ENTENDA A RELAÇÃO ENTRE RISCO E RETORNO

Para quem está começando a investir agora, o claro entendimento da relação entre risco e retorno é muito importante para evitar frustrações nos investimentos. Uma das perguntas mais comuns que recebo por e-mail é “como posso obter a maior rentabilidade sem enfrentar riscos?”. Infelizmente não é possível esperar grandes rentabilidades sem se arriscar.

O intuito deste artigo é mostrar exatamente como funciona essa relação e como é possível diminuir os riscos de certos investimentos ou, pelo menos, saber como controlá-los. Sugiro a leitura do texto completo para todos que querem começar a investir, mas não sabem por onde começar e, ao mesmo tempo, querem obter o maior retorno no menor espaço de tempo possível.

Risco e retorno

Uma das coisas mais importantes que um investidor deve saber é que não existe retorno sem risco, ou seja, quanto maior (menor) o risco de um determinado investimento, maior (menor) o retorno esperado.

Risco é a probabilidade de o retorno efetivamente ocorrido em um investimento ser diferente do retorno previamente esperado por este investimento.

A relação risco versus retorno pode ser considerada “o teste da noite bem dormida”. Dizemos isso porque a mais importante decisão de investimentos que você faz é escolher o nível de risco que você está disposto a correr estando confortável com as flutuações de curto prazo deste investimento.

O risco está associado ao grau de incerteza sobre o investimento no futuro. Quanto maior o grau de incerteza, maior o risco e maior o retorno esperado e vice-versa. Todo investidor deve escolher suas aplicações entre o menor risco possível e o maior retorno possível. Esta possibilidade de escolhas está representada no gráfico abaixo.

O início da reta vermelha representa ativos que costumam ser chamados de “Livres de Risco”. Este tipo de ativo para uma taxa conhecida como taxa livre de risco é geralmente representado por títulos do governo, pois estes apresentam baixo risco de inadimplência. No Brasil costuma-se considerar a caderneta de poupança, a Selic ou o CDI como a taxa livre de risco.

Conforme caminhamos para a direita na reta vermelha, o grau de incerteza perante o retorno esperado aumenta, pois estaríamos investindo em ativos de maior risco como fundos de investimento, títulos privados, dólar, ações, derivativos, etc.

É importante que você saiba que nível de risco é o mais adequado a você. Uma regra geral é: caso você esteja tendo ataques de ansiedade toda vez que seus investimentos se movem para cima ou para baixo, então provavelmente você deve considerar reduzir o risco a que está exposto.

Como diminuir o risco?

É possível diminuir o risco de seus investimentos através da diversificação. Diversificar significa combinar em uma mesma carteira de investimentos ativos com características diferentes, pois ativos com características distintas tendem a obter retornos distintos e a seguir diferentes tendências. O objetivo da diversificação é conseguir os melhores retornos potenciais para um determinado nível de risco.

O efeito da diversificação ocorre conforme adicionamos ativos com características distintas a uma carteira de investimentos, reduzindo-se a chance de que uma eventual perda em um dos ativos ou um fato gerador de perdas ocasione perdas na totalidade de sua carteira. Vale destacar que a diversificação é eficaz até mesmo dentro de um mesmo mercado, como a bolsa de valores, bastando para isso que se escolha empresas de diferentes setores e que sejam afetadas por diferentes fatores econômicos, internacionais, entre outros.

Entretanto, na minha opinião, a melhor estratégia para diminuir o risco é estudar e conhecer bastante o mercado que você pretende investir. Mesmo nos títulos públicos, que possuem baixo risco, existem rentabilidades diferentes de acordo com o título que você escolher.

Em mercados que envolvem mais riscos, como o mercado de ações, existem excelentes cursos (presenciais ou online) para aprender a operar com esse tipo de investimento. As próprias corretoras de valores oferecem muito material interessante para seu aprendizado. Além disso, muitos blogs tratam desse assunto com muita propriedade. Basta dar uma navegada pelos links que publicamos no lado direito do blog que você encontrará alguns dos melhores nesse assunto 🙂

Fonte: Banif

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  • Rosana

    Gostei muito do artigo, ficou bem didático.
    Eu acho que a diversificação é importante, principalmente para quem tem perfil mais conservador, pois assim não ficará tão ansioso nos momentos em que o mercado apresentar queda.
    Abraços e sucesso ao blog!

  • O risco é diretamente proporcional ao retorno esperado. Muito muito o artigo. Acredito que estudar é a melhor forma de controlar a ansiedade, quanto menos conhecemos mas ansiosos ficamos.
    Abraço
    Jônatas

  • Diogo

    Acho que, além da diversificação, outra forma de se controlar risos é entrar em um investimento com um objetivo definido. Como no caso de ações, muita gente acha que o preço sempre vai subir mais um pouco e acabam perdendo com isso.

  • Pingback: VOCÊ É POUPADOR, INVESTIDOR OU APOSTADOR? | QueroFicarRico()

  • Rosana, Jônatas e Diogo,

    Agradeço pela participação de vocês!

    Abraços!

  • Raphael,

    Discordo completamente que existe uma relacao direta proporcionamente linear entre risco e retorno. Da pra diminuir o risco e aumentar o retorno.

    • Eu não disse que essa relação é proporcional, até porque não é. Mas é positivamente correlacionada.

      Abraço!

      • Rafael,

        Talvez o problema for ter usado um grafico com uma reta.

        Acho o importante a relacao risco retorno na comparacao entre “investimentos”. A diversificacao diminui o risco sistematico mas nao o inerente da empresa. E tambem diminui o retorno. Entao eh um exercicio nao tao produtivo. O ideial eh diminuir o risco e aumentar o retorno.

        Outra coisa eh desvio padrao. Geralmente bear markets tem desvio padrao mais alto que bull markets. Neste caso o riso aumenta e o retorno diminui.

        Pra mim a parte mais importante de risco eh o gerenciamento. E isso falo bastante no meu blog.

        Valeu

        Vela

  • GERRIO DOS SANTOS

    Muito bom! Entretanto poderia ser ressaltado que cada pessoa tem um perfil. O qual determina seu risco. Se você é arrojado geralmente tem a capacidade de correr mais riscos. Ou pode ser conservador, usando em maioria das vezes titulos de rendas fixas no caso de titulos do governo, ou ainda um cara moderado, que realiza aplicações em mais de um mercado, tendo ganhos em uns e perdas em outros. Mas isso ñ é regra geral,pode acontecer de outras maneiras, tudo vai requerer um estudo sobre em que vamos aplicar.