SE A INFLAÇÃO É RUIM, DEFLAÇÃO SERIA MELHOR?

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SE A INFLAÇÃO É RUIM, DEFLAÇÃO SERIA MELHOR?Em economia, inflação é a queda do valor de mercado ou poder de compra do dinheiro. Isso é equivalente ao aumento no nível geral de preços. Inflação é o oposto de deflação. Inflação zero, ou muito baixa, é uma situação chamada de estabilidade de preços.

Porém, se achamos que inflação é algo ruim, deflação seria melhor? Não. Para se ter uma idéia, foi um longo período de deflação, com queda nos preços dos produtos agrícolas, que provocou a quebra da Bolsa de Nova York, em 1929, e a conseqüente crise econômica que atingiu todo o mundo.

É difícil imaginar por que a redução de preços de bens e serviços pode ser ruim para a economia, mas as causas e conseqüências da deflação explicam o problema.

O que é deflação?

Os preços acabam caindo sempre que sobram mercadorias por falta de consumidores. Como as empresas não conseguem vender como antes, mesmo a preços menores, o faturamento e o lucro também acabam reduzidos. Para não ficar no prejuízo, elas são obrigadas a diminuir o ritmo da produção e a demitir funcionários. Com o desemprego alto, ninguém costuma gastar além da conta. Por isso, a oferta de serviços e os estoques crescem. Resultado: excesso de bens e preços menores que os de períodos anteriores.

O processo de deflação ainda pode ser iniciado, ou agravado, pela baixa oferta de moeda. Quer dizer, falta dinheiro em circulação, seja por causa dos juros altos, que tornam o crédito proibitivo, seja pela falta de investimentos. Essa bola de neve costuma afetar todos os setores da economia, do agricultor aos fabricantes de eletrodomésticos, além de abalar a própria estrutura social.

Ciranda deflacionária

  1. Mesmo com preços reduzidos, a fábrica de automóveis não consegue vender seu produto;
  2. Com a queda nas vendas, a fábrica demite trabalhadores;
  3. Sem receber, o trabalhador deixa de trocar sua TV por um modelo mais novo;
  4. Cai a venda de TVs. As lojas baixam os preços e, conseqüentemente, a comissão dos vendedores, que deixam de comer fora;
  5. Na tentativa de atrair clientes, o dono do restaurante faz sucessivas promoções. Mesmo assim, seu rendimento cai e ele adia a troca de carro.

Indicadores de Inflação

Os principais índices de inflação do país são:

  • IGP: Índice Geral de Preços, calculado pela Fundação Getúlio Vargas. É uma média ponderada do índice de preços no atacado (IPA), com peso 6; de preços ao consumidor (IPC) no Rio e SP, com peso 3; e do custo da construção civil (INCC), com peso 1. Usado em contratos de prazo mais longo, como aluguel.
  • IGP-M: Índice Geral de Preços do Mercado, também da FGV. Metodologia igual à do IGP-DI, mas pesquisado entre os dias 21 de um mês e 20 do seguinte. O IGP tradicional abrange o mês fechado. O IGP-M é elaborado para contratos do mercado financeiro.
  • INPC: Índice Nacional de Preços ao Consumidor, média do custo de vida nas 11 principais regiões metropolitanas do país para famílias com renda de 1 até 8 salários mínimos, medido pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).
  • IPCA: Índice de Preços ao Consumidor Amplo, também do IBGE, calculado desde 1980, semelhante ao INPC, porém refletindo o custo de vida para famílias com renda mensal de 1 a 40 salários mínimos. A pesquisa é feita nas mesmas 11 regiões metropolitanas. Foi escolhido como alvo das metas de inflação (“inflation targeting”) no Brasil.

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  • Everton Dias

    Este artigo em nada contribui para o debate sobre inflação e deflação.

    Os motivos da quebra da bolsa de 1929, não são esses mencionados no texto. Pesquise o assunto melhor e não fique passando informação errada.

    Além disso o artigo deveria misturar definições de indicadores, apenas mencioná-los.

    Creio que o autor necessita conhecer mais economia e como estruturar um artigo.

  • Carlos

    OWNED!

  • http://www.rafaelseabra.com Rafael Seabra

    Everton,

    O propósito do artigo é explicar de uma forma simples a diferença entre inflação e deflação, citando os principais indicadores, além de mostrar de uma forma simples que deflação não seria algo bom, por mais que a maioria da população ache que a inflação seja algo ruim, por afetar diretamente o bolso de cada um. Em nenhum momento expus que o objetivo desse artigo seria ampliar um debate econômico e aprofundado sobre o assunto.

    Quanto à causa da crise de 1929, apesar de também não ser o tema desse artigo, por isso não ter sido explorado aqui, você está certo. Esse trecho foi extraído da revista SuperInteressante, que está “linkado”. A revista Exame explicou sucintamente a crise de 1929 na edição passada. Link: http://portalexame.abril.com.br/static/aberto/complementos/929/tab_capaeconomia.htm

    Quanto aos indicadores, volto a citar o propósito do artigo: explicar de uma forma simples a diferença entre inflação e deflação, citando os principais indicadores, apenas para conhecimento dos termos. As definições foram extraídas de matéria da FolhaOnline, com o link no artigo. Em nenhum momento tive a intenção de discutir economicamente esses indicadores.

    Agradeço pela sua crítica e pela oportunidade de esclarecer o objetivo desse artigo, e lamento que ele não tenha atingido o objetivo da tua leitura, já que certamente você possui um conhecimento sobre economia [e possivelmente sobre o tema do artigo] bem mais amplo.

  • Paulo Cesar

    É realmente uma pena que o senhor Everton não pode contribuir com o seu aparente vasto conhecimento em economia e estruturação de artigos, já que pra ele ficou bastante claro todas as falhas cometidas pelo autor.

    PS: Peço desculpas por qualquer falha que eu tenha cometido em minhas palavras. Pois não quero rebaixar o senhor Everton à minha insignificância.

  • Pingback: RETROSPECTIVA 2008 | QueroFicarRico

  • Rafaela

    Maravilhoso texto.Se seu objetivo era explica a diferença entre a inflação e deflação com seu pontos negativos e positivos,tenha certeza que o fez com sucesso.

    • http://www.queroficarrico.com.br Rafael Seabra

      Obrigado, Rafaela :)

      Abraço!

      • Drcpinheiro

        concordo com a Rafaela ,nem todos os leitores sao experts em economia
        mas nao estamos aqui para termos bacharelado ou phd, apenas gostamos de ler os pontos de vista diferentes como bons leitores que somos , gostei da sua explanaçao Rafael continue contribuindo com suas ideias…….valeu.