fev
26
2010
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O QUE É O DEPÓSITO COMPULSÓRIO?

Publicado por Rafael Seabra na(s) Seção(ões) Economia |

Ontem (25) foi noticiado que o Banco Central deve retirar do mercado R$ 71 bilhões, reduzindo a oferta de crédito dos bancos. Com isso, o BC reverte parte das medidas que flexibilizaram o recolhimento compulsório, a parcela dos depósitos que os bancos devem manter no Banco Central. Ou seja, na época da crise foi permitido que os bancos retirassem parte do dinheiro que eles deixam no BC para aumentar a liquidez do mercado e aliviar a crise, mas agora, com a situação sob controle, os bancos devem repor esse dinheiro, através do depósito compulsório.

Mas, afinal, o que é o depósito compulsório, quais os tipos de compulsório e como ele funciona? O propósito desse artigo é tirar essas dúvidas com uma linguagem simples e sem jargões econômicos. Vamos lá!


set
08
2009
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O QUE É O FOREX?

Publicado por Rafael Seabra na(s) Seção(ões) Câmbio, Finanças Pessoais, Internet |

A operação no FOREX envolve a compra de uma moeda e a simultânea venda de outra, ou seja, as moedas são negociadas em PARES, por exemplo: dólar e iene (USD/JPY). O investidor não compra dólares ou ienes, fisicamente, mas uma relação monetária de troca entre eles. O FOREX é um mercado em que são negociados, portanto, derivativos de moedas, ou contratos cujos ativos subjacentes são pares de moedas. Ele (o investidor) é remunerado, assim, pelas diferenças entre a valorização destas moedas.

Como as cotações das moedas (dólares, euros, libras etc.) variam livremente, sob a influência de eventos políticos ou fatores econômicos, há um potencial para a realização de estratégias de investimento a fim de lucrar com essas flutuações. Esse mercado também permite a realização de estratégias de proteção (“hedge”) contra variações na taxa de câmbio, o que pode ser particularmente útil para quem possui receitas ou despesas afetadas pela cotação de determinada moeda, como exportadores, por exemplo. No caso de pessoas físicas, essa necessidade pode se manifestar quando elas sabem que terão uma despesa em moeda estrangeira em data futura.


out
08
2008
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ENTENDA A CRISE FINANCEIRA

Publicado por Rafael Seabra na(s) Seção(ões) Ações, Economia |

Segunda-feira, 6 de outubro de 2008, foi um dia de pânico para os mercados financeiros em todo o mundo. A Bovespa suspendeu o pregão por duas vezes, através de um mecanismo de segurança chamado “circuit breaker“. Bolsas do mundo inteiro também sofreram grandes quedas. As bolsas de valores da Ásia e Europa viveram um dia de quedas abruptas. Na primeira sessão após a aprovação do pacote de resgate norte-americano, Tóquio perdeu 4,2% e Hong Kong, 3,4%. Quedas entre 7% e 9% ocorreram também em Londres, Paris e Frankfurt. Em Moscou, a bolsa despencou 19%. Em todos estes casos, as quedas foram puxadas pelo desabamento das ações de bancos importantes. Em São Paulo, os negócios foram interrompidos duas vezes, quando quedas drásticas acionaram as regras que mandam suspender os negócios em caso de instabilidade extrema. Apesar da intervenção do Banco Central, o dólar chegou a R$ 2,20.

A crise iniciada há pouco mais de um ano, no setor de empréstimos hipotecários dos Estados Unidos, teve dois fatos importantes nos últimos dias. Entre 15 e 16 de setembro, a falência de grandes instituições financeiras norte-americanas deixou claro que a devastação não iria ficar restrita ao setor imobiliário. Em 12/9, o banco de investimentos Lehman Brothers quebrou, depois que as autoridades monetárias recusaram-se a resgatá-lo. No mesmo dia, o Merrill Lynch anunciou sua venda para o Bank of America. Em 15/9, a mega-seguradora AIG (a maior do mundo, até há alguns meses) anunciou que estava insolvente, sendo nacionalizada no dia seguinte com aporte estatal de US$ 85 bilhões. No início de outubro, começou a disseminar-se a sensação de que o pacote de 700 bilhões de dólares montado pela Casa Branca para tentar o resgate produziria efeitos muito limitados. Como veremos a seguir, o pacote é um conjunto de medidas que socorre com dinheiro público as instituições financeiras mais afetadas, mas não assegura que os recursos irriguem a economia, muito menos protege as famílias endividadas.


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