A importância de um fundo de emergência

No Brasil, as pessoas que erram a mão no orçamento pagam caro por empréstimos de curto prazo, por conta das altíssimas taxas de juros. Por isso, é importante construir uma reserva de emergência para se proteger contra imprevistos e evitar pagar caro por não se precaver.

O comentarista de CBN Mauro Halfeld, no programa CBN Dinheiro, falou muito bem sobre esse tema no comentário da última sexta-feira (01), onde tratou do caso de um ouvinte que vive de comissões, tendo portanto um fluxo de renda mensal incerto.

O intuito deste artigo é explicar o que é um fundo de emergência, quem deve utilizá-lo, onde o dinheiro deve ser aplicado e como essa reserva deve ser utilizada.

O que é um fundo de emergência?

Um fundo (ou reserva) de emergência nada mais é que uma reserva financeira que você constrói para se proteger de imprevistos ou de meses onde a entrada de recursos foi abaixo do esperado.

Esses imprevistos podem ser desde problemas no carro, despesas médicas inesperadas ou gastos em começo de ano até um mês de desempenho abaixo do esperado nos negócios, principalmente para pessoas que vivem de comissões ou com a maior parte da renda sendo variável.

Quem deve construir um fundo de emergência?

Todos! Algumas pessoas estão expostas a riscos maiores, como funcionários sem estabilidade no trabalho, ou com a maior parte da renda originada de uma parcela variável, tais como comissões ou produtividade. Outros, mesmo tendo um salário fixo e estabilidade no emprego, como servidores públicos, também precisam dessa reserva.

A grande diferença é que alguns precisam mais do que os outros. Um trabalhador que vive de comissões, por exemplo, precisa ter um fundo mais consistente, que represente algo em torno de 6 vezes seus custos fixos. Se os custos fixos mensais desse trabalhador seja de R$ 2.000, ele precisa poupar aproximadamente R$ 12.000.

O principal objetivo é ter tranquilidade financeira para trabalhar. Quem se enquadra nessa condição sabe o quanto é estressante não ter certeza se a renda ao final do mês será suficiente para pagar as contas. E tendo essa reserva, a pessoa se livra dessa terrível preocupação e ainda pode investir algum dinheiro, sempre que passar por meses mais rentáveis.

Onde o dinheiro deve ser aplicado?

O fundo de emergência deve ser mantido de forma muito líquida e conservadora. A intenção dele não é obter o máximo de rendimento, mas estar guardado num local seguro, que não ofereça riscos de perdas e que possa ser sacado assim que a necessidade aparecer.

Para tanto, o mais indicado é que esteja investido num fundo DI ou até mesmo na caderneta de poupança. Como falei antes, o foco não é rentabilidade, mas segurança e liquidez.

Como essa reserva deve ser utilizada?

O montante poupado para emergências, como o próprio nome já diz, só deve ser utilizado para situações excepcionais. Assim que o objetivo de poupar 6 vezes a necessidade mensal for alcançado, esse fundo não deve ser mexido enquanto não houver emergência. Deve ser “esquecido”.

Alguns ficam tentados a utilizá-lo para trocar de carro ou fazer uma viagem, mas não podemos nunca esquecer do objetivo desse fundo. Nada impede que, após poupar o valor total, passemos a investir com outros objetivos. É importante ter em mente que esse dinheiro significa tranquilidade financeira. E quem já passou por problemas financeiros decorrentes da falta de um fundo como esse, sabe o quanto é essa tranquilidade é valiosa!

Você já fez sua reserva para emergência?

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  • alan silva gomes

    qual e a maneira de começar um negocio pela enternete ?

    m explique por favor q eu nao entendi .

    • ANDERSON

      1º aprender a escrever,
      2º aprender a navegar pelos locais certos.

      • kkkkkkkkkkkkkkkkkkk que do mal!!! kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

      • Henrique Interaminense

        kkkkkkkkkkk resposta curta e objetiva rsrs

        • Felipe Naur

          Kkkkkkkkkkk

  • Fábio

    Sou Arquiteto e já tenho essa reserva de 6 meses em uma poupança. Fundo DI é Fundo de Investimento? Qual seria o melhor lugar para aplicar este dinheiro, já que a poupança não rende nada? Devo aplicar este dinheiro na construção e venda de casas (tempo médio de venda de 1 ano)? A propósito, excelente Artigo!

    • O local mais indicado é um fundo DI (com taxa de administração de, no máximo, 1% a.a.) ou mesmo na poupança.

      É importante entender que esse fundo não é um investimento como outro qualquer. Ele deve ficar disponível sempre, não sendo recomendada a aplicação na construção de imóveis, por exemplo.

      A partir do momento que o objetivo de aplicar 6x seus gastos foi obtido, comece a investir a sobra do orçamento com outros objetivos, mas não confunda com o fundo de reserva.

      Abraço!

  • Diogo Ramos

    Muito bom o artigo, parece simples mas essa reserva envolve muito planejamento e disciplina. Uma dúvida: qual o montante ideal de reserva para quem é servidor público estável? O Tesouro direito é um bom meio para compor essa reserva?

    • Sinceramente, um mês ou dois meses, no máximo! Ele serviria apenas para algum descompasso financeiro ou para quando aparecessem gastos extras não planejados num mesmo mês, como IPVA + seguro do carro + manutenção não programada, por exemplo.

      Não aconselho o Tesouro Direto para esse fundo de reserva, pois a venda só ocorre às quartas e você pode ter um problema justamente na quinta! Então é importante que esse dinheiro esteja na poupança ou fundo DI do seu banco, pois o resgate é imediato.

      Não confundir esse fundo com os demais objetivos financeiros de longo prazo, onde devemos buscar rentabilidade. Aqui o grande foco é segurança e, principalmente, liquidez.

      Abraço!

  • Fala Rafael, blza?

    Acredito que o fundo de emergência é o PRIMEIRO passo para quem busca a independência financeira!

    Meu fundo de emergência representa 6 meses do custo de vida meu e da minha namorada (não consideramos apenas custos-fixos), preferimos assim pois caso ocorra algo não planejado (ex., desemprego) podemos continuar nossa vida normal aliviando assim a tensão dos problemas.

    O fundo é praticamente intocável, uma forma que encontramos para dificultar a movimentação de dinheiro, foi alocar 4 meses em Tesouro Direto (baixa liquidez porém rentabilidade maior) e alocar 2 meses na poupança (suficiente para emergências que podem ocorrer e suficiente para esperar alguns dias e vender os títulos).

    Eu realizei esse tipo de alocação pois como não usamos o fundo de emergência para outros fins, utilizamos parte dele como um fundo de oportunidade (buscar maiores rentabilidades).

    Aconselho todos a criar um fundo de emergência, isso da uma tranquilidade que só Deus sabe!

    E é como você disse, depois que o fundo é formado, você pode utilizar o dinheiro que era destinado a formação do fundo para outros fins, comprar carro, viagens, etc…

    Forte abraço e parabéns por divulgar a mais importante ferramenta de finanças pessois.

    • Excelente estratégia! Complementa o artigo com muita qualidade. Guardar dois meses na poupança e quatro no Tesouro Direto permite que você tenha a liquidez da poupança a seu favor, aliado ao bom rendimento do Tesouro Direto.

      Caso seja necessário utilizar todo o dinheiro ao longo dos meses seguintes ao imprevisto (entre eles, desemprego), você teria tempo mais que suficiente para vender seus títulos públicos dessa finalidade.

      Abraço e valeu pela participação!

      • Assim podemos aplicar a diversificação com o quesito segurança!

        Nunca aplicar todo o dinheiro no Tesouro Direto, justamente por não ter liquidez imediata e ao mesmo tempo ter uma rentabilidade melhor, aproveitando o dinheiro que teoricamente fica “parado” na conta fazendo com que o fator psicológico tenha tempo de processar vários desejos (carro, viagem, roupas), porque realmente é complicado pensar que tem esse dinheiro lá e não saber se iremos um dia usá-lo rs.

        Abração e valeu pelas informações compartilhadas!

        • Por isso que é importante aplicá-lo na poupança um num fundo de renda fixa ou DI, justamente para não “vê-lo” todos os dias e ficar tentado a utilizá-lo.

          Abraço!

        • Adonay

          Apenas uma observação: você não tem um fundo de reserva de 6 meses, você tem um fundo de reserva de 2 meses e uma aplicação no tesouro direto. Não estou querendo dizer que você está errado em aplicar desta forma, mas é importante não confundir as coisas.
          O fundo de reserva é para as ocasiões em que você tenha que usar tudo ali na hora, sem tempo para resgatar do TD (que ocasionalmente pode estar em queda, e você venha a ter prejuízo), e contando com o minimo de imprevistos.
          Na verdade, cada pessoa/família deve estimar o fundo de reserva que melhor lhe atenda. Quando sobra mês no fim salário fica complicado montar uma reserva de 6 meses, mas é preciso se esforçar para montar qualquer coisa, já quando sobras salário no fim do mês (coisa rara hoje em dia) não custa nada formar um fundo mais gordinho, e aplicar o restante.

          • Então, eu considero esse dinheiro (poupança + TD) como fundo de emergência, o dinheiro que o TD ou a poupança rende, é utilizado para outros fins, somente o bruto é considerado como parte do fundo de emergência.

            Eu considero que tenho 6 meses de emergência, pois, em dois meses (que estão na poupança) é tempo suficiente para vender os títulos (vou ter 8 dias, ou melhor, quartas-feira para realizar as vendas).

            Eu considero o valor de custo de 6 meses, como disse no comentário anterior, considerando TODOS os custos que eu e minha namorada temos, incluindo roupa, lazer, etc e considerando que os dois perderá o emprego.

            Considerando que apenas um de nós perca o emprego, temos facilmente um ano de fundo de emergência, podemos também considerar que podemos reduzir os gastos (sair menos, comprar menos roupa, gastar menos com coisas supérfulas em momento de desemprego) podemos passar tranquilamente um ano e meio sem gerar dívidas.

            Como o Rafael falou, primeiramente conto com o dinheiro da poupança (2 meses) se faltar dinheiro ai antes de passar 2 meses vou saber disso e vendo alguns títulos, até hoje NUNCA usamos um valor maior que o referente a um mês de despesas, então não há necessidade de ficar com o baixo rendimento da poupança.

            Mais tranquilidade que isso, só depois de ser financeiramente independente!

            Planejamento e muita oração pra Deus iluminar nossos dias e nossos empregos!!!

            Em relação a formação do fundo, isso tem que estar aliado ao planejamento do orçamento. Nunca considerar o dinheiro que sobrar para investir, sempre, sempre, primeiro separar um valor para investir ou formar fundo de emergência e somente depois planejar o orçamento do mês! Primeiro pague a você mesmo e depois aos outros.

            Considerando investir o que sobra, é fácil justificar o motivo de investir nada.

        • Em parte Adonay tem razão, pois de fato você não está mantendo todo o montante numa aplicação com alta liquidez. Mas entendo que a estratégia conta com a utilização primeiramente da parcela alocada na poupança, tendo assim tempo para resgate (venda) dos títulos.

          Por isso que não vi problemas em alocar parte desse montante no TD, contanto que a finalidade seja realmente o fundo de emergência.

          Abraço!

    • Olá André e Rafael,

      Achei interessante esta estratégia de mesclar o tesouro direto com a poupança. Acho que, dificilmente precisamos de toda a reserva de emergência de um dia para o outro.

      Geralmente é uma pequena parte que retiramos para cobrir uma eventual emergência e, esta pequena quantia pode ficar na poupança, conforme o André faz sua estratégia.

      Estive pensando em alocar 50% no Tesouro Direto e 50% em Poupança.

      Neste caso, qual opção do Tesouro Direto vocês acham melhor para alocar estes 50%?

      Sds. Charles

  • Fábio

    Sou correntista do Itaú. Vcs sabem dizer se as taxas do Itaú compensam a aplicação deste dinheiro em RF ou DI? No momento ele fica parado numa poupança multidata. Obrigado! Fábio.

    • Provavelmente o DI, visto que a previsão é que a Selic suba ainda mais, e esse fundo investe predominantemente em títulos públicos indexados à Selic.

      Abraço!

  • Tiago Carvalho

    Tenho 3 meses do meu consumo total ( lazer incluso ) na caderneta de poupança. Estava pensando numa estratégia semelhante a de André Savi, só que utilizando o CDB. Vou aplicar dois meses do meu consumo num CDB para melhorar o retorno.
    Quando acontece algum deslize financeiro ( raridade ) prefiro ir comprando no cartão de crédito ( sabendo que o salário vai pagar ), para não mexer nessa reserva. A utilizo também para alguma oportunidade de investimento, mas depois ja recomponho este saldo. Vejo colegas de trabalho que tem que pagar o mínimo do cartão de crédito por não terem uma reserva de emergencia.
    Quando comprei meu primeiro computador fiquei zerado, e vi o quanto é ruim.
    Òtimo post.

    • A liquidez do CDB já é menor, sobretudo porque muitos deles ainda penalizam a rentabilidade quando a retirada é feita antes do prazo.

      Repito novamente: não confundam fundo de emergência com investimento. Ele é uma proteção e deve estar disponível assim que for preciso.

      Abraço!

  • Frederico

    Esse blog é muito bom! Parabéns a vocês por esse trabalho de educação financeira que realmente falta a grande massa de brasileiros que não trabalham no ramo empresarial(eu no caso sou da área da saúde).
    Eu começando minha carreira agora estou buscando aprender para poder ter uma vida futura mais tranquila e organizada financeiramente, e esse blog é sem dúvida uma fonte de informação consistente e confiável.

    Parabéns, novamente!
    Abraço!

    • Muito obrigado pelos elogios, Frederico. Seja muito bem-vindo e continue participando!

      Abraço!

  • Ótimo post e muitas das vezes eu achava que nao iria precisar de uma reserva por ser funcionario do governo (estabilizado) , mas nunca se sabe como será o dia de amanha, e por precauçao eu fuiz um fundo de reserva (colchao de segurança) e precisei utiliza-lo estava na poupança e foi muito providencial e me deixou muito tranquilo e aliviado por te-lo feito.

    abços

    ITM

    • A intenção de criar uma reserva para imprevistos é justamente estar preparado para quando eles ocorrerem.

      Abraço e valeu pela participação!

  • Fábio

    Essa estabilidade ainda existe no funcionalismo público? Eu achava que isso tinha acabado e que o governo poderia demitir na hora que precisasse (Obhama, por exemplo, demitiu funcionários públicos para poder enxugar a máquina estatal). []’s Fábio

    • Gustavo H

      Já me metendo… digo ao Fábio que há sim estabilidade no setor publico. Quando vc fala do Obhama, isso diz respeito à legislaçao americana da qual não tenho nehuma pretenção de me considerar apto para tecer comentário. Já a respeito de nosso ordenamento legal brasileiro, posso dizer “resumidamentementemente” que há basicamente três situaçoes no servico público brasileiro: 1) pessoas que fazem concursos para cargos regidos por estatutos… essas sao estaveis após o estágio probatório e só saem por uma falta grave (em outras palavras, tem que ser muito mala pra perder o cargo); 2) concursados para cargo regidos pela CLT… a principio podem ser demitidos como qualquer outro trabalhador, mas também ainda têm uma maior segurança do que o setor privado, e; 3) Cargo de livre nomeaçao e exoneraçao… sao alguns poucos cargos de chefia e acessoramento de alto escalão, cuja contrataçao nao depende de concurso e a demissao nao precisa de justa causa (Ex: acessor de um vereador… acabou o mandato, ele perde o emprego). Se eu me enganei nessas poucas palavras, favor consertar urgentemente.

  • Fábio

    Gustavo, mas isso é incoerente não é? Se no primeiro mundo isso é permitido, pq no 5o., 6o. 7o. etc. (dizem que estamos no 3o. não é?) isso não é permitido? O Estado vive de impostos. “Máquina estatal gorda” precisa comer muitos impostos…. Isso para mim é incoerente, mas, como é Brasil, “deve fazer sentido”. Como disse o Nobel de Economia: “O Brasil é o País do Futuro, e sempre será!”….[]’s Fábio

    • Gustavo H

      Fabio, talvez esses casos do Obahma tenham sido exatamente esses casos da 3a hipotese. No mais, o serviço publico é algo necessário. O estado precisa de pessoas pra fazer os serviços públicos funcionarem. Certamente a qualidade do serviço público tem melhorado com os novos quadros de servidores que se matam anos pra entrar. E por fim, digo… concurso é público, tá ai pra TODOS e pra qualquer um que queira enfrentar. Se tiver bem preparado, passa bem e entra. Abraço fraternal.

  • Gustavo H

    Primeiro, parabéns pelo artigo. Mauro Halfeld é realmente uma ótima fonte. QFR + MH = não sou mais analfa em investimentos.

    Segundo, concordo com André Savi… ele está correto podem ler o comentário dele e ir feliz pra casa… 😉

    Tb acho que 2 meses na poupança e 4 no TD é o ideal.
    Os dois meses na poupança vao dar a liquidez necessaria para os dias que o separam da próxima 4a feira do TD.

    Já os 4 meses que estão no TD tão rendendo mais do que a poupança e, chegando na 4afeira, o dinheiro tá na mão.

    Considero a Poupança liquida até demais!!! Qualquer impulso e a reserva vai embora com um nova TV ou home-theather, ou até um novo título do TD (aconteceu isso com amigo meu ontem).

    Boa semana pra todos!

    • Menos mal se for por conta de um novo título! Brincadeiras à parte, é importante estar sempre precavido para emergências, mas nada impede que haja uma estratégia por trás dessa reserva, como a descrita pelo André Savi.

      Abraço e valeu pela participação!

    • Fala Gustavo blza?
      Acho que o Adonay quando considerou que eu tinha apenas 2 meses de reserva de emergência misturou um pouco as coisas, o dinheiro que está no TD ele acaba sendo reaproveitado como dinheiro de oportunidade (lucrar mais), porém o valor bruto JAMAIS será utilizado para outros fins.
      Para outros fins como viagens, casamento, troca de carro, aposentadoria, compra de produtos mais caros, etc…é outro dinheiro, nunca considero o Fundo de Emergência para coisas que não seja manutenção não planejada do carro, desemprego (graças a Deus para esse fim nunca usei e não espero usar nunca), exames que o convênio não cobre e doença, se o dinheiro é usado, no próximo salário a receber o fundo é resposto, ele é prioridade total!

      Forte abraço e espero que você também esteja “indo feliz para casa” rs.

      Fica com Deus.

      • Adonay

        É Andre, eu acho que não confundi as coisas, acredito que nós temos uma visão diferente do investimento no TD. Para mim o TD é um investimento que se pretende levar até o vencimento, mesmo que você possa resgatar antes, por isso que para mim, ele não é um bom investimento de reserva, especialmente para o caso que chegou no MH, pois é bem provável que uma pessoa que trabalhe com comissão venha a usar com certa frequência esse fundo de reserva, tornando a aplicação no TD inviável. Para você ela serve e é bem empregada, mas acho que usar o fundo de reserva para aproveitar oportunidades é algo que não cabe no conceito.
        É válido salientar que: todo investimento que fazemos poderá ser usado em alguma emergência, pois temos educação financeira para saber que é melhor perder os juros de um investimento a pagar os juros de uma divida. Logo o que diferencia um fundo emergencial de um investimento é a criticidade do momento que nos obrigará a resgata-lo. Como nosso colega Gustavo colocou, formar fundo em poupança é ruim porque qualquer promoção de TV que aparecer ele vai embora, não que esse seja o objetivo do capital, mas casualmente pode ser.
        Espero que tenha ficado claro o meu ponto de vista.

        • Olá Adonay.

          O ponto que você identificou, que esse modelo serve pra mim já mata a conversa!

          Eu adotei essa estratégia porque são raros os saques feitos do fundo, por esse motivo considerei a estratégia de oportunidade para o fundo!

          É muito pessoal e cada um precisa avaliar a sua realidade e se possível, utilizar sim esse dinheiro para lucrar mais! Por que não?

          Tem gente que utiliza esse dinheiro para aproveitar oportunidades no mercado de ações inclusive, depois é só repor o dinheiro.

          É por isso que a oportunidade faz parte do contexto do fundo de emergência sim, inclusive você disse (promoção de TV, não que seja o objetivo, mas casualmente pode ser), ou seja, visto uma promoção de TV, foi utilizado o capital do fundo para aproveitar uma oportunidade, isso que a oportunidade aqui está sendo utlizada com um produto que irá depreciar ao passar do tempo e um investimento, irá valorizar!

          Por que um que iremos “perder” dinheiro ao passar do tempo serve e faz parte do contexto e outro que iremos lucrar não faz?

          Forte abraço fica com Deus.

  • Fábio

    E aplicar em CDBs, vale a pena? Estou precisando aprender estes tipos de investimentos, pois sou leigo nisso, mas entrei aqui e já aprendi bastante coisa. Obrigado!

  • Amanda

    Rafael, gostaria de indicações de artigos para aprender sobre os Fundos DI e por que ele possui boa liquidez?

  • Cezar

    Rafael, primeiramente obrigado por suas informações sempre tão úteis e parabéns pelo blog, que visito quase todos os dias e com o qual aprendi muito sobre finanças pessoais (tenho aplicado todos esses conhecimentos na minha prática financeira há algum tempo). Olha, sou Servidor Público Federal, tenho renda mensal de R$ 7.000,00 e gasto de R$ 4.000,00, aplicando todos os meses R$ 3.000,00. Tenho um fundo de reserva de três vezes a minha renda, ou seja R$ 21.000,00, aplicado na poupança. O que sobra hoje em dia (R$ 3.000,00) aplico fazendo aportes mensais em ações na Bovespa e em títulos públicos no Tesouro Direto (50% e 50%). Tenho pesquisado sempre sobre inteligência financeira e hoje vivo tranquilo, sem sobressaltos e estresses, com dois imóveis quitados, carro e moto idem e ainda viajo todo ano com a esposa. É muito bom quando se aprende a aplicar dinheiro com disciplina, paciência e perseverança, sem viver a ciranda financeira de empréstimos, cheque especial e cartão de crédito no rotativo. Seu blog me ajudou muito nesse sentido, com informações muito boas. Valeu!!!

    • Fico realmente grato por tê-lo ajudado! Quanto ao seu fundo de reserva, ele representa, na verdade, mais de 5 vezes sua necessidade mensal. O que conta não é quanto você ganha, mas quanto você precisa para se manter.

      Abraço e sucesso!

  • Renata Alchorne

    Oi Rafael,
    sobre a matéria “A importância de um fundo de emergência”, vocês têm algum exemplo prático de como cortar gastos do dia-a-dia (sem sacrificar, se possível) tanto de custos fixos quanto dos demais para que seja possível sobrar um dinheiro para montar essa reserva?

    • Olá, Renata!

      Olha só, existem tantos exemplos, mas depende de cada um. Conheço desde pessoas que trocaram o celular pós-pago para pré-pago, até pessoas que chegaram a vender seus automóveis depois que perceberam o quanto gastavam com ele.

      O ideal é elaborar seu orçamento e tentar identificar os “vazamentos” de dinheiro. Sugiro, por fim, a leitura do artigo “Elabore seu orçamento“.

      Abraço!

  • DJS

    Excelente artigo!

    Me fez entender melhor o que é um fundo de emergência… explicitando que ele deve ser separado dos investimentos e etc… Otimo!

    Infelizmente no meu caso como estão as coisas no momento eu vou demorar bastante para montar o meu e só a partir daí passar a investir… Puxa vai ser muito tempo, mas vamos lá né um passo de cada vez, primeiro a construção do fundo e depois vamos ao segundo passo 🙁

    Abraços.

    • Tranquilidade financeira é melhor que qualquer investimento. Quando estamos precavidos, fica muito mais fácil de contornar a situação tendo essa tranquilidade.

      Abraço!

  • muito bom o artigo e os comentários também ajudaram muito a esclarecer! parabens mesmo

    eu estou partindo de uma lógica um pouco diferente e gostaria de saber se é um bom caminho. atualmente tenho 50% do meu salário comprometidos dívidas (parcela de ap e de carro) e de 30% a 40% comprometidos com outros gastos fixos (conta de luz, supermercado, etc) estou tentanto criar uma regra de reduzir meus gastos de modo a poder dispor de 10 a 15% para construir meu fundo de emergencia. Esta difícil…porque justamente têm acontecido emergências…meu raciocínio esta furado ou deve permanecer nesta estratégia?

    muito grata

    • Obrigado, Ellayne!

      Quanto ao fundo, é importante elaborar um orçamento condizente com sua situação. Se uma “emergência” acontece todos os meses, provavelmente não é emergência, mas gastos não recorrentes (não se repetem todos os meses).

      Exemplos de gastos que não se repetem todos os meses são IPVA, seguro do carro, IPTU, gastos com viagem ou festas já previstas, entre outros.

      Tente prever os gastos que estão por vir, para que seja surpreendida cada vez menos, e possa assim se organizar para montar seu fundo para emergências.

      Abraço e boa sorte!

  • Vinicius

    Parabens Rafael pelo artigo e pela objetividade que trata o tema, sem se alongar muito.

    Começei a ler vários artigos e a fazer meu fundo de emergência a pouco tempo e gostaria se possivel que comentasse minha estratégia.

    Eu estava empatando meus gastos com minha receita (salário), sem ter fundo de emergência e nem capital q pudesse investir em qualquer coisa e passei a fazer o seguinte:

    1 – Indentifiquei pontos que poderia economizar e estou fazendo isso;

    2 – Fiz duas poupanças com datas de depositos automáticos a partir da conta corrente;

    3 – Na primeira é transferido automaticamente quando o salário entra na conta, o equivalente a 7% deste; na segunda, 3%.

    Minha ideia é usar a primeira poupança ¨(a dos 7%) como o tal fundo de emergência e a segunda seria uma forma de não deixar de me preparar para poder investir, ou seja ao mesmo tempo que estou poupando para o fundo de emergência não deixo de me capitalizar, mesmo que minimamente, para poder investir no futuro já que o fundo será “esquecido” quando chegar no patamar que penso para ele.

    É claro que após ter construído o fundo, os 10% que tenho disponiveis serão integralmente direcionados para os investimentos.

    Não sei se pareceu confuso, se for preciso mais algum dado para que possa opinar, avise!
    Abraço

  • Realmente mais uma vez acertaram no artigo. Só quem passou por isso vai entender… É sempre bom frisar que essa reserva, deve ser só para isso. E um recadinho para quem esta endividado. Não adianta ter essa reserva se você está endividado, a reserva de emergência deve estar pronta a combater esses descontroles. E uma vez utilizados os recursos trabalhe para voltar a tê-lo. Nunca o deixe faltar. O ideal é entre 3 e 6 meses de sua renda. Se você possui condições para 12 meses, melhor ainda, aí já é excelente! hehehehe

    Parabéns novamente pelo artigo!!!

    Adorei a parte que vocês falam do objetivo dessa reserva: O principal objetivo é ter tranquilidade financeira para trabalhar.

    Muito bom mesmo!!!

    Sucesso a todos!

    Follow me on Twitter:
    @Jeovair

    • Obrigado pelo excelente depoimento e pelos elogios, Jeovair. Realmente o objetivo em acumular um fundo de emergência é ter tranquilidade financeira.

      Abraço e valeu pela participação!

  • Fred

    TD não se presta, em hipótese alguma, pra fundo de emergência. Quem fala que é adequado deixar alguns meses em poupança e outros em TD pra garantir o melhor dos dois mundos, ou seja, liquidez e melhor rendimento, se esquece que o melhor rendimento do TD só se aplica para títulos levados para o vencimento. Se vc sacar antes, é renda variável, pode até ter prejuízo. Por isso TD pra fundo de emergência, nem pensar!

  • Fernando Ruano

    Oi Rafael, ótimo post! Porém não podemos esquecer da inflação no período que o fundo para emergências estiver sendo guardado.

    Minha opinião é que no final de 1 ano se faça rebalanceamento desse fundo levando em conta a inflação anual (índice do IPCA, por exemplo).

    Ou seja, se o valor inicial em janeiro era de R$1.000,00, no final do ano ele rendeu 6% e se tornou R$1.061,68 (juros compostos de 0,5% a.m) e a inflação oficial daquele ano foi de 6,5%, devemos aportar +0,5% para mantermos nosso fundo para emergências manter seu poder de “compra” para o próximo período.

    Ou seja, esse aporte de +0,5% totalizaria R$1.066,99. Esse seria o valor atualizado no final do ano.

    Grande abraço!

    • Fernando,

      Sua conclusão está correta. Mas, via de regra, não é necessário se preocupar com isso pois dificilmente a inflação permanecerá acima de 6,5% a.a., que a rentabilidade anual aproximada da poupança.

      Abraço e valeu pela participação!

  • Anônimo

    Opa, vejo que você recomenda muito o Mauro Halfeld nos posts. Quais são os outros comentarista que você recomendo da CBN?

    • Para educação financeira, só há ele na CBN.

      Acesse o site da rádio e ouça os podcasts. A maioria é excelente.

      Abraço!

  • camilo lopes

    olá Rafael,

    Muito bom o post, eu só fiquei na dúvida se momento nenhum eu deveria investir algo na poupança. Vamos dizer que hoje eu tenha um valor 6x do meu custo na poupança. Vc citou ir para outros investimentos. A dúvida veio: “quando eu deveria ter uma poupança?” Acho que seria até um bom post.
    abracos, e parabens pelo blog.

    • Não entendi sua pergunta. Você deve poupar dinheiro sempre que puder.

      Abraço!

  • camilo lopes

    olá Rafael,

    Desculpa por não ter sido claro na pergunta.
    A minha dúvida é: Quando eu devo ter uma poupança já que ela rende pouco? O fundo de emergência é um motivo para eu ter uma conta poupança?

    abracos

    • O principal objetivo do fundo de emergência não é a rentabilidade, mas a liquidez. Em outras palavras, você deve se preocupar em deixar esse dinheiro num investimento onde possa resgatá-lo imediatamente, sem a necessidade de esperar mais de um dia para isso.

      Abraço!

  • camilo lopes

    opa! Rafael,

    Entendi. tenho usado o CDB Diario do banco Sofisa. Pelo menos rende um pouco mais que a poupança e tenho 100% liquidez, e regasto a qualquer hora.
    abracos, obrigado.

    • Em termos de rentabilidade, é uma ótima escolha.

      Abraço!

  • Smagalhaes2

    Investimento em Tesouro direto pode ser utilizado como forma de Fundo de emergência? Se nao, atualmente qual a melhor opção?

    • Não é o ideal, pois a liquidez não é imediata. No entanto, caso opte pelo Tesouro Direto, o melhor título para esse objetivo é a LFT.

      Abraço!

  • Sérgio

    Rafael, estou formando meu fundo de emergencia, pretendo reservar 05 meses das minhas despesas fixas, há 30 dias apliquei R$4.000,00 no Cdb DI do Itau, pretendo diversificar aplicando 02 meses também no TD pela corretora Spinelli, quais são os melhores papéis atualmente para esta finalidade? Para melhor liquidez devo transferir a aplicação do CDB p/ poupança, ou manter onde está me trará melhor resultado? caso aplique no TD e precise vender, em caso de emergencia, o titulo antes do vencimento, eu corro risco de perder o capital aplicado ou somente a rentabilidade?

  • Sérgio

    Rafael, estou formando meu fundo de emergencia, pretendo reservar 05 meses das minhas despesas fixas, há 30 dias apliquei R$4.000,00 no Cdb DI do Itau, pretendo diversificar aplicando 02 meses também no TD pela corretora Spinelli, quais são os melhores papéis atualmente para esta finalidade? Para melhor liquidez devo transferir a aplicação do CDB p/ poupança, ou manter onde está me trará melhor resultado? caso aplique no TD e precise vender, em caso de emergencia, o titulo antes do vencimento, eu corro risco de perder o capital aplicado ou somente a rentabilidade?

  • Victor Gama

    – Um artigo muito interessante.

    – No meu caso, fiz uma reserva juntando 3 vezes o meu salário bruto.

    – É o suficiente para o fundo de emergência?

    Obrigado pelas informações compartilhadas.

  • Victor Gama

    – Um artigo muito interessante.

    – No meu caso, fiz uma reserva juntando 3 vezes o meu salário bruto.

    – É o suficiente para o fundo de emergência?

    Obrigado pelas informações compartilhadas.

    • Depende da natureza do seu trabalho. Se você tem estabilidade no emprego, é suficiente. Se você é autônomo ou está numa empresa privada, onde teoricamente pode perder o emprego a qualquer momento, 6 meses seria o ideal.

      Abraço!

  • Jackson

    Rafael, sou dentista e fiz minha reserva referente a 6 meses. O restante apliquei em LCI com rendimento de 83.15 % do CDI e com opção de resgate. Como LCI não existe cobrança de taxas nem imposto, achei boa opção. Fiz um bom investimento?

    • Jackson,

      Para esse período, é um ótimo investimento, principalmente por haver opção de resgate. Se o resgate não tiver nenhum desconto, foi uma ótima escolha.

      Abraço!

    • Sim, Jackson 🙂

      Abraço!

  • Valdirdias

    Eu faço este tipo investimento pago minhas contas e o que sobra guardo fundo di e na poupança e bem legal posso garantir durmo tranguilo sem me preocupar se algo der errado

  • Oi Rafael, ainda não comecei, mas, esta muito perto, senão agora em fevereiro, em março eu começo…querendo Deus.

  • BrunoFTL

    Olá Rafael. Primeiramente parabéns pelo blog, costumo visitá-lo com frequência. Tenho uma dúvida sobre esse assunto do fundo de emergência. Hoje em dia minhas despesas fixas giram em torno de R$ 6.000,00 mensais. Estou conseguindo separar R$ 1.200,00 por mês para a finalidade do fundo de emergência (ainda não tenho muito pois comecei a pouco tempo). Eventualmente sobra um “troco” em alguns meses que estou separando para uma viagem de fim de ano. Também planejo separar uma grana a partir de maio para trocar de carro no ano que vem. No momento eu tenho um carro financiado em CDC, cujas parcelas representam menos de 10% da minha renda líquida mensal, porém ainda faltam 2,5 anos para terminar de quitar.

    A pergunta é: o que eu faço? Continuo juntando a grana do fundo de reserva? Incorporo a grana da viagem ao fundo de reserva? Incorporo a grana da viagem + grana da troca de carro ao fundo de reserva (para atingi-lo mais rapidamente)? Esqueço tudo isso e pago mais parcelas do carro com todo o dinheiro que está sendo poupado? ESTOU PERDIDO!

    Valeu pelo apoio, abraços!

  • Evandro

    eu concordo com o artigo muito educativo muito bom

    eu deixo por enquanto na poupança alguma sugestão?

  • Michelli

    Olá Rafael,
    Estou iniciando nessa área de educação financeira e já consegui vários avanços, hoje por exemplo, tenho mapeado todo meu orçamento doméstico e sei certinho as receitas e despesas que compõem a minha vida. Neste quesito de Fundo de Emergência entendi perfeitamente o conceito e a minha pergunta é quanto a definição do valor desse fundo: foi citado no seu artigo seis (6) vezes o valor dos custos fixos, então não seria o valor das despesas totais e sim o valor fixo (sem as gordurinhas de todo mês), correto?
    Já vi em outros artigos tratando do valor das receitas que se recebe, isso também é aplicado, ou depende da sua exposição às variações das receitas x despesas?
    Grata,
    Michelli

  • Michelli

    Olá Rafael,
    Estou iniciando nessa área de educação financeira e já consegui vários avanços, hoje por exemplo, tenho mapeado todo meu orçamento doméstico e sei certinho as receitas e despesas que compõem a minha vida. Neste quesito de Fundo de Emergência entendi perfeitamente o conceito e a minha pergunta é quanto a definição do valor desse fundo: foi citado no seu artigo seis (6) vezes o valor dos custos fixos, então não seria o valor das despesas totais e sim o valor fixo (sem as gordurinhas de todo mês), correto?
    Já vi em outros artigos tratando do valor das receitas que se recebe, isso também é aplicado, ou depende da sua exposição às variações das receitas x despesas?
    Grata,
    Michelli

  • pargo

    Quero te agradecer muito pelas suas dicas, pretendo segui-las e sair do buraco. Vou te manter a par do progresso. o qual talvez não existisse se não fosse a sua boa vontade de ensinar.

  • pargo

    Quero te agradecer muito pelas suas dicas, pretendo segui-las e sair do buraco. Vou te manter a par do progresso. o qual talvez não existisse se não fosse a sua boa vontade de ensinar.