nov
06
2008
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OBAMA ELEITO… O QUE DEVE MUDAR NA ECONOMIA DOS EUA?

Publicado por César França na(s) Seção(ões) Economia |

Que o mercado financeiro dos EUA está uma bagunça, nós já sabemos. 92% dos próprios americanos diziam-se insatisfeitos com a politica econômica do governo dos EUA. Para termos uma idéia, o tema “Economia” foi o mais discutido nos debates televisionados entre os dois candidatos à Casa Branca, e até rendeu diversas discussões entre os candidatos durante a campanha.

Mas o que podemos esperar a partir de agora, com a eleição do novo presidente Barack Obama?

A primeira boa notícia é que Obama terá uma equipe econômica já experiente de governos passados.Esta equipe será composta por alguns nomes bem conhecidos dos americanos (por aqui, nem tanto).

  • Robert Rubin, trabalhou durante 26 anos no Goldman Sachs, e tornou-se diretor do Conselho Econômico Nacional da Casa Branca de 1993 a 1995 e Secretário do Tesouro de 1995 a 1999, durante os dois mandatos de Bill Clinton. Atualmente, é diretor do Citigroup.
  • Lawrence H. Summers é um economista norte americano, foi secretário do Tesouro dos Estados Unidos da América no último ano e meio da presidência de Bill Clinton. Antes disso, havia sido vice-secretário do Tesouro sob a gestão de Robert Rubin. Sobrinho de dois ganhadores do Prêmio Nobel (Paul Samuelson e Kenneth Arrow), estudou no Massachusetts Institute of Technology e em Harvard.
  • Paul Adolph Volcker é um economista norte americano, presidente da Reserva Federal durante os governos de Jimmy Carter e Ronald Reagan.

Confira mais abaixo as principais propostas de Obama relacionadas à economia dos EUA.


nov
03
2008
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ENTENDA A FUSÃO ENTRE ITAÚ E UNIBANCO

Publicado por Rafael Seabra na(s) Seção(ões) Economia |

Os bancos brasileiros Unibanco e Itaú anunciaram nesta segunda-feira (3) que se unirão para formar um conglomerado com valor de mercado entre os 20 maiores do mundo. O novo banco deverá ser o maior do hemisfério sul, segundo comunicado oficial do banco Itaú.

Segundo a nota da instituição, a operação “surge em momento de grandes mudanças e oportunidades no mundo, particularmente no setor financeiro”. A operação precisa ser aprovada em assembléias extraordinárias de acionistas - previstas para serem realizadas entre a última semana de novembro e a primeira semana de dezembro -, pelo Banco Central do Brasil e demais autoridades competentes.

Segundo as instituições financeiras, o novo banco resultante da fusão terá R$ 575 bilhões em ativos e patrimônio líquido de cerca de R$ 51,7 bilhões. Contará com aproximadamente 4,8 mil agências, representando 18% da rede bancária; e 14,5 milhões de clientes de conta corrente, ou 18% do mercado.

Em volume de crédito, representará 19% do sistema brasileiro; e em total de depósitos, fundos e carteiras administradas, atingirá 21%.

Ainda de acordo com o comunicado oficial do Itaú, nada muda operacionalmente para os clientes dos dois bancos neste momento. Todos continuarão a utilizar normalmente os diferentes canais de atendimento, cheques, cartões e demais produtos e serviços.

Segundo dados da consultoria Economatica, a nova instituição é a sexta maior em valor de mercado entre os bancos dos EUA e da América Latina, ficando apenas duas posições atrás do Citigroup e na frente de Goldman Sachs e Merril Lynch. Esses dados referem-se à situação em 31 de outubro.

Algumas informações sobre a nova instituição:


out
28
2008
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SE A INFLAÇÃO É RUIM, DEFLAÇÃO SERIA MELHOR?

Publicado por Rafael Seabra na(s) Seção(ões) Economia |

Em economia, inflação é a queda do valor de mercado ou poder de compra do dinheiro. Isso é equivalente ao aumento no nível geral de preços. Inflação é o oposto de deflação. Inflação zero, ou muito baixa, é uma situação chamada de estabilidade de preços.

Porém, se achamos que inflação é algo ruim, deflação seria melhor? Não. Para se ter uma idéia, foi um longo período de deflação, com queda nos preços dos produtos agrícolas, que provocou a quebra da Bolsa de Nova York, em 1929, e a conseqüente crise econômica que atingiu todo o mundo. É difícil imaginar por que a redução de preços de bens e serviços pode ser ruim para a economia, mas as causas e conseqüências da deflação explicam o problema.

Os preços acabam caindo sempre que sobram mercadorias por falta de consumidores. Como as empresas não conseguem vender como antes, mesmo a preços menores, o faturamento e o lucro também acabam reduzidos. Para não ficar no prejuízo, elas são obrigadas a diminuir o ritmo da produção e a demitir funcionários. Com o desemprego alto, ninguém costuma gastar além da conta. Por isso, a oferta de serviços e os estoques crescem. Resultado: excesso de bens e preços menores que os de períodos anteriores.


out
10
2008
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POR QUE O DÓLAR SOBE E O QUE FAZER AGORA?

Publicado por Rafael Seabra na(s) Seção(ões) Câmbio, Economia |

Além da queda das bolsas causada pela crise financeira [entenda AQUI], outro fato que tem deixado muita gente preocupada é a alta do dólar nos últimos dias. Vejamos alguns números: desde 01/08, o dólar subiu 53,4% até quarta-feira passada (08). O dia 1º de agosto foi aquele em que o dólar atingiu seu valor mais baixo (R$ 1,5593) desde 1999. Ontem (09) o dólar caiu 3,97%, fechando em R$ 2,203, porque o Banco Central fez, mais uma vez, leilão de dólares [depois de 5 anos] para segurar o valor da moeda americana. Leiloar dólar à vista, vendendo uma parte nossa reserva, serve para colocar [ofertar] dólar no mercado e, como manda a lei da oferta e da procura, baixa a cotação. Com mais dólares no mercado, o BC espera que a cotação da moeda caia. Mas, depois de ver todos esses números, fica a pergunta: por que o dólar sobe?


out
08
2008
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ENTENDA A CRISE FINANCEIRA

Publicado por Rafael Seabra na(s) Seção(ões) Ações, Economia |

Segunda-feira, 6 de outubro de 2008, foi um dia de pânico para os mercados financeiros em todo o mundo. A Bovespa suspendeu o pregão por duas vezes, através de um mecanismo de segurança chamado “circuit breaker“. Bolsas do mundo inteiro também sofreram grandes quedas. As bolsas de valores da Ásia e Europa viveram um dia de quedas abruptas. Na primeira sessão após a aprovação do pacote de resgate norte-americano, Tóquio perdeu 4,2% e Hong Kong, 3,4%. Quedas entre 7% e 9% ocorreram também em Londres, Paris e Frankfurt. Em Moscou, a bolsa despencou 19%. Em todos estes casos, as quedas foram puxadas pelo desabamento das ações de bancos importantes. Em São Paulo, os negócios foram interrompidos duas vezes, quando quedas drásticas acionaram as regras que mandam suspender os negócios em caso de instabilidade extrema. Apesar da intervenção do Banco Central, o dólar chegou a R$ 2,20.

A crise iniciada há pouco mais de um ano, no setor de empréstimos hipotecários dos Estados Unidos, teve dois fatos importantes nos últimos dias. Entre 15 e 16 de setembro, a falência de grandes instituições financeiras norte-americanas deixou claro que a devastação não iria ficar restrita ao setor imobiliário. Em 12/9, o banco de investimentos Lehman Brothers quebrou, depois que as autoridades monetárias recusaram-se a resgatá-lo. No mesmo dia, o Merrill Lynch anunciou sua venda para o Bank of America. Em 15/9, a mega-seguradora AIG (a maior do mundo, até há alguns meses) anunciou que estava insolvente, sendo nacionalizada no dia seguinte com aporte estatal de US$ 85 bilhões. No início de outubro, começou a disseminar-se a sensação de que o pacote de 700 bilhões de dólares montado pela Casa Branca para tentar o resgate produziria efeitos muito limitados. Como veremos a seguir, o pacote é um conjunto de medidas que socorre com dinheiro público as instituições financeiras mais afetadas, mas não assegura que os recursos irriguem a economia, muito menos protege as famílias endividadas.


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