DICIONÃRIO DA CRISE
Publicado em 03.10.2008 por César França em Curiosidades, Economia
Crises frequentemente são momentos bons para aprender alguma coisa. Principalmente por que várias palavras novas tomam conta dos noticiários. E se não buscarmos entender cada uma delas, acabamos sem entender os acontecimentos…
Mas, para nos ajudar, o jornal O Globo preparou um glossário sobre a crise financeira internacional.
Confira os principais termos:
Circuit breaker: É um mecanismo de controle. Quando a variação dos Ãndices supera limites de alta ou de baixa, as negociações são interrompidas. No caso da Bolsa de São Paulo, o pregão pára quando seu Ãndice mais importante, o Ibovespa, atinge os 10%. Primeiro, a paralisação é feita por 30 minutos. Os negócios são retomados, mas, se a queda persistir e chegar a 15%, há nova interrupção, desta vez por uma hora.
Hipotecas subprime: São as hipotecas de alto risco nos Estados Unidos, financiamentos imobiliários concedidos a clientes que não têm boa avaliação de crédito.
FED: Federal Reserve, o banco central dos Estados Unidos, responsável pela formulação e execução das polÃticas monetárias e regulamentação e supervisão dos bancos. Tem 12 divisões regionais: Atlanta, Boston, Chicago, Cliveland, Dallas, Kansas City, Mineápolis, Nova York, Filadélfia, Richmond, São Francisco e Saint Louis. Cada um tem uma função. Por exemplo, as injeções de dinheiro no mercado são feitas pelo Fed de Nova York.
SEC: Sigla de Securities and Exchange Commission. É equivalente, no Brasil, à Comissão de Valores Mobiliários (CVM). É o órgão que fiscaliza e regulamenta o mercado de capitais americano.
FDIC: Federal Deposit Insurance Corporation é uma agência independente, criada pelo Congresso, que supervisiona o sistema bancário, podendo assumir o controle de instituições bancárias para, depois, revendê-lo a outras empresas. Tem um fundo de reserva para garantir os depósitos em caso de quebra do banco.
Banco comercial: Financia operações que atendam comércio, indústria, prestadoras de serviços, pessoas fÃsicas e terceiros. Pode ser público ou privado.
Banco de investimento: Tem foco em administração de recursos de terceiros, financiamento da atividade produtiva (capital de giro e de investimentos) e operações temporárias de participação societária.
Alavancagem: Conta resultante do quanto um banco tem em empréstimos e outras operações sobre seu patrimônio lÃquido, ou seja, tudo o que ele de fato possui. Se um banco tem um patrimônio de R$ 1 mil, toma um empréstimo de R$ 5 mil e, depois, concede linhas de crédito de R$ 6 mil, então sua alavancagem terá sido de seis vezes seu patrimônio. Nos EUA, os bancos chegaram alavancagens altÃssimas, de mais de 30 vezes.
Hedge funds: Em português seriam “fundos de proteção”. São equivalentes aos multimercados: aplicam em qualquer tipo de ativo, como ação, câmbio, renda fixa e derivativos (contratos que fixam o preço para compra ou venda de um contrato numa data futura). A idéia original do nome era fazer operações variadas, para reduzir riscos de perdas, mas viraram instrumento de especulação.
Liquidez: Quantidade de crédito em circulação. É comum os bancos terem empréstimos entre si. No Brasil, essas operações são remuneradas pelos CDIs (Certificados de Depósito Interbancário). Numa crise, os bancos ficam temerosos de emprestar para alguma instituição que venha a quebrar e então pedem taxas muito altas. Por isso, os BCs oferecem linhas com juros mais baixos.
Fonte: O Globo
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César França
Educador financeiro e professor universitário de Engenharia de Software, cursa doutorando em Ciência da Computação pela Universidade Federal de Pernambuco. Autor do blog Quero Ficar Rico, ministra palestras e cursos de Educação Financeira.
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