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Publicado por Rafael Seabra na(s) Seção(ões) Ações, Finanças Pessoais, Imóveis |
Estava refletindo, depois de tantos anos gerindo recursos de terceiros, que tipo de atitude é a mais importante em termos de aplicações. Assim como dizem que para escolher um imóvel três coisas são importantes - localização, localização e localização -, ficou muito claro para mim que, no caso de gestão de recursos, é preciso disciplina, disciplina e disciplina. Mas o que significa ter disciplina de investimento?
Acho que dá para escrever um livro sobre esta definição… Mas, por hoje, vamos assumir que significa cumprir aquilo que foi planejado para o investimento. Não cair em modismo, não ficar mudando de estratégia a cada sinal contrário, não se “apaixonar” pelo investimento e, entre outras tantas coisas, não correr riscos inadequados. Não estou falando aqui de longo ou curto prazo nem de ser conservador ou agressivo, mas apenas de ter consistência de objetivos e estratégias de investimento ao longo do tempo.
Para tentar tornar o conceito menos árido, vamos a um exemplo com fundos de ações. É muito comum ver gestores que em determinados momentos correm para ações que pagam bons dividendos, em outros buscam setores com alto potencial de crescimento, em outros empresas cíclicas e assim por diante. Este tipo de gestão acaba sendo apreciado porque mostra dinamismo e boas histórias de investimento. O problema é que geralmente cria pouco valor no longo prazo, pois a inconsistência de estratégia gera a necessidade de brilhantismo para estar sempre acertando qual a melhor estratégia do momento.