ENTENDA A RELAÇÃO ENTRE RISCO E RETORNO
Publicado em 23.04.2010 por Rafael Seabra em Educação Financeira
Para quem está começando a investir agora, o claro entendimento da relação entre risco e retorno é muito importante para evitar frustrações nos investimentos. Uma das perguntas mais comuns que recebo por e-mail é “como posso obter a maior rentabilidade sem enfrentar riscos?”. Infelizmente não é possÃvel esperar grandes rentabilidades sem se arriscar.
O intuito deste artigo é mostrar exatamente como funciona essa relação e como é possÃvel diminuir os riscos de certos investimentos ou, pelo menos, saber como controlá-los. Sugiro a leitura do texto completo para todos que querem começar a investir, mas não sabem por onde começar e, ao mesmo tempo, querem obter o maior retorno no menor espaço de tempo possÃvel.
Risco e retorno
Uma das coisas mais importantes que um investidor deve saber é que não existe retorno sem risco, ou seja, quanto maior (menor) o risco de um determinado investimento, maior (menor) o retorno esperado.
Risco é a probabilidade de o retorno efetivamente ocorrido em um investimento ser diferente do retorno previamente esperado por este investimento.
A relação risco versus retorno pode ser considerada “o teste da noite bem dormida”. Dizemos isso porque a mais importante decisão de investimentos que você faz é escolher o nÃvel de risco que você está disposto a correr estando confortável com as flutuações de curto prazo deste investimento.
O risco está associado ao grau de incerteza sobre o investimento no futuro. Quanto maior o grau de incerteza, maior o risco e maior o retorno esperado e vice-versa. Todo investidor deve escolher suas aplicações entre o menor risco possÃvel e o maior retorno possÃvel. Esta possibilidade de escolhas está representada no gráfico abaixo.
O inÃcio da reta vermelha representa ativos que costumam ser chamados de “Livres de Risco”. Este tipo de ativo para uma taxa conhecida como taxa livre de risco é geralmente representado por tÃtulos do governo, pois estes apresentam baixo risco de inadimplência. No Brasil costuma-se considerar a caderneta de poupança, a Selic ou o CDI como a taxa livre de risco.
Conforme caminhamos para a direita na reta vermelha, o grau de incerteza perante o retorno esperado aumenta, pois estarÃamos investindo em ativos de maior risco como fundos de investimento, tÃtulos privados, dólar, ações, derivativos, etc.
É importante que você saiba que nÃvel de risco é o mais adequado a você. Uma regra geral é: caso você esteja tendo ataques de ansiedade toda vez que seus investimentos se movem para cima ou para baixo, então provavelmente você deve considerar reduzir o risco a que está exposto.
Como diminuir o risco?
É possÃvel diminuir o risco de seus investimentos através da diversificação. Diversificar significa combinar em uma mesma carteira de investimentos ativos com caracterÃsticas diferentes, pois ativos com caracterÃsticas distintas tendem a obter retornos distintos e a seguir diferentes tendências. O objetivo da diversificação é conseguir os melhores retornos potenciais para um determinado nÃvel de risco.
O efeito da diversificação ocorre conforme adicionamos ativos com caracterÃsticas distintas a uma carteira de investimentos, reduzindo-se a chance de que uma eventual perda em um dos ativos ou um fato gerador de perdas ocasione perdas na totalidade de sua carteira. Vale destacar que a diversificação é eficaz até mesmo dentro de um mesmo mercado, como a bolsa de valores, bastando para isso que se escolha empresas de diferentes setores e que sejam afetadas por diferentes fatores econômicos, internacionais, entre outros.
Entretanto, na minha opinião, a melhor estratégia para diminuir o risco é estudar e conhecer bastante o mercado que você pretende investir. Mesmo nos tÃtulos públicos, que possuem baixo risco, existem rentabilidades diferentes de acordo com o tÃtulo que você escolher.
Em mercados que envolvem mais riscos, como o mercado de ações, existem excelentes cursos (presenciais ou online) para aprender a operar com esse tipo de investimento. As próprias corretoras de valores oferecem muito material interessante para seu aprendizado. Além disso, muitos blogs tratam desse assunto com muita propriedade. Basta dar uma navegada pelos links que publicamos no lado direito do blog que você encontrará alguns dos melhores nesse assunto
Fonte: Banif
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Rafael Seabra
Rafael Seabra é educador financeiro, pós-graduado em Finanças pelo Ibmec, editor do Quero Ficar Rico, um dos sites de maior audiência do paÃs na área de Educação Financeira, e autor do livro Como Investir Dinheiro.
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