Archive for junho, 2008
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PLANEJAMENTO FINANCEIRO PESSOAL
Publicado em 19.06.2008 por Rafael Seabra em Entrevistas
Entrevistamos o consultor financeiro Augusto Sabóia (foto), MBA em Personal Finance, com especialização em Logística e Distribuição, Marketing de Serviços, Previdência Privada, Seguros para a proteção da Vida e do Patrimônio no Brasil e no Exterior. Cursou Economia e Engenharia de Pesca com formação, desde a Escola Secundária no Brasil e USA.Empresário desde muito jovem contando com mais de 30 anos de experiência. Personal Adviser há treze anos tendo realizado mais de 2000 reuniões personalizadas. Seu Inventário de Clientes conta com executivos, Empresários, Profissionais Liberais, Atletas, Artistas, Viúvas, Fundações e Espólios. Pesquisador dos temas relacionados ao planejamento Financeiro Pessoal e Familiar Preparação para Aposentadoria, Seguros de Vida, Preparação para o Divorcio e Rematrimônio, Sucessão Familiar e Empresarial. Além disso, Sabóia é membro Fundador da ABRAFIP – Associação Brasileira dos Planejadores Financeiros Pessoais.
O blog QueroFicarRico conversou com o Augusto, para esclarecer algumas questões relacionadas a planejamento financeiro, previdência privada e seguros. Agradecemos a disposição do Augusto. Confiram abaixo a entrevista:
QueroFicarRico: Quais são as principais dicas para elaborar um bom planejamento financeiro?
Augusto Sabóia: Seus Sonhos! Depois segurança da sua família e de sua velhice. Realizado esses “pequenos detalhes”pode gastar o resto… Se sobrar!
QFR: Como uma pessoa com dívidas pode pensar em investir?
AS: O maior investimento dela é pagar essas dívidas o mais rapidamente possível. No nosso país as pessoas pagam conta de celular e não possuem plano de saúde?! Pagam uma empregada doméstica e não possuem uma previdência privada… Esse pensamento é uma de nossas missões. Mudar este pensamento incoerente que muitas pessoas ainda possuem, e que simplesmente as empobrece a cada dia… É uma coisa meio telenovela das oito!
QFR: O brasileiro é bem-educado financeiramente?
AS: Olha as pessoas no nosso país possuem uma certa educação por puro instinto (aprendeu observando) ou aprendeu “apanhando” muito. Somos um povo até pouco endividado, proporcionalmente a por exemplo americanos, mas não conhecemos quase nada de planejamento financeiro pessoal e até de matemática. Muitas pessoas ainda vivem como nos tempos da inflação: gastam tudo que ganham, como se seu dinheiro fosse se desvalorizar. Temos como alguns padrões de consumo, seguir padrões totalmente irresponsáveis, que foram feitos por exemplo por Imelda Marcos (no caso de sua coleção de sapatos) . Precisamos pensar em nossa velhice e nas próximas gerações de nossas famílias.
QFR: Além dos produtos que os bancos oferecem, que outros produtos você indicaria para previdência privada?
AS: Você pode contratar previdências privadas no exterior ou, se você for uma pessoa extremamente disciplinada, pode fazer sua própria previdência privada, mas aí você corre o risco “você”… É muito arriscado. Para 98% dos mortais, podem usar seguradoras como ICATU / Mongeral, Porto Seguro, Met Life ou Sul América, até prefiro que você tenha sua previdência privada em uma seguradora e não em um banco em que você possua conta corrente. EVITE!!!
QFR: Qual a importância do seguro de vida para o planejamento financeiro?
AS: Toda! Sem um Seguro de vida forte, como pode haver planejamento? Imagine “um planejamento” que daqui a dez minutos tudo pode ir por água a baixo… Isso não seria um Planejamento!
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IMÓVEIS: COMPRAR PARA ALUGAR (PARTE 3)
Publicado em por Rafael Seabra em Imóveis, Renda Fixa
A leitora Karina Gomes nos trouxe o seguinte questionamento:Olá, tenho uma dúvida e gostaria que vocês me ajudassem, Vale a pena investir em imóveis de baixo custo? Perto da minha casa existe uma área onde residem pessoas com baixas condições financeiras. Nesse lugar construíram vários prédios voltados a esta classe de pessoas. Cada apartamento está sendo vendido pelo valor de 10.000 reais e o aluguel desse imóvel está em torno de 150 reais. Minha dúvida é, pensei em comprar um desses imóveis para alugar, mas com esse aluguel tão baixo, vale a pena esse tipo de investimento?
Karina,
Sugiro a leitura de dois posts sobre esse tema:
Falando especificamente da situação que você reportou, eu diria que vale a pena sim! 150 reais por mês, por um imóvel que te custaria 10 mil reais, representa 1,5% ao mês. Isso é um retorno bem interessante, em se tratando do risco do negócio de aluguel. Você não consegue um rendimento nesse patamar em aplicações de renda fixa. Claro que você tem que avaliar os riscos em relação à inadimplência e outras questões relativas à aluguéis. Mas observando exclusivamente os números, eu recomendaria.
Agradecemos pela participação!
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INFLAÇÃO CHEGANDO?
Publicado em 18.06.2008 por César França em Economia
O IPV (Índice de Preços no Varejo) subiu 1,46% em maio, na comparação com o mês anterior, registrando a maior variação mensal desde o início da série histórica iniciada em dezembro de 2004. O índice manteve a trajetória de alta no quinto mês do ano, após avançar 0,5% em abril, conforme divulgou a Fecomercio-SP (Federação do Comércio do Estado de São Paulo) nesta terça-feira (17).No acumulado dos cinco primeiros meses de 2008, o indicador apurou avanço de 2,21%, e no confronto entre maio deste ano com o do ano passado, alta de 4,92%.
Destaques setoriais
Conforme revela a Fecomercio-SP, apenas três dos 21 grupos analisados registraram queda nos preços na comparação mensal.Em maio, a elevação do IPV foi influenciada, sobretudo, pelo segmento de Materiais de Construção, enquanto Eletroeletrônicos colaborou para que o índice se mantivesse em patamares menores.
Índice de Preços no Varejo Grupo Variação mensal Floriculturas +7,09% Materiais de Construção +3,90% Açougues +3,72% Feiras +3,29% Supermercados +2,48% Confira a lista completa na reportagem da Infomoney.
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CONTRIBUIÇÃO SOCIAL PARA A SAÚDE
Publicado em por César França em Economia
Como previmos no fim do ano passado, as discussões sobre a volta da CPMF se intensificaram. Agora com um novo nome – Contribuição Social para a Saúde, ou CSS, também chamada por alguns de “Contribuição Sem Sentido” e por outros de “Contribuição contra Seu Salário“.
Porém, existem algumas diferenças básicas nesta nova proposta da CSS/CPMF. As principais são:- De acordo com o projeto de lei, os recursos provenientes desta contribuição deverão ser destinados “quase” exclusivamente para a saúde pública; Desde 1999 que a CPMF servia também à previdência social e à erradicação da probreza e ainda restavam quase R$6 bi nos cofres do governo. Além de contribuir para a saúde, a idéia de alguns deputados é repassar uma pequena parte também para o Fundeb – Fundo de Educação Básica.
- A alíquota reduzida foi reduzida de 0,38% para 0,1%. Além disto, os assalariados com renda mensal abaixo de R$3.080,00 ficariam isentos.
- E por fim, seria uma contribuição permanente, ao contrário da CPMF que era apenas “provisória”.
Com a aprovação da CSS, o Governo conseguiria suprir o rombo causado pela retirada da CPMF, que rendia R$40 bi por ano, visto que já havia previsto economizar R$30 bi com cortes nos gastos públicos e com o aumento da CSLL bancária. A expectativa é que esta nova contribuição renda pouco mais de R$10 bi por ano.Lembrando, a CSS por enquanto ainda é apenas um projeto de Lei Complementar, que ainda está em votação. Já foi aprovado na câmara do deputados, mas ainda falta passar pelo crivo do Senado.
Vamos continuar na torcida contra!
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MARCAÇÃO A MERCADO
Publicado em por César França em Economia
Um dos conceitos mais importantes da gestão de recursos, com especial relevância para quem aplica em fundos de investimentos, é o de marcação a mercado (MaM). Afinal de contas, o valor dos recursos que o investidor aplicou varia de acordo com a cota do fundo, e é neste ponto que o conceito de marcação a mercado ganha importância.
Na MaM, os preços dos papéis que compõem a carteira do fundo e que, portanto, irão definir o valor da cota, são estipulados com base no valor a mercado desses títulos a cada instante. Essa avaliação diária é importante mesmo para os títulos de renda fixa pré-fixada, ou seja, aqueles que têm a taxa pré-determinada no momento da aplicação, pois esses títulos também sofrem oscilações de preço até a sua data de vencimento.
Suponha que você tenha aplicado R$ 1.000,00 no início de um mês, quando a taxa de juro foi de 1% ao mês em um fundo de investimentos que não contabiliza seus ativos de acordo com o real valor de mercado. Na metade do mês, uma grave crise econômica ocorre e o Banco Central eleva os juros, que passam a 2% ao mês. Nesse dia, um investidor, aproveitando a alta dos juros, também aplica R$ 1.000,00 no mesmo fundo.
No seu caso, que aplicou no início do mês, seu dinheiro rendeu 1% ao mês até a metade daquele mês, ou seja, 0,5% e você passa a ter R$ 1.005. Na segunda metade do mês, seu dinheiro renderá 1%, já que os juros chegam a 2% ao mês. Logo, ao final de 30 dias, você terá R$ 1.015,05, o que representa rentabilidade no mês de 1,51%.
Por outro lado, o segundo investidor, que aplicou na metade do mês, também obterá 1% na segunda metade do mês, e o montante do investimento atingirá R$ 1.010. Porém, houve uma transferência de riquezas, já que se fosse calculada a rentabilidade mensal equivalente para o mês desse investidor ela seria de 2,01%, acima dos 1,51% que seu dinheiro rendeu.
Com a MaM, isso não ocorreria e todos os cotistas teriam a mesma rentabilidade, independentemente do momento em que o dinheiro for aplicado ou de qualquer alteração na Selic.
Por causa desta diferença, quando a MaM foi estabelecida em 2002, gerou-se um saque em massa dessas aplicações. Porém, os cotistas desses fundos que sacaram seus recursos na época estão conseguindo no Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP) decisões favoráveis que determinam que os bancos os indenizem pelos prejuízos que sofreram no período. As ações judiciais contra os bancos multiplicaram-se país afora e o teor das decisões varia desde a responsabilização dos bancos até dos próprios cotistas. Os casos serão resolvidos definitivamente pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ) – que fatalmente analisará a questão, pois muitas apelações já chegaram à corte.
Os investidores que não têm processos na Justiça também poderão beneficiar-se dos resultados, se positivos, das ações coletivas propostas em 2002 por entidades de defesa do consumidor – caso do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec) e do Ministério Público Federal.
Com a contribuição de Bruno Suassuna.





















