O Que Você Quer Ser Quando Crescer?

O Que Você Quer Ser Quando Crescer?“O que você quer ser quando crescer?”

Esta certamente é uma daquelas perguntas que toda criança já deve ter ouvido pelo menos uma vez na vida.

Engraçado que, enquanto crianças, sempre tínhamos uma resposta pronta para esta pergunta. No entanto, à medida que o tempo passa e chegamos à nossa adolescência, começamos a ter milhões de dúvidas sobre nosso futuro.

O que será que acontece nesse meio tempo?

Talvez o puro e simples amadurecimento…

Talvez por enxergarmos agora novas possibilidades que antes não tínhamos conhecimento…

Mas o meu maior palpite – e posso estar completamente enganado – é que dois dos grandes culpados por “matarmos” nossos sonhos são o modelo de ensino completamente falido e a visão de sucesso.

Modelo de ensino e visão de sucesso

Do ponto de vista do ensino, somos formados para passar no vestibular, e não para o que realmente precisamos em nossas vidas.

Praticamente nada do que aprendi como Química, Física, Biologia ou Literatura serve para minha vida.

Por que não me ensinaram educação financeira?

Por que não passavam livros interessantes para ler (e não aqueles clássicos superchatos da literatura brasileira)?

Eu simplesmente odiava ler enquanto adolescente e atualmente amo fazer isso. E isso não tem nada a ver com amadurecimento ou “acordar para vida”.

Apenas encontrei os assuntos que realmente me interessam.

Ponto.

Em relação à visão de sucesso, o caminho ideal era tirar boas notas no colégio, passar no vestibular num curso promissor de uma universidade federal, formar-se com boas notas, fazer uma pós-graduação, encontrar um bom emprego (se possível através de um concurso público, por conta da estabilidade), trabalhar por 30 ou 35 anos e se aposentar com provento integral.

Apesar de não fazer muito sentido para mim, levei a sério todo esse processo durante muito tempo.

Concluí o Ensino Médio de forma exemplar, com notas altíssimas.

Passei “de primeira” no vestibular da Universidade mais concorrida do meu estado (Universidade Federal de Pernambuco) para o curso mais concorrido da área de Exatas (Ciências da Computação).

Formei-me também de forma exemplar, sempre com ótimas notas e sem ter ido para final em qualquer disciplina (algo bem raro num curso de Computação).

Concluído o curso, passei num concurso público com ótimo salário para um recém-formado e, depois de alguns anos, num concurso ainda melhor e com carga horária de apenas 30 horas semanais.

Além disso, fui aprovado numa seleção de mestrado e me tornei mestrando em Ciência da Computação pela UFPE.

Tudo perfeito, não é verdade?

Para mim, só parecia…

Você está insatisfeito(a)?

Eu tenho consciência que nós, enquanto seres humanos, somos insatisfeitos por natureza.

Mas, no meu caso, a insatisfação estava além do limite.

Você já percebeu que, quando trabalha num emprego chato, as duas únicas coisas que interessam é ganhar mais e trabalhar menos?

Vivemos reclamando do nosso salário e do quanto trabalhamos.

Pois bem… Nesta fase, eu já trabalhava menos (6 horas por dia) e ganhava mais que meu emprego anterior.

E, no final das contas, a única coisa que eu queria era largar do trabalho para chegar logo em casa.

A minha conclusão é que trabalhar em algo que não gostamos é uma das piores decisões que podemos tomar em nossas vidas.

E posso provar matematicamente isso 🙂

Fazendo as contas…

Um dia tem 24 horas.

Dormimos oito, trabalhamos outras oito (com duas horas de almoço), levamos uma hora para ir e outra hora para voltar do trabalho, gastamos uma hora para fazer três refeições e, no final das contas, sobram apenas cinco horas para fazermos o que realmente gostamos.

No entanto, estamos tão cansados dessa rotina que geralmente apenas deitamos no sofá e assistimos televisão ou algum filme/seriado para “relaxar”.

Uma semana tem 7 dias.

Trabalhamos cinco (ou seis, em alguns casos) para folgar apenas no final de semana.

Um ano tem 12 meses.

Precisamos trabalhar onze para termos um mísero mês de férias.

Se você gosta do seu trabalho, tenho certeza que isso não é nenhum problema para você.

Mas se você não gosta, deve ser realmente torturante.

Pelo menos era para mim.

Qual o seu grande sonho?

Não quero, com isso, que você simplesmente largue imediatamente seu trabalho e veja no que vai dar.

Quero que você entenda a importância de poupar e acumular dinheiro para poder tomar essa decisão.

Ao descobrir o que realmente queria fazer (trabalhar com educação financeira), passei a poupar o máximo que podia para poder largar tudo e me manter até que o novo trabalho obtivesse sucesso.

Na verdade, antes mesmo de pedir exoneração (é assim que se chama o pedido de demissão no serviço público), já desenvolvia o Quero Ficar Rico em paralelo.

Vejo tantas pessoas insatisfeitas com o trabalho que, para compensar essa insatisfação, gastam todo seu dinheiro de forma compulsiva como um prêmio pelo esforço que fizeram ao longo do mês.

Pensa bem: você está se prejudicando duas vezes.

Primeiro, continua nesse trabalho chato.

Segundo, não consegue acumular dinheiro para poder mudar de área de atuação e se manter enquanto se estabelece no novo projeto.

Insano, não é mesmo?

Então você pode estar se perguntando agora:

— Mas, Rafael, o que eu faço se ainda não tenho a mínima ideia do que quero fazer?

Comece eliminando da sua vida aquelas coisas que você já tem certeza que não quer fazer.

Saber o que não quer é tão importante quanto saber o que quer.

A grande verdade é que, independente da área que você escolher, sempre haverá espaço para excelentes profissionais.

E você não precisa competir com ninguém ou tentar ser melhor que alguém.

As pessoas tendem a se identificar com outras não apenas pelo nível de conhecimento, mas pelas histórias pessoais de superação, idade, forma de se comunicar…

Eu, por exemplo, não quero ser melhor que o Gustavo Cerbasi (um cara que admiro desde o início da minha trajetória) ou o Robert Kiyosaki (autor do Pai Rico, Pai Pobre, livro mais impactante da minha vida).

Eu quero apenas ser melhor que eu mesmo a cada dia que passa.

Como disse Ernest Hemingway:

Não há nada nobre em ser superior ao seu semelhante. A verdadeira nobreza é ser superior ao seu antigo eu.

Quero que meu próximo livro seja bem melhor que o atual.

Quero que meu próximo curso seja bem melhor que o atual.

Quero que meu próximo artigo ou vídeo sejam bem melhores que o mais recente.

Qual o seu propósito?

Esse é seu grande desafio: criar um versão melhor de si mesmo(a) a cada dia que passa, não apenas profissionalmente, mas também pessoalmente e espiritualmente.

Viver com propósito, com um grande objetivo a ser alcançado e que, de preferência, esteja relacionado a ajudar outras pessoas.

No meu caso, meu propósito maior é promover a educação financeira no Brasil, um país tão carente dessa formação.

Pelo menos foi isso que fez (e faz) sentido para mim.

Faz sentido para você?

Talvez você ache este texto um dos mais inspiradores que você leu nos últimos dias, meses ou – quem sabe – em toda sua vida.

Talvez você ache a maior babaquice…

… ou não ache absolutamente nada.

O fato é que – sinceramente falando – o que você acha não faz a menor diferença para mim. Mas pode fazer para você.

Eu só cresci aos 30 anos, quando decidi largar meu emprego concursado para me dedicar à minha grande paixão.

(Conto toda essa história neste artigo)

Quando criança, você já tinha a resposta: independente da sua escolha (seja ela bombeiro, jogador de futebol ou bailarina), você já sabia que queria fazer algo que tinha paixão.

Depois que ficamos mais velhos, confundimos isso com o modelo de sucesso da sociedade, onde o importante é fazer algo que “dê dinheiro”.

Quem disse que você precisa escolher entre fazer o que gosta e fazer algo que dê dinheiro?

Quem disse que você precisa escolher entre viver a vida e poupar dinheiro?

Quem disse que você precisa escolher entre ser rico e ser feliz?

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E você, o que quer ser quando crescer?

Faça uma reflexão sobre isso, deixe um comentário abaixo falando o que achou deste artigo e acompanhe também meu canal no YouTube (clique aqui).

Imagem de shutterstock.com.

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