na forma que expliquei nesse artigo, você tem a opção de investir o dinheiro numa modalidade não muito atrativa (mas que o dinheiro fica contigo!) ou dar esse dinheiro para o governo. Seguramente é muito melhor ter o dinheiro para você, mesmo nestas condições, do que dar para o governo na forma de imposto.

      Abração e espero que tenhas compreendido agora!

  • Luiz Felipe

    Olá mais uma vez Rafael!

    Ainda falando a respeito dos Títulos públicos…

    O q vc acha de eu utilizar o BB como meu agente de custódia?

    Já possuo conta nesse banco, então acho q por questão de comodidade, ficaria mais “fácil” para mim.

    O q vc acha?

    Grande Abç!

    • A comodidade sem dúvida é um fator que pesa bastante, mas garanto que se cadastrar numa corretora que não cobra taxas para o Tesouro Direto não é tão inconveniente ao ponto de optar por utilizar o BB e pagar suas taxas. Eu abriria (como o fiz) uma conta numa corretora que não cobra taxas.

      Abraço e valeu pela participação!

  • Ana Maria

    OI Rafael,

    Obrigada por me dar a oportunidade de aprender um pouco de financa Brasileira com voce.

    Eu Moro em Las Vegas USA , e nao moro no brasil a muito tempo (mais de 15 anos) tenho 30 mil euros que estao parado no banco da suica, quero transferir esse dinheiro pro brasil e investir. Meu banco no Brasil e o BB, voce tenha alguma nocao qual seria o melhor transferimento do banco da suica para o banco no brasil com menos taxas possivel de pagamento de transferencia??

    Alem disso quero investir esse dinheiro que esta parado a mas de 4 anos, e aqui em USA os investimentos estao terriveis.
    O que eu quero e um investimento a longo prazo, quer dizer mais de 720 dias assim pago menos IR possivel, quero um investimento que me de minimo 15% anual liquido ( depois de descontar todas as taxas possivelincluindo o IR) estou confusa entre PGBL, CDB-DI e o Tesouro Direto. Porfavor poderia me orientar qual seria o melhor investimento a longo prazo com menos risco possivel e menos IR possivel?
    Se voce acha que o PGBL, CDB e o tesouro direto nao e uma boa opcao, por favor qual seria a melhor opicao?

    Muito obrigada pelo o seu valioso tempo.
    PS: Se um dia vc quizer dar um pulinho em las vegas voce sera comvidado na minha casa. 🙂
    Muitissio obrigada
    Ana MAria

    • Infelizmente não sei como funciona o processo de transferência internacional. Temo não poder te ajudar em relação a esse ponto. Mas posso responder os demais.

      Quanto ao investimento, recomendo que você se informe para transferir esse dinheiro para cá. Certamente os juros brasileiros estão entre as melhores aplicações do mundo. Não é a toa que a entrada de dólares no país tem aumentado significativamente nos últimos anos.

      Infelizmente não conheço nenhuma aplicação de baixo risco que paga 15% líquido ao ano. Até conheço na faixa de 10% ou 11%. Tesouro Direto é uma ótima opção, mas não é a única e nem necessariamente a melhor.

      Faça o seguinte: tente encontrar uma forma de transferir o dinheiro pro país e, se conseguir, entre em contato conosco através de nossa página de Contato, que terei o maior prazer em tentar te ajudar.

      Agradeço também o convite e certamente entrarei em contato por e-mail caso apareça por aí!

      Abração e valeu pela participação!

  • Filipe Giusti,

    Sua referência foi ótima! Na verdade, me equivoquei no comentário em resposta ao seu, pois o dinheiro não vai integralmente para o governo. Mas não falei sobre isso no texto.

    A questão é que, ao investir 12% da renda bruta em PGBL, esse montante é integralmente descontado da base de cálculo do imposto. Ao não fazer isso, você estará pagando mais impostos desnecessariamente.

    Agradeço pela correção e pela excelente referência, pois traz um ótimo exemplo com números.

    Abração!

  • Guilherme

    Olá Rafael, muito bom lê esse artigo.
    No meu caso, possuo um plano de previdência pgbl empresarial, eu contribuo com 8% de minha renda bruta e a minha empresa contribui com o valor igual.
    Penso (teoricamente) meu investimento já teve um rendimento de 100% por que, caso tivesse apenas uma previdência privada do mercado, só teria a minha contribuição.
    Sobre as taxas, eu pago 4% de taxa de carregamento e não tem taxa de administração. Na verdade eles chama a taxa de carregamento de administração. Mas o que importa que só é descontado a taxa quando contribui e depois sua cota só rende sem aquele come-cotas anualmente.
    Faço a declaração completa de IR pois meus gastos com INSS e PP superam o limite de desconto para a declaração simplificada. E meu IR é retido na fonte.
    Uma dúvida é se faço os aportes mensalmente ex.: 4%/12, ou se vou juntando esse dinheiro em outro investimento e faço o aporte somente em dezembro?
    Já tendo a PP ainda é preciso investir em RF ou posso me aventurar mais pela RV? Estou começando meus estudo em ações agora e pretendo até final do ano inicar o investimento na bolsa. Até quero agradecer pois seu site tem sido de grande ajuda.

  • Jorge

    Fiz um VGBL, pois, no momento, declaro o imposto no modelo simplificado. Contudo, é bem provável que futuramente eu mude de emprego e com minha nova renda e padrão de vida seja mais interessante fazer a declaração completa. Nesse caso posso converter o VGBL em PGBL? Ou é melhor deixar como já começou?

    • Infelizmente não, Jorge. Só é possível migrar de VGBL para outro VGBL ou de um PGBL para outro PGBL.

      Abraço e valeu pela participação!

  • Olá não concordo muito com seu texto, mas vamos lá…A unica vantagem do PGBL como você mesmo disse a isenção do imposto, porém não se esqueça que com as taxas absurdas que são cobradas pelos bancos para que você faça tal operação no final das contas você acaba perdendo muito mais do que se tivesse deixado este dinheiro ir para a receita federal, basta fazer um cálculo simples,

    Se eu por Ex: quiser investir 500,00 por mês, durante 3 anos no final levando em conta uma estimativa de rentabilidade de 12% eu só terei no final das contas 15.607,10 isso por causa das taxas cobradas pelo banco, ou seja se eu tivesse juntado todo mês 500,00 na poupança eu teria no final das contas aproximada R$19080,00 sem retenção de IR..me corrija se eu estiver errado…

    abraços…

    • Você poderia detalhar como fez as contas do seu exemplo?

      Confesso que não entendi como alcançou esses números…

      Abraço!

  • Estudante .

    Rafael.
    Eu sou funcionário público, tributado na fonte. Você deu o exemplo dos 12%. Mas e se eu não puder alocar esses 12%. E se meu plano alocar apenas 5% da minha remuneração? Ainda assim, vale os mesmos benefícios de restituição de imposto, proporcionalmente? Ou não?

    • Não tem problema algum. O benefício vai até 12% da renda bruta.

      Mas esteja atento às condições: esse benefício fiscal só é vantajoso para aqueles que fazem a declaração do Imposto de Renda pelo formulário completo e são tributados na fonte.

      Abraço!

  • Cimerio7

    Rafael.
    Fiz a cotação no Banco Bradesco. Até 4.999,00 de aporte mensal (que é onde eu me incluo), a taxa de carregamento é de 4.5%!! Além dos 3% de taxa de administração anual sobre a reserva. Já dá pra concluir que, mesmo com a dedução no IR, é um mau negócio, não acha?
    Abç, e parabéns pelo seu livro Como Investir. Está sensacional.

  • Gabriel

    Rafael, sou novo no seu blog, mas já leio sobre finanças pessoais há um bom tempo (dinheirama, principalmente, e alguns livros) Tenho uma noção básica e agora depois de ler seu blog, que está de parabéns, um conteúdo de alto nível, tenho mais perguntas.

    Minha situação é a seguinte:

    Tenho um VGBL Progressivo que fiz qdo estava em outra empresa (não conhecia nada sobre investimentos):
    -Saldo: +ou- 30.000,00
    -Taxa de carregamento 0%
    -O plano tem 49% aplicado em renda variavel
    -Taxa de adm 2.0% aa

    Minha intenção com esse plano era de juntar dinheiro pra comprar minha casa ou dar entrada e deixar um saldo lá pra virar aposentadoria, mas vi que isso é num é uma boa ideia.

    Aí vou criar um PGBL Regressivo pra ter os beneficios dos 12%.
    Atualmente eu faço a declaração simplificada, pois não tenho deduções, mas acredito que no longo prazo terei mais deduções (crianças no futuro, escola, etc) então já antevendo isso estou criando o PGBL. Faço certo pensando assim?

    Atualmente eu consigo investir mais do que 12% da minha renda bruta em previdencia. Criando o PGBL, não compensa eu investir mais do que 12%?

    Minha ideia é o seguinte:

    – Abro um PGBL Regressivo
    – Transfiro 20 mil do VGBL pra ele
    – os 10mil restantes do VGBL eu considero que é investimento financeiro (com se fosse um FIA) para comprar alguma coisa pra mim.

    Gostaria muito da sua opinião sobre minha situação.

    Obrigado
    Abs e parabéns pelo Blog!
    Gabriel

  • Lais

    Boa Noite Rafael,
    Fiz um Bradesco Vida e Previdência PGBL Empresarial no ano de 2000.Comecei contribuindo com R$10,00 mensais e hoje está em R$ 442,00. Meu plano é de 10 anos.
    Gostaria de saber qual seria minha renda fixa hoje que já conta com 13 anos de contribuição.

    Obrigada Lais