Qual o título público mais conservador do mercado?

Atualmente temos cinco opções de títulos da dívida pública disponíveis para compra. São eles: Notas do Tesouro Nacional – série B (NTN-B e NTN-B Principal), Letras do Tesouro Nacional (LTN), Notas do Tesouro Nacional – série F (NTN-F) e Letras Financeiras do Tesouro (LFT). Sabemos que investimento em títulos públicos é de baixo risco, mas, afinal, qual deles é o mais conservador?

O propósito deste artigo é discutir cada um dos títulos existentes do ponto de vista do risco e objetivos de cada um, mostrar as vantagens e desvantagens em ser prefixado ou pós-fixado e indicar qual o título mais conservador.

Qual título escolher?

A simples decisão de adquirir títulos públicos através do Tesouro Direto já é louvável. A maioria dos fundos de renda fixa investem a maior parte do patrimônio em títulos públicos. E cobram bastante por isso através da taxa de administração, principalmente para pequenos valores.

Títulos prefixados (LTN e NTN-F)

Tomada a decisão de investir nesses títulos, faz-se necessário decidir em qual título investir. Quem já investe ou está pensando em investir sabe que inicialmente a primeira opção que pensamos de cara é a LTN. Afinal, ela é a única que apresenta claramente qual será a rentabilidade e possui vencimento mais curto (as NTN-F possuem prazos bem mais longos).

É reconfortante saber que a rentabilidade não dependerá daquela sopa de letrinhas (Selic, IPCA) e que em pouco tempo o dinheiro estará novamente na conta. Isso é muito importante quando estamos fazendo experiências.

Títulos pós-fixados (NTN-B, NTN-B Principal e LFT)

Existem, entretanto, outros objetivos além de, no momento da compra, saber exatamente a rentabilidade nominal (total) que você receberá até a data de vencimento do título.

Se, para você, o mais importante for ter um título que garanta uma rentabilidade real do vencimento, ou seja, acima da variação da inflação, certamente a melhor opção será a NTN-B ou NTN-B Principal.

No entanto, se o foco for um título que possua rentabilidade próxima à taxa básica de juros de economia (taxa SELIC), não há dúvidas que a escolha mais adequada seria a LFT. Essa é a única opção que não oferece pagamento de cupons semestrais.

Qual então seria o mais conservador?

Na minha opinião, o título público mais conservador é aquele que garante uma boa rentabilidade, independente do que acontecer com a economia. Como existem títulos de prazos bem longos (a maioria, por sinal), há a possibilidade de atravessarmos novas crises ou momentos de grande crescimento.

Em ambos os casos, a taxa de inflação e a taxa básica de juros da economia costumam variar bastante. E esses fatores podem prejudicar ou alavancar o retorno de cada um dos títulos.

Se a inflação subir acima do esperado, a rentabilidade real da LTN e NTN-F seria bastante prejudicada, já que a taxa nominal foi prefixada desde o início. Caso contrário, o retorno dos títulos prefixados seria excelente.

Já no caso de atravessarmos uma nova crise, o Banco Central certamente diminuiria a Selic para incentivar, entre outras coisas, o consumo (como fizera em 2008 e 2009). Essa redução afetaria diretamente a rentabilidade da LFT. No caso de momentos de forte crescimento, como o que estamos agora, o BC tende a aumentar a Selic para frear a inflação, beneficiando os investidores dos títulos indexados à Selic.

Em compensação, qualquer que seja o cenário (crise, crescimento, estagnação…), a rentabilidade real dos títulos indexados à inflação (NTN-B e NTN-B Principal) seria sempre mantida. Oferecer taxa de juros acima do IPCA é garantir rentabilidade real no vencimento do título.

Por esse motivo, os títulos públicos indexados à inflação (NTN-B e NTN-B Principal) são os mais conservadores do mercado. Tanto é verdade que os únicos títulos ofertados por mais de 10 anos (longuíssimo prazo) são os indexados ao IPCA. Há títulos, por exemplo, que vencem em 2045. A LFT vai até, no máximo, 2017, e os prefixados vão até 01/01/2021.

Conclusão

Na hora de escolher a melhor opção para você, é importante levar em consideração os objetivos acima mencionados e se há a necessidade do pagamento de juros periódicos ou não, pois você pode precisar do dinheiro eventualmente ou para reaplicar esse fluxo de juros pagos em outros títulos ou em outros investimentos.

Por conta dessas decisões, não é possível definir qual o melhor título público, pois cada um tem suas peculiaridades. Até há um meio de avaliar qual será o título mais rentável, mas isso já foi discutido no artigo “Qual o melhor título público para investir?“.

Por fim, é importante ressaltar que ser o mais conservador não significa, de maneira alguma, que é a melhor opção. Para prazos mais curtos e com uma conjuntura econômica estável, é possível (e até recomendável!) escolher esses títulos baseando-se nas estimativas dos indexadores (IPCA e Selic), compará-los com os prefixados e optar pela melhor opção.

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  • Dualcei

    Prezado Rafael,

    Antes de mais nada, parabéns pelo site e pelo excelente conteúdo dos artigos, sempre muito bem escritos.

    Venho estudando o Tesouro Direto desde novembro e estou muito interessado em começar a investir em títulos públicos, porém, antes, quero conhecer a fundo essa modalidade (bem como outras, que comecei a estudar agora, como as ações), então aqui vai uma pergunta que gostaria de confirmar:

    Os títulos que oferecem pagamento de cupons semestrais SEMPRE possuem um retorno menor que o equivalente sem pagamento de cupons – ainda que a rentabilidade seja a mesma – isso é porque? É porque ao pagar o cupom, o saldo disponível (base de cálculo da rentabilidade) vai se reduzindo? É um tanto quanto óbvio que exista essa diferença, afinal, manter o dinheiro aplicado sempre renderá mais do que “resgatá-lo”, não é mesmo?

    Bom, além disso, gostaria de saber se você já escreveu (ou pretende escrever) algum artigo que compare o que “vale mais a pena”: títulos com ou sem cupons? Existe alguma fórmula que permita calcular exatamente a diferença entre dois títulos, com mesma rentabilidade, sendo um com pagamento de cupons e outro não? Receber um valor menor mas aumentar a liquidez e poder ficar reinvestindo de acordo com as mudanças na economia pode ser melhor?

    Desde já agradeço a atenção e mais uma vez o parabenizo pelo excelente blog.

    Um abraço!!!

    • Isso acontece porque os juros não são reinvestidos, ao contrário da NTN-B Principal, que não paga cupons, reinvestindo assim os juros.

      Quanto à segunda pergunta, não existe o melhor. Existe o mais adequado para sua situação. Basta escolher uma dessas respostas abaixo:

      * Prefiro um título que pague juros periódicos, pois posso precisar do dinheiro eventualmente ou porque prefiro reaplicar esse fluxo de juros pagos em outros títulos ou em outros investimentos.

      * Prefiro um título que pague juros e principal apenas no vencimento, porque não quero me preocupar com reaplicações de juros pagos, até mesmo porque, caso necessite de dinheiro, posso resgatá-lo antecipadamente.

      Abraço!

      • Vencato

        Rafael,
        Descobri seu site pesquisando finanças na internet e tenho que parabenizá-lo pela forma como informa a todos que podem acessá-lo.
        Bom, estou pesquisando para entender como aplicar no tesouro direto, sacar meu fundo em PGBL e aplicar. Como você disse: “Prefiro um título que pague juros e principal apenas no vencimento, porque não quero me preocupar com reaplicações de juros pagos, até mesmo porque, caso necessite de dinheiro, posso resgatá-lo antecipadamente.
        Qual o opção (NTN, LTF, LTN????) Nesse caso, posso fazer mais aplicações no mesmo investimento ou tenho que comprar outros?
        Minha idéia é aplicar para aposentadoria. E isso quer dizer que preciso aplicar um valor alto? Existe mínimo?
        Um abraço

  • fabio

    Novamente ótima matéria, Rafael! Só uma observação: as NTN-B Principal e as LTN também não pagam cupons.
    Dica: O blog de Fábio (www.opequenoinvestidor.com.br) também oferece ótimas matérias sobre o Tesouro Direto.

    • Sei disso. Eu que me expressei errado no texto. Quis dizer que dentre as opções prefixado, pós-fixado indexado ao IPCA e pós-fixado indexado à Selic, apenas esta última não tem opção do pagamento de cupons. As demais possuem.

      Quanto ao blog do Fábio, é realmente muito interessante! Troquei uma ideia com ele hoje, por sinal. Recomendo!

      Abraço!

  • Sergio

    Boa noite.
    Gostaria apenas de fazer uma observação a respeito dos títulos indexados à inflação.
    Não sou bom em matemática, mas estive pensando…Nem sempre haverá garantia de rentabilidade real, pois:
    1 – O imposto de renda é calculado sobre o valor total do resgate, ou seja, paga-se imposto de renda sobre a atualização monetária do título também.
    2 – Supondo, então, que a inflação venha a acelerar bastante, chegando a taxas próximas das registradas em 1993, por exemplo, 2000% ao ano. O título pagaria 6% + 2000% no ano. Descontando o imposto de renda, a rentabilidade ficaria em 1892%, portanto, negativa.

    Sei que é extremamente improvável que isso venha a ocorrer, mas a hipótese não pode ser totalmente desconsiderada. E nunca vi essa abordagem em lugar nenhum.

    O que acha?

    Abraços

    • fabio

      Oi Sergio.
      O IR é calculado sobre a rentabilidade, e não sobre o valor total do resgate.

      O maior problema que vejo com relação à inflação é a diferença entre o IPCA e a inflação real, vista por cada um. Por exemplo: meu aluguel subiu com o IGPM, meu condomínio subiu 17%, e meu almoço médio subiu cerca de 30% em 2010. Uma melhor estimativa para minha inflação, apesar de ainda grosseira, seria o IGPM, que ficou em 11,32%. O IPCA é previsto fechar em 5,9%. Somando 6% dá 11,9%, quase empatando com o IGPM.

      • Não foi à toa que o governo deixou de negociar NTN-C (título público indexado ao IGP-M). Sorte de quem comprou há alguns anos.

        Existem ainda debêntures e CRIs indexadas a esse índice. Vale a pena dar uma pesquisada.

        Entendo teu problema, mas é humanamente impossível escolher um único índice que atenda às necessidades de todos.

        O IPCA é apenas uma referência, mas cada pessoa possui seu próprio índice.

        Abraço!

        • Tiago Carvalho

          Rafael, escrevi no artigo sobre a queda das taxas do Tesouro Direto, a respeito de uma dúvida referente a sua conclusão, em que o Tesouro poderia pagar uma rentabilidade negativa no NTNB, caso a inflação fosse muito alta. Aí você recomendeu a leitura deste artigo, bem como os primeiros comentários. Pos bem, eu os li, e fui la na calculadora do Tesouro e coloquei os dados ditos pelo Sérgio, e não obtive o resultado que ele se referiu, e sim uma rentabilidade liquída de 2106%. Utilizei o NTNB Principal com vencimento em 2035, IPCA de 2000%, investindo R$1k em uma corretora que não cobra custódia.

          • Para prazos longos, você está certo, Tiago. Como o IR é recolhido apenas no final do prazo, o valor que deveria ser pago continua rendendo ao longo do tempo.

            Entretanto experimente colocar um prazo mais curto (1 ou 2 anos, por exemplo), e verá que a rentabilidade líquida será abaixo da inflação.

            Abraço e valeu pela participação!

      • sergio

        Oi Fabio. Sim, me expressei mal. Na verdade quis dizer que o IR incide sobre o total da rentabilidade, o que inclui a atualização monetária. E pode chegar um momento em que a atualização monetária seja tão alta que a “mordida” do IR seja superior à taxa prefixada, provocando uma rentabilidade negativa.

        Abraços.

    • Olha só, além de muitíssimo improvável, há também outro fator a ser considerado. Quanto mais alta for a inflação, maior também será a taxa de juros fixa. Com isso, a rentabilidade real seria mantida.

      Entendo perfeitamente sua preocupação e considerações, mas é tão improvável que não vale a pena se preocupar.

      Abraço!

      • sergio

        Obrigado pela resposta.

        Entendo o que disse, porém devemos levar em conta que quem compra um título indexado ao IPCA + taxa prefixada com vencimento em 2045 deverá se contentar com essa taxa pelos próximos 34 anos. Quem poderá dizer como será o comportamento da inflação daqui a 20 ou 30 anos, não é mesmo?
        É improvável, mas não deve ser totalmente desconsiderado, na minha opinião.

        Abraço.

        • Adonay

          Sergio, achei interessantíssima a sua analise. Vendo por esse lado, acredito que a melhor forma de investir no TD seja pela SELIC, me corriga se estiver errado, mas: se a inflação sobe, a tendencia é que a SELIC suba também para frear o crédito; se a Inflação cai, é natural que a Selic caia para estimular o consumo. Dessa forma o indice SELIC acaba blindando o problema da super-inflação.

          Tenho todos os meus papeis no IPCA, aguardo uma opinião de vocês para decidir se mudarei minha estratégia. Especialmente se o funcionamento que entendo para a SELIC está correto ou se tem algum furo que não percebi.

        • Realmente não dá pra prever. Como não é possível prever 99,9% dos investimentos de longo prazo que fazemos. Mas precisamos tomar decisões e assumir alguns riscos.

          Eu penso como o Jônatas. 6% + IPCA daqui a 30 anos será uma mina de ouro, na minha opinião. E se a conjuntura mudar, vende-se o título. Simples assim.

          Além disso, a TJLP (taxa de juros de longo prazo) está em 6% a.a. Essa taxa é a expectativa da Selic para o longo prazo. A não ser que atravessemos um período de deflação, 6% + IPCA será sempre maior que 6%.

          E, como eu disse acima, se der errado, é só vender!

          Abraço!

  • Rafael,
    Excelente texto, parabéns!

    NTN-B Principal pagando 5,xx% real é algo fantástico na minha opinião.
    O Brasil tende cada vez mais a ser um país equilibrado, portando rendimentos neste patamar, lá na frente, serão muito difíceis de obter com risco praticamente zero como é o caso do TD.
    Recomendo tal título como investimento para aposentadoria.

    Abraço!

    • Valeu, Jônatas!

      Também gosto muito desse título, principalmente por não pagar cupons. O reinvestimento automático aumenta consideravelmente o patrimônio acumulado após anos.

      Abraço!

  • Rosana

    Rafael,

    Perfeito o seu texto, gostei muito!
    Hoje, eu compro mais NTNB e LFT pois não dá para saber como o país estará daqui a alguns anos. Tudo é possível…
    Gostei também dos comentários pois me ajudaram a esclarecer algumas dúvidas que eu tinha.
    Abraços e sucesso,

    • Obrigado, Rosana!

      Realmente o pessoal caprichou (como sempre!) nos comentários. Ótimas discussões que geram um grande complemento ao artigo.

      Abraço!

  • Fabio

    Sempre é muito interessante o assunto título do tesouro, parabéns e continue nos dando embasamento para a educação financeira.

  • Pacheco

    Saudações,

    O artigo corrobora minha estratégia, pois as NTN-B Principais compõem 2/3 dos ativos em renda fixa que adquiro. Como emprego asset allocation, o 1/3 restante fica por conta de LTNs pois julgo terem boa correlação negativa com as NTN-B Principais, senão vejamos: Um é pós-fixado enquanto o outro é pré; o primeiro tem o vencimento mais longo, enquanto o outro o mais curto.

    Vc já viu a plotagem em gráfico da variação de rentabilidade desses dois títulos em algum lugar? Tenho curiosidade de ver se minhas projeções são verificadas na prática.

    • Pacheco,

      Fiz a plotagem da variação dos preços desses títulos e eles são correlacionados positivamente. Caso tenha interesse, acesse a página de histórico de preços e taxas do Tesouro Direto, baixe as planilhas e crie os gráficos.

      Abraço!

  • Gonçalves

    Boa tarde pessoal. Tenho R$15.000,00 guardado na poupança. Estou pensando seriamente em investir 50% do valor em LTN e 50% em NTN-B Principal.
    As duas tem o vencimento para o ano de 2015 e eu não tenho intenção de usar esse dinheiro no decorrer deste tempo.
    O que acham dessa ideia? Ou devo por tudo no NTN-B Principal logo?

    • Acredito que seja uma proporção bem interessante. Faço apenas uma ressalva: separe uma parte desse dinheiro e deixe na poupança, para o caso de alguma emergência.

      Abraço!

  • Luiz Felipe

    Olá Rafael!

    Mais uma excelente matéria para esclarecer as dúvidas daqueles que pretendem investir em TDs!

    Parabéns!

    Só queria, se possível, saber o seguinte:

    Ainda não entendo muito bem, como essas corretoras que não cobram taxas de administração e custódia em TDs, lucram com isso!?

    Elas cobram alguma taxa por “transferência” feita!? Ou alguma taxa de corretagem por serviços prestados!? E se, de fato, elas cobram isso, ainda assim sai mais vantajoso que as demais!? Como funciona isso!?

    Desculpe, se isso já foi comentado em algum outro tópico!

    Forte Abraço!

    • Já respondi, mas não lembro em qual. Elas ganham pela exposição aos demais produtos da corretora. A grande maioria das pessoas que investem no TD e começam a investir em ações, o fazem pela mesma corretora.

      Abraço!

  • Gonçalves

    Outra duvida que tenho é a seguinte:
    Me cadastrei no TD pelo banco do brasil (meu banco atual).
    O banco do brasil pega o dinheiro da minha conta para fazer as compras que faço pelo TD? Se tivesse contratado outra corretora teria que transferir o dinheiro pra corretora e assim pagar DOC?

    Obrigado pela ajuda pessoal.

    • 1) O banco do brasil pega o dinheiro da minha conta para fazer as compras que faço pelo TD?

      Não. Você precisa transferir para a conta-investimento.

      2) Se tivesse contratado outra corretora teria que transferir o dinheiro pra corretora e assim pagar DOC?

      Sim. É importante considerar esse custo, caso não tenha direito a um DOC gratuito.

      Abraço!

      • Gonçalves

        Essa transferencia para a conta investimento é necessario pagar doc tambem?

        Desculpa a quantidade de pergunta boba, é que eu to começando a ler sobre TD tem pouco tempo.

        Muito obrigado pela atençao Rafael. Seu blog ta nos favoritos aqui =)

  • Gonçalves

    Pessoal, no começo do mes a NTNB Principal 150515 estava sendo vendida a 6%. Hoje ja esta a 6,23%.
    Isso é uma coisa boa, não é? Pra quem vai comprar agora ao inves de ter comprado logo no inicio.

    • Claro! Aproveite, pois a taxa está ótima!

      Abraço!

  • Luciano

    Com os rumores de elevação da inflação é melhor comprar titulos indexados a indices como IPCA ou pre-fixados, para um periodo de vencimento daqui a 3 anos?

    • Sendo bem sincero, todos os títulos estão bem atrativos no atual momento. A inflação está acima da meta e, por conta disso, é muito provável que a Selic seja elevada para controlá-la, o que beneficiaria a LFT.

      Além disso, a taxa de juros paga pela LTN também tem aumentado, justamente para acompanhar a tendência. Para o prazo de 3 anos, é provável que a rentabilidade dos títulos sejam parecidas.

      Abraço!

  • Douglas

    Afinal, por que pagamos taxa de administração no Tesouro Direto quando somos NÓS que administramos nosso próprio dinheiro?

    • Existem 4 corretoras (BANIF, PAX, Socopa e Spinelli) que não cobram taxa de administração. Então há opções para não pagá-la. Quem opta por pagá-la o faz por comodidade ou falta de conhecimento.

      Abraço!

  • Renato

    * Prefiro um título que pague juros periódicos, pois posso precisar do dinheiro eventualmente ou porque prefiro reaplicar esse fluxo de juros pagos em outros títulos ou em outros investimentos.

    Rafael, boa noite, diante da questão acima, como sou leigo no assunto pergunto: quais são os títulos que pagam juros periódicos?

  • Davi Rocha

    Olá Rafael, é um prazer se comunicar. O seu site foi decisivo para eu entender melhor os títulos públicos do TD! Porém, ainda tenho algumas dúvidas. Para não tomar muito o seu tempo, responda quando puder. Já agradeço de antemão!!
    1) Vi no site do TD que tenho que comprar pelo menos 20% de um título , não é? Minha dúvida é até um pouco boba, suponhamos que eu comprei 20% de um titulo público(NTNB-Principal, por exemplo) e qual é o prazo que eu tenho para pagá-lo completamente? Eu posso pagar da forma que eu quiser os outros 80% até a data do vencimento?
    2)Suponhamos que eu tenho R$1000,00 por mês para investir, se eu ponho na poupança eu sei que a cada mÊs vai render juros sobre juros de acordo com o valor que tiver no final do mês, certo.Mas no caso do tesouro, se eu quiser formar uma poupança futura, como eu faço?Compro o mesmo título várias vezes com a mesma data de vencimento?
    Obrigado, aguardo a sua resposta!

    • 1. Não há necessidade de comprá-lo completamente. Ele pode ser fracionado.

      2. Exatamente isso. Compre o mesmo título com a mesma data de vencimento, enquanto ele estiver disponível.

      Abraço!

      • Vencato

        Rafael, desculpa caso a pergunta seja óbiva demais, mas:
        Aproveitando a pergunta do Davi acima, mudando um pouco e usando como exemplo:
        2)Suponhamos que eu tenho R$1000,00 para investir, se eu ponho na poupança eu sei que a cada mÊs vai render juros sobre juros de acordo com o valor que tiver no final do mês, certo.Mas no caso do tesouro, se eu quiser formar uma poupança futura, como eu faço?R: Compre o mesmo título com a mesma data de vencimento, enquanto ele estiver disponível.
        Então no mês seguinte compro R$ 500,00 do mesmo título repetindo os aportes vários meses/anos… ele será incorporado aos 1.000 iniciais, aumentando o retorno dos próximos juros (1.500), ou será calculado a parte os juros dos 500?
        Obrigado.

        • Você comprará sempre o mesmo título, cada mês por um valor diferente (geralmente mais alto). No final, receberá tudo de uma só vez, na data do vencimento.

          Abraço!

  • Davi

    Rafael, obrigado pela rápida resposta!!
    Abraço!

  • Augusto

    Mas, nos últimos casos acima, como é calculado o IR? Exemplo: se eu deposito R$1000,00 todo mês num mesmo título, a data de referência para a cobrança do imposto é a minha primeira aplicação? Ou será cobrado um imposto diferente sobre cada período, levando-se em conta cada aplicação mensal individualmente?

    • Cada compra terá um controle diferente. E você pode acompanhar isso através do extrato disponível no site da corretora.

      Abraço!

      • Juliana

        Rafael, sobre a dúvida do Augusto também estou meio enrolada. Se eu quiser fazer um investimento onde eu faça aportes mensais… isso vai aumentar a data de vencimento do meu título?Por exemplo, comprei um titulo 4 anos atrás e venho investindo todo mes, se meu titulo vence 25/07/2013 e eu fizer o ultimo aporte hoje, um mes antes, vou receber a rentabilidade total apenas encima do que investi no início? e o IR como vai ficar se fiz um aporte hoje e só vai dar 30 dias até vencer o titulo?

      • Juliana

        Rafael, sobre a dúvida do Augusto também estou meio enrolada. Se eu quiser fazer um investimento onde eu faça aportes mensais… isso vai aumentar a data de vencimento do meu título?Por exemplo, comprei um titulo 4 anos atrás e venho investindo todo mes, se meu titulo vence 25/07/2013 e eu fizer o ultimo aporte hoje, um mes antes, vou receber a rentabilidade total apenas encima do que investi no início? e o IR como vai ficar se fiz um aporte hoje e só vai dar 30 dias até vencer o titulo?

  • Pedro

    Rafael,

    Comprei um titulo no Tesouro Direto LTN 010113, custando 805,84 quero aplicar mais dinheiro, é possível aplicar um valor menor que o valor do titulo adquirido ou todo mês terei que aplicar 805,84..

    Grato..

  • Daddy

    Parabéns, Rafael! Vc explica esse assunto tão complexo, economia/aplicações financeiras, com uma simplicidade incrível.

    Um abraço,

    daddy

  • Felipe

    Refael, eu gostaria de saber se existe algum título que se beneficie da baixa na Selic, pois acredito que a Selic no longo prazo tende a diminuir assim como acredito que ocorrerá com a inflação. Em um cenário assim os títulos mais adequados seriam os pre-fixados, certo?

    Obrigado!!

    • Na teoria, a LTN seria a mais indicada para esse cenário. Entretanto na prática a LTN é precificada levando em consideração a expectativa da Selic durante o prazo do título. Ainda assim, acho uma boa estratégia.

      Abraço!

      • Felipe

        Não sei se entendi direito o fincionamento delas e da tabela de rentabilidade do site, por exemplo a LTN 010115 tem como rendimento 12,65%, isso significa que comprarei um título esperando por essa rentabilidade pre-fixada até 2015, certo?

        Suponhamos que a Selic caia neste meio tempo para 10% a.a. eu estarei levando vantagem desta queda, certo? (sem comparar com outros títulos)

        Ahh e muito obrigado pela resposta rápida, passarei a comentar mais em seus posts 😀

  • Rodrigo

    Rafael,

    Estou começando no ramo mas creio q entendi seu ponto. Mas pq será q o próprio site do Tesouro Direto informa o LFT como sendo o mais conservador?

    Abraço.

  • Davidlopesbraz

    Boa noite Rafael, estou com uma duvida, digamos que eu invista mais ou menos 200, 300 reais todo més no titulo NTN-B Principal(2035), no final eu vou ter um bom rendimento(montante), digo vou ter uma aposentadiria boa? Grato!

  • Davidlopesbraz

    Boa noite Rafael, estou com uma duvida, digamos que eu invista mais ou menos 200, 300 reais todo més no titulo NTN-B Principal(2035), no final eu vou ter um bom rendimento(montante), digo vou ter uma aposentadiria boa? Grato!

  • Lucas Nogueira Padrão

    Qual a diferença entre NTN-B e NTN-B Principal?