Textos com a tag empréstimo
-
Comprar casa própria ou alugar imóvel?
Publicado em 12.08.2010 por Rafael Seabra em Imóveis
O leitor Paulo enviou a seguinte dúvida: “Vou me casar e estou em dúvida se devo comprar um imóvel através de um financiamento ou alugar um apartamento e continuar economizando dinheiro. Atualmente tenho cerca de 50 mil reais aplicados na poupança com o objetivo único (até agora): a obtenção da casa própria. Porém venho observando que o crédito está mais fácil e, talvez em decorrência disso (aumentou a procura), o valor dos imóveis estão cada vez mais altos. Por isso não vejo com bons olhos pagar os juros praticados nesses financiamentos. Enfim, minha questão é: o que você sugere que eu faça com esse montante? Morar de aluguel e investi-lo em alguma aplicação de baixo risco (tÃtulos públicos, por exemplo) por um tempo ou usá-lo como entrada em um imóvel, já que (teoricamente) posso realizar um financiamento?”
O raciocÃnio em relação à especulação imobiliária está correto. Os preços dos imóveis estão lá em cima justamente porque a demanda tem sido maior que a oferta. E só tem sido maior por conta da facilidade em se obter um financiamento imobiliário. Pela lei da oferta e da procura, isso já basta para explicar a especulação.
-
Investir dinheiro emprestado é um bom negócio?
Publicado em 06.08.2010 por Rafael Seabra em Câmbio, Educação Financeira
Muitos leitores entram em contato questionando se investir dinheiro adquirido através de um empréstimo ou financiamento seria um bom negócio. Como a grande maioria das respostas em relação às finanças, depende. E de diversos fatores.A primeira coisa que deve ser levada em consideração é se o retorno do investimento será maior que os juros pagos por esse empréstimo. Apesar de óbvio, não é tão fácil assim de saber essa resposta. Muitas vezes o custo efetivo total (não sabe do que se trata? Clique AQUI) do financiamento não é informado, mas apenas os juros. E você deve levar em consideração todo o CET.
O segundo ponto a ser considerado é o risco existente em relação ao retorno do investimento. Será que o retorno esperado é realmente certo ou, pelo menos, tem grandes chances de ser? Já recebi e-mails perguntando se valia a pena pegar um empréstimo a 2% ao mês para investir em Forex (o que é forex?), que prometia 3% ao mês. Não precisa nem dizer que se trata de uma furada, não é? Não existe dinheiro fácil!
-
PORTABILIDADE DE CRÉDITO
Publicado em 19.04.2010 por Rafael Seabra em Educação Financeira
Seguindo a sugestão do leitor e amigo Igor Mesquita, vamos apresentar hoje (para quem ainda não conhece) a portabilidade de crédito. Isso mesmo! A grande maioria já ouviu falar sobre a portabilidade nas telefonias fixa e móvel, onde podemos mudar de operadora sem perder nosso número de telefone atual. O que pouca gente sabe é que pode usar a portabilidade, também, nas dÃvidas.Como já falei algumas vezes aqui no blog, o principal objetivo financeiro de qualquer pessoa deve ser, em primeiro lugar, o pagamento das dÃvidas. O motivo é muito simples: os juros que pagamos em dÃvidas com cartão de crédito, cheque especial ou financiamento é bem maior que os juros que conseguimos como rendimento na maioria das aplicações existentes.
Portanto, devemos estar atentos sobre quanto pagamos de juros nas dÃvidas que já possuÃmos e sempre buscar taxas menores para, se for o caso, fazer um novo empréstimo – com juros menores – para quitar um empréstimo já existente, que possui taxas maiores. É aà onde entra a portabilidade do crédito.
-
EMPRÉSTIMO CORRIGIDO PELA POUPANÇA
Publicado em 18.05.2009 por Rafael Seabra em Educação Financeira, Poupança
O leitor Batista, através do artigo “Entenda o cálculo da poupança“, enviou a seguinte pergunta: “Emprestei a um parente R$ 40 mil em outubro de 2007 e ele ficou de me devolver como se o dinheiro estivesse investido na poupança. Em julho de 2008, emprestei mais R$ 27 mil nos mesmos moldes do empréstimo anterior. Quanto ele deve me pagar, já que prometeu o pagamento para o final desse mês?”Como não é a primeira vez que nos fizeram esse tipo de pergunta, achei interessante criar um artigo sobre o assunto, já que deve ser uma dúvida de muitas pessoas. Na teoria, a resposta é bem simples. Basta aplicar o Ãndice de correção da poupança durante todos os meses entre a data do empréstimo e a data do pagamento.
Entretanto, ao contrário do que a maioria de vocês pensa, na prática também é simples (!). Existe um excelente site (Cálculo Exato) que permite atualizar valores por diversos Ãndices financeiros, tais como IGP-M (utilizado para correção de aluguéis), INCC (usado para correção de prestações de imóveis), além da rentabilidade da caderneta de poupança.
-
INVESTIMENTO VERSUS ENDIVIDAMENTO
Publicado em 14.04.2009 por Rafael Seabra em Educação Financeira, Poupança
O leitor Marco Antônio, através do artigo “Entenda o cálculo da poupança“, deixou o seguinte comentário: “Tenho empréstimo no valor atual de R$ 11.000,00, com taxa de juros de 2% e pago com prestações mensais de cerca de R$ 800,00. Tenho na poupança cerca de R$ 5.000,00. Gostaria de saber se vale a pena abater o empréstimo utilizando o saldo da poupança, ou esperar até julho quando terei, além do valor da poupança, mais R$3.000,00 e então quitar o emprestimo?”Essa pergunta não é tão simples de ser respondida, dado que envolve vários fatores, alguns inclusive não-financeiros. Olhando apenas pelo ponto de vista racional, o correto seria utilizar o dinheiro poupado para abater o valor do empréstimo.
A justificativa é muito simples de ser entendida. O empréstimo te cobra 2% de juros ao mês, ao passo que a poupança rende um pouco acima de 0,5% ao mês. Então não faz sentido ganhar 0,5% quando se perde 2%. Você deveria então eliminar o quanto antes essa dÃvida para voltar a poupar e investir seu dinheiro.
Ainda olhando pela lado financeiro, existe outra perspectiva. Se essa operação de crédito tiver sido um leasing, com o valor das parcelas já definidas e os juros embutidos, provavelmente você não conseguirá um desconto que valha a pena quitar essa dÃvida. Nesse caso você não deveria utilizar o dinheiro poupado. Entretanto, se houver a possibilidade de descontar os juros, diminua a dÃvida o máximo que puder.




















