COMO POUPAR PARA A APOSENTADORIA
Publicado em 04.05.2009 por Rafael Seabra em Aposentadoria, Ações
Já discutimos em vários artigos aqui no blog sobre previdência privada, explicando a diferença entre PGBL e VGBL ou mesmo debatendo sobre INSS ou previdência privada. Assim sendo, para quem já estudou sobre o assunto e escolheu essa modalidade de investimento para se aposentar (ou complementar a aposentadoria), vale a pena saber como anda o mercado e ficar atento a algumas dicas.
A revista Exame dessa quinzena (06/05/2009, edição 942), na seção Seu Dinheiro, traz uma matéria interessante sobre a incerteza dos investimentos (“Como enfrentar a incerteza”). A principal sugestão da matéria é aproveitar o momento do mercado de ações, por mais que você tenha se assustado com os altos e baixos (mais baixos que altos) desde meados de 2008.
A sugestão é que seus projetos de longo prazo (não necessariamente apenas a aposentadoria) tenha uma parte do patrimônio em ações, a não ser que falte menos de 5 anos para você resgatar o dinheiro ou se aposentar. Para ficar mais claro, confiram abaixo as dicas para quem ainda não tem um plano de previdência e para que já tem um plano e quer complementar.
Para quem ainda não investe num plano de aposentadoria
- Faça uma opção conservadora: aplique em fundos com, no máximo, 30% do patrimônio em renda variável;
- A taxa de administração não deve ser maior que 2% ao ano e a taxa de carregamento (valor cobrado de cada contribuição para cobrir despesas operacionais do fundo) não deve passar de 2,5%;
- Quem faz a declaração completa de imposto de renda deve optar por um PGBL, que permite deduzir até 12% da renda bruta anual.
Para quem já tem um plano de previdência mas quer complementar
- Se o fundo atual investir mais de 90% em renda fixa, a sugestão é arriscar um pouco mais e optar por um novo plano que aplique até 49% do patrimônio em renda variável para diversificar;
- Se o fundo atual aplicar mais de 30% em renda variável, o melhor é fazer um novo plano de renda fixa para que o investidor tenha uma garantia caso o cenário para os fundos mais arriscados não seja favorável;
- Caso o novo plano seja feito na mesma instituição do primeiro, é possível pedir isenção da taxa de carregamento.
Rafael Seabra
Educador Financeiro e consultor de Tecnologia da Informação, cursa o MBA em Finanças pelo Ibmec e é formado em Ciência da Computação pela UFPE. Autor do blog Quero Ficar Rico, ministra palestras e cursos de Educação Financeira.
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Muito bacana o artigo Rafael, parabéns! Existem ótimos planos de previdências complementar que investem em ações de forma gradativa, de forma que no começo a exposição seja maior e, ao longo do tempo, o volume de renda variável vá diminuindo. Vocês tocaram em um ponto fundamental: mesclar ativos de risco com aplicações conservadores deve estar dentro dos planos daqueles que pensam em aposentar-se tranquilamente.
Grande abraço.
Valeu, Conrado.
A ideia é exatamente essa. Como o prazo do investimento é muito longo, ele pode ser exposto a riscos maiores no começo, em busca de maior rentabilidade, e quando faltar pouco tempo para se aposentar, diminuir consideravelmente essa exposição, para garantir que seu investimento não passe por turbulências perto do resgate.
Abraços!
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