Categoria: Renda Fixa
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BÊ-A-BÁ (PARTE 2)
Publicado em 26.09.2007 por Rafael Seabra em Ações, Renda Fixa
Fundos DI
São formados por papéis públicos com rendimento pós-fixado, e tendem a acompanhar as oscilações da economia e variações da taxa de juros básica (Selic), reduzindo o risco de perdas.Renda fixa
Investem em títulos prefixados do governo ou privados (de instituições financeiras ou empresas).Multimercados
Operam em diversos mercados – ações, derivativos, câmbio, renda fixa e DI, dependendo da estratégia. Considerados mais arriscados.Fundo de Ações
São formados por ações negociadas na Bolsa de Valores de São Paulo. O gestor pode escolher as empresas com maiores chances de valorização. -
ONDE OS GESTORES DE RECURSOS INVESTEM
Publicado em por Rafael Seabra em Ações, Educação Financeira, Renda Fixa
A regra interna é clara, pelo menos na maioria das administradoras de recursos: o gestor não deve competir com seus clientes. Em muitas, os gestores são proibidos de investir diretamente em ativos, como ações ou títulos públicos, para não desviar a atenção da atividade diária. Mas isso não impede que eles tenham carteiras de investimento próprias bastante diversificadas. O resultado são perfis os mais variados possíveis, desde gestores mais conservadores do que seus próprios clientes, até outros que se arriscam muito mais.Como podem “girar” (modificar) pouco suas carteiras, por falta de tempo e por limitação das regras das suas instituições – na maioria dos casos, é preciso informar cada movimento a um comitê -, o perfil geral é de longo prazo. E poucos sabem de cabeça onde aplicam seu próprio dinheiro.
Alexandre Póvoa, diretor da Modal Asset Management, só investe em fundos da instituição, 90% distribuídos entre três fundos multimercados, sendo um deles mais arriscado. Os 10% restantes estão em um fundo de ações.
Saulo Sabbá, diretor de gestão da Máxima Asset Management, chega a ter 100% do seu investimento em Bolsa de Valores, distribuídos entre ações dos setores imobiliário e de tecnologia:
- Mas eu sou novo, tenho 25 anos. Se der tudo errado, posso começar de novo.
Fundos DI não atraem, mas o Tesouro Direto é uma opção
Outro que tem apreço pelo mercado de ações é José Alberto Tovar, sócio da ARX Capital Management: 35% de suas aplicações estão em ações, via fundos.
- Sou muito animado com a Bolsa a longo prazo, muitas empresas novas no mercado vão se beneficiar da melhora econômica do Brasil – diz.
Apesar de normalmente fugirem dos tradicionais fundos DI e de renda fixa, alguns gestores gostam de investir nos títulos públicos que normalmente compõem essas carteiras. O caminho utilizado é o Tesouro Direto, sistema de compra de títulos públicos para pessoas físicas pela internet (www.tesourodireto.gov.br).
Delano Franco, diretor da Mellon Global Investments Brasil, tem 30% de sua carteira própria de investimentos em NTNs-B (Notas do Tesouro Nacional da série B). São títulos que têm uma taxa de juros prefixada no momento da compra e são corrigidos pelo IPCA, indicador oficial de inflação.
- Eu prefiro comprar títulos diretamente porque, diferentemente de um fundo, eu quero escolher um prazo de vencimento para os títulos, que hoje é para 2012 e 2015 – explica.
Ele tem ainda metade das aplicações em diversos fundos multimercados da Mellon, a maior parte com estratégias macroeconômicas, que tentam antecipar tendências dos juros e do câmbio.
Poucos também são os que consideram o imóvel próprio um investimento. É o caso de Patrícia Branco, sócia da Global Equity, que computa 20% do patrimônio no imóvel.
Mas em algo todos eles concordam: defendem o investimento em fundos da própria gestora como forma de conciliar os interesses.
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BÊ-A-BÁ (PARTE 1)
Publicado em 11.09.2007 por César França em Ações, Economia, Renda Fixa
Nos últimos dias temos recebido muitas sugestões de temas para serem explorados aui no blog. Dentre eles, o mais cotado é o “bê-a-bá” do investidor. Ou seja: o que uma pessoa precisa saber para começar a investir?
Em gratidão aos nossos leitores, aí abaixo vai um compacto da resposta.
Caso permaneça alguma dúvida, ou item que não foi tratado, fiquem à vontade para comentar o post e interagir!Risco
É o grau de incerteza sobre o retorno de um investimento. Imagine-se pulando de uma ponte bem alta… qual a probabilidade de você chegar lá em baixo vivo? Isso mesmo… depende! Se estiver usando uma pára-quedas, o risco é (quase) zero.
Com dinheiro é a mesma coisa. No mercado financeiro, o risco normalmente é proporcional ao rendimento – ou seja, quanto maior o risco, maior o ganho. Porém, procurando direitinho, é possível encontrar investimentos que garantem um bom retorno sem risco, por exemplo o Tesouro Direto.
Fundos de Investimento de risco normalmente preservam uma parte do seu montante investido em coisas seguras. O que determina o grau de risco destes fundos é justamente esta proporção.
Lembrando que riscos não são só aspectos de mercado… envolvem também questões políticas, sociais, tecnológicas, ambientais, etc.Prazo/Carência
“Prazo” é o tempo em que a corretora acredita que o seu investimento vai obter o máximo de rentabilidade. Normalmente, o prazo também tem algum relacionamento com o risco. Tanto que é possível ver em alguns investimentos, por exemplo títulos de capitalização, que impõem prazo de carência: caso você precise sacar o seu dinheiro antes desse prazo você pagará uma multa, ou coisa parecida. Entende-se por “Curto prazo” um período de 180 dias. Médio e longo prazos variam de acordo com a estratégia de cada investidor.Referência
Um metro vale um metro em todo canto. Um quilo também. Infelizmente com dinheiro não é assim. Por isso, quando for analisar investimentos, busque saber a referência que está sendo utilizada. Quando Critóvão Colombo disse que a Terra era redonda, foi difícil de acreditar, por que as referências indicavam o contrário. Porém, há milhões de anos já se sabia disso. Já se havia, inclusive, calculado o diâmetro da terra.
Por isso, para qualquer investimento, é preciso saber quais são as referências, para não analisá-los de uma forma errada.
Quando tratamos de Ações do mercado financeiro, no Brasil, o índice mais utilizado é o ibovespa (mas existem outros!). A taxa de juros – a Selic – é o indexador da maioria dos fundos de renda fixa.Liquidez
Representa o valor de mercado – ou seja, a facilidade de venda e compra. É igualzinho ao seu carro velho. Quem comprou um Gol geração II, há dez anos atrás, venderia hoje muito mais fácil do que se tivesse comprado um Logus (!?). Atualmente, o carro mais líquido do mercado é o FIAT Palio. Da mesma forma, as ações mais líquidas do mercado financeiro brasileiro, desde 2005, são da Petrobrás.
A liquidez do seu investimento pode ser calculada pelo prazo de “liquidação”, ou seja, se você solicitar um saque hoje, receberá o dinheiro daqui há quantos dias úteis? No caso da Poupança é isso é instantâneo. Para ações, o cálculo é um pouco mais complicado, envolve principalmente a saúde financeira da empresa em questão.Tributação
Imposto de renda, IOF e taxa de administração. Se alguém quiser lhe cobrar mais alguma coisa, desconfie!
Para o imposto de renda o cálculo é simples, pode ser visto neste link.
O IOF é o Imposto sobre Operações Financeiras, que combate os apressadinhos e os indecisos, ou seja, ao realizar o resgate de um investimento de renda fixa em menos de 30 dias, uma parcela do rendimento é abocanhada pelo governo. Esta parcela diminui com o passar dos dias, até chegar a zero no trigésimo dia.
A taxa de administração é a remuneração do seu banco ou corretora, pelo serviço de administração do seu dinheiro. Normalmente é cobrada em cima apenas do seu rendimento. Isso quer dizer que se você perde, o administrador deixa de ganhar… então ele vai se esforçar ao máximo para o seu investimento render bem!
Todas essas taxas são recolhidas na fonte, ou seja, a corretora é que deduz do seu dinheiro e paga o imposto.Cenário Futuro
Quando o investimento trata-se de ações ou coisas físicas de risco, o que vai determinar se o investimento é bom ou ruim é o seu cenário futuro. Por exemplo, comprar um apartamento às margens de um bairro em expansão é garantia de rendimento. Por outro lado, um apartamento em um bairro em decadência na sua cidade representa prejuízo certo. Com ações é a mesma lógica.
Mas não é fácil adivinhar o futuro. Por isso, existem duas escolas de análise de cenários futuros: a Fundamentalista, que analisa a empresa em seus detalhes, incluindo até o currículo das pessoas que estão na sua administração; e a Técnica, que é baseada na análise dos cenários passados da empresa – no comportamento dos gráficos dos valores das suas ações – e em fatos pontuais.
Para ter uma noção de como não é simples traçar cenários futuros, vamos ver um exemplo: Ontem a petrobrás anunciou a descoberta de um novo campo de óleo no Rio de Janeiro. Isso aparentemente indicaria que suas ações iriam subir… Porém, a expectativa de recessão nos EUA faz com que os investidores estrangeiros no Brasil resgatem os seus investimentos mais líquidos que são… ? Pois é, definitivamente não é fácil.Perfil
Realmente é preciso observar alguns pontos-chaves para decidir qual investimento é melhor – quero dizer, mais adequado – para você mesmo. E o mais importante deles é o seu perfil de investidor. O que quer dizer isso? É possível obter muitas respostas quando perguntamos “qual o seu objetivo como investidor”?
Algumas pessoas não admitem a possibilidade de colocar em jogo o seu suado dinheirinho que compõe a sua poupança… outros não estão nem aí pra isso. Alguns procuram apenas uma forma de conservar seu patrimônio, ou seja: “se eu ficar com esse dinheiro na mão, eu gasto! Então é melhor aplicar.” Outros investem por que pensam em obter uma rentabilidade que lhe garanta uma boa aposentadoria, outros por que querem ficar ricos e por aí vai. Cada pessoa apresenta uma necessidade e um comportamento diferente.Portanto, conhecer o seu perfil antes de iniciar qualquer negócio pode evitar muita dor de cabeça. No fim das contas, isso é que vai determinar o grau de risco, o
prazo, a liquidez e outras variáveis dos investimentos mais adequados pra você.Se você digitar “teste de perfil do investidor” no Google vai obter mais de 73 mil resultados.
Pra ficar mais fácil, vá diretor ver este teste, que é do Banco do Brasil.
Normalmente todo banco disponibiliza um teste parecido com esse. Procure preferencialmente no site do seu banco.E lembre-se também de não andar por aí sem o seu dicionário de investidor na mão, ok?
Boa sorte!
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Baixo Risco
Publicado em 19.06.2007 por César França em Economia, Renda Fixa
Ainda não se sente seguro o bastante para investir em ações? Uma boa opção, então, é começar a exercer a sua educação financeira num negócio melhor do que a poupança.
Obs: Com a SELIC abaixo de 12%, a poupança ainda deverá continuar com um rendimento superior aos fundos que cobram mais de 2,5% ao ano.A tabela acima é o resultado de um levantamento sobre os melhores e piores fundos de investimentos de baixo risco, feito hoje, nos bancos mais populares do país, levando em conta o seu desempenho neste ano e nos últimos 12 meses.
Levei em conta apenas os casos positivos. Se esqueci de algum, por favor, avisem que podemos complementar a tabela!
Os bancos pesquisados foram:Existem outras modalidades de fundos de investimento, além destas colocadas na pesquisa. Levamos em conta apenas os fundos de baixo risco (renda fixa, referenciados DI e multimercados), onde a probabilidade de perder alguma coisa é muito baixa.
Os melhores desempenhos dos bancos, para esta classe de fundos, exibe aqueles que são referenciados pelo IGPM. Outra coisa que podemos observar é que nem sempre os fundos mais caros para entrar são os melhores. Observem que o fundo de 30K do Unibanco foi o que mais rendeu nos últimos 12 meses.
Fiquei curioso para saber o impacto da taxa de administração no rendimento. Ex: Seria mais rentável investir 100K no melhor fundo da caixa ou no melhor fundo do Unibanco? Fiz as contas e descobri que mesmo a taxa de administração do Unibanco sendo bem maior, a diferença no rendimento cobre o prejuízo.Entre os mais acessíveis [ou baratos], atualmente o Bradesco é a melhor opção.
Na próxima semana publicaremos uma tabelinha desta, analisando os fundos de ações dos bancos.
Pra quem está começando devagarzinho, deve ser naturalmente o segundo passo. -
Entendendo a SELIC
Publicado em 09.06.2007 por César França em Economia, Renda Fixa
A SELIC – Sistema Especial de Liquidação e Custódia – é uma espécie de teto para os juros pagos pelos bancos pelos títulos públicos.
A partir dela, os bancos também definem quanto cobram em empréstimos a empresas e pessoas físicas.
A política econômica do Brasil, que tem como objetivo controlar a inflação.
Como a SELIC pode ajudar a fazer isso?Mensalmente, um conjunto de diretores do banco central se reúne para avaliar o comportamento da inflação.
A principal referência para medida da inflação no Brasil é o IPCA (i.pê.cê.a) .Daí, nessa reunião, eles tem poder de aumentar ou diminuir a meta da SELIC . A SELIC de verdade é uma taxa que varia diariamente, de acordo com a vontade dos bancos.
O que o BC define é o valor que eles esperam da SELIC. Mas, na média, essa meta sempre é atendida.A SELIC tem, basicamente, três impactos diretos no nosso bolso:
- Quem investe em fundos DI acompanha diretamente a variação da SELIC… pra cima ou pra baixo.
- Quem pega dinheiro emprestado é assim: se a selic aumentar, o juros dos empréstimos aumenta… se a SELIC diminuir, os juros diminuem.
- E quem investe em empresas privadas, quando a SELIC cai, a bolsa tende a subir, por que estas empresas conseguem viabilizar investimentos. Do outro lado, quando a SELIC aumenta, essas pessoas tiram sua grana da bolsa e jogam em títulos públicos, que é mais garantido.
Então se o BC acredita que a inflação vai ficar acima da meta, eles aumentam a meta da SELIC. Se eles acreditam que a inflação está se aproximando da meta dela, eles baixam a meta da SELIC, fazendo com que a economia respire.
Intuitivamente, dá pra notar que quando eles aumentam a SELIC, a galera que poupa, poupa mais, a galera que investe fica com medo, e a galera que gasta, gasta menos… aí o dinheiro pára de circular e a inflação cai!
Por isso é que o pessoal do COPOM quando quer baixar a meta da SELIC, tem que baixar devagarzinho… se eles forem afoitos demais a inflação estoura!Daí eles vão baixando a meta da SELIC à medida que o mercado vai amadurecendo e ganhando fôlego pra crescer sem comprometer a inflação.
Atualmente a meta da SELIC está em 12% a.a. Neste outro site, você pode acompanhar a evolução dela deste Janeiro de 2002.
Observem que em Abril de 2003 ela atingiu um pico de 26,50% a.a. (em valores reais) e atualmente ela assume o patamar mais baixo do período, ou seja, é hora de perder o medo do risco e da bolsa de valores!Pronto, é assim que [resumidamente] funciona!
Essa informação vai ser importante mais tarde, quando formos explicar o que está acontecendo com a poupança! Guardem aí.





















