jan
25
2010
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NOVA LEI DO INQUILINATO

Publicado por Rafael Seabra na(s) Seção(ões) Imóveis |

Aprovada em dezembro de 2009, pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a Lei do Inquilinato entrou em vigor hoje, segunda-feira (25). Algumas das alterações beneficiam locadores e locatários.

A lei que rege o aluguel estava mesmo precisando de mudanças. Ela era muito antiga e deixava de fora situações importantes que foram surgindo na sociedade ao longo dos anos. Por exemplo, um casal em união estável, quando se separava, tinha muita dificuldade em saber definir como ficaria a situação do imóvel alugado. Sem falar que muitas vezes o fiador estava relacionado ao integrante que deixava o imóvel. Agora a lei contempla esses casais e esses fiadores.

Inquilinos x locadores

Para quem acredita que a nova lei beneficiará mais os proprietários do que os locadores, já que prevê - entre outras coisas - um despejo mais rápido para quem atrasa o aluguel, por exemplo, não é bem assim.

Ninguém será prejudicado. É bom lembrar que nenhum direito foi alterado. A nova lei apenas dá um basta em contratos que eram assinados, mas não eram cumpridos. Infelizmente, chegou um momento em que a pessoa se comprometia a pagar um aluguel, não pagava, e o proprietário não conseguia tirá-la do imóvel e amargava um prejuízo. Resumindo, a lei diz que você vai ter que cumprir o que prometeu. A mesma coisa cabe ao proprietário, que precisa manter o imóvel em ordem, respeitar os prazos de contrato, entre outras coisas.

Benefícios

A lei será muito benéfica para os brasileiros que põem para alugar e alugam imóvel. Para quem vai alugar, a lei traz grandes facilidades. Antes, conseguir um inquilino era um grande problema para quem queria alugar. Agora é possível firmar contrato sem a presença de um fiador. Isso facilita a vida de milhares de pessoas.

Já para quem tem um imóvel para alugar, a facilidade acontece porque essa nova lei traz garantias de que o proprietário não vai amargar prejuízos. Não há números estatísticos, mas no Brasil há muitos imóveis que poderiam ser alugados, mas que o dono prefere deixar fechado a alugar e enfrentar problemas, como destruição do patrimônio, não recebimento da renda com que contava, entre outros. Além do mais, se existir mais imóveis no mercado e menos medo de prejuízo por parte dos proprietários, há grande chances do aluguel ficar mais barato.

Confira abaixo algumas das principais mudanças na lei, relacionadas aos aluguéis residenciais:


jun
05
2009
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O QUE É LIQUIDEZ?

Publicado por Rafael Seabra na(s) Seção(ões) Ações, Economia, Finanças Pessoais, Imóveis, Poupança |

Recebi alguns e-mails com dúvidas sobre o que seria liquidez, qual a vantagem de um fundo (ou investimento) ter mais liquidez que o outro e, até mesmo, confundindo o termo liquidez com outras coisas, como rentabilidade, por exemplo.

Por conta disso, resolvi escrever este artigo, não apenas para definir o termo, mas também para mostrar sua importância e dar alguns exemplos. Citarei vários tipos de investimentos, informando a liquidez de cada um e explicando o motivo dele ter liquidez alta ou baixa.

Segundo o Wikipedia:

Liquidez é um conceito econômico que considera a facilidade com que um ativo pode ser convertido no meio de troca da economia, ou seja, é a facilidade com que ele pode ser convertido em dinheiro. O grau de agilidade de conversão de um investimento sem perda significativa de seu valor mede sua liquidez.

Em outras palavras, é a capacidade de transformar um ativo (bens ou investimentos) em dinheiro. Quanto mais rápido for essa conversão, mais líquido esse bem será.


abr
23
2009
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DISCIPLINA É O SEGREDO DO SUCESSO

Publicado por Rafael Seabra na(s) Seção(ões) Ações, Finanças Pessoais, Imóveis |

Estava refletindo, depois de tantos anos gerindo recursos de terceiros, que tipo de atitude é a mais importante em termos de aplicações. Assim como dizem que para escolher um imóvel três coisas são importantes - localização, localização e localização -, ficou muito claro para mim que, no caso de gestão de recursos, é preciso disciplina, disciplina e disciplina. Mas o que significa ter disciplina de investimento?

Acho que dá para escrever um livro sobre esta definição… Mas, por hoje, vamos assumir que significa cumprir aquilo que foi planejado para o investimento. Não cair em modismo, não ficar mudando de estratégia a cada sinal contrário, não se “apaixonar” pelo investimento e, entre outras tantas coisas, não correr riscos inadequados. Não estou falando aqui de longo ou curto prazo nem de ser conservador ou agressivo, mas apenas de ter consistência de objetivos e estratégias de investimento ao longo do tempo.

Para tentar tornar o conceito menos árido, vamos a um exemplo com fundos de ações. É muito comum ver gestores que em determinados momentos correm para ações que pagam bons dividendos, em outros buscam setores com alto potencial de crescimento, em outros empresas cíclicas e assim por diante. Este tipo de gestão acaba sendo apreciado porque mostra dinamismo e boas histórias de investimento. O problema é que geralmente cria pouco valor no longo prazo, pois a inconsistência de estratégia gera a necessidade de brilhantismo para estar sempre acertando qual a melhor estratégia do momento.


jun
19
2008
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IMÓVEIS: COMPRAR PARA ALUGAR (PARTE 3)

Publicado por Rafael Seabra na(s) Seção(ões) Dicas, Imóveis, Renda Fixa |

A leitora Karina Gomes nos trouxe o seguinte questionamento:

Olá, tenho uma dúvida e gostaria que vocês me ajudassem, Vale a pena investir em imóveis de baixo custo? Perto da minha casa existe uma área onde residem pessoas com baixas condições financeiras. Nesse lugar construíram vários prédios voltados a esta classe de pessoas. Cada apartamento está sendo vendido pelo valor de 10.000 reais e o aluguel desse imóvel está em torno de 150 reais. Minha dúvida é, pensei em comprar um desses imóveis para alugar, mas com esse aluguel tão baixo, vale a pena esse tipo de investimento?

Karina,

Sugiro a leitura de dois posts sobre esse tema:

Link 1

Link 2

Falando especificamente da situação que você reportou, eu diria que vale a pena sim! 150 reais por mês, por um imóvel que te custaria 10 mil reais, representa 1,5% ao mês. Isso é um retorno bem interessante, em se tratando do risco do negócio de aluguel. Você não consegue um rendimento nesse patamar em aplicações de renda fixa. Claro que você tem que avaliar os riscos em relação à inadimplência e outras questões relativas à aluguéis. Mas observando exclusivamente os números, eu recomendaria.

Agradecemos pela participação!


mar
05
2008
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IMÓVEIS: COMPRAR PARA ALUGAR (PARTE 2)

Publicado por Rafael Seabra na(s) Seção(ões) Dicas, Imóveis |

O leitor José Augusto, de Manaus-AM, nos fez a seguinte pergunta, através do comentário da postagem sobre imóveis:

“Me questiono, em se tratando de imóveis, será que o melhor não seria comprar para revender?? Pegando como exemplo um imóvel de R$ 150.000,00 num financiamento de cinco a seis anos, ainda na planta. Após esse financiamento, imagine vendendo e aplicando o valor integral desse imóvel numa renda fixa, o quanto não renderia por mês? Acredito que seria bem mais rentável (e daria menos dor de cabeça) do que ter esse valor “aplicado” num aluguel que renderia no máximo uns R$ 800,00 (tomando como referencia o tamanho e tipo do imóvel, baseado no valor acima).”

Investir em imóveis caros para alugar geralmente não é um bom negócio. Boas opções são apartamentos mais populares ou salas comerciais, pois são relativamente baratas e dão bom retorno.

Já em relação a comprar financiado para vender pode não ser um bom negócio. Além dos juros que você pagará pelas prestações, ainda tem outro detalhe: vários programas de financiamento para habitação não dão direito a fazer mais de um empréstimo. Com isso, você pode se prejudicar quando realmente quiser comprar um imóvel para morar. Nesse caso, seria melhor não comprar o imóvel e investir mensalmente o valor que você pagaria pelas prestações.


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