jun
19
2007
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Baixo Risco

Publicado por César França na(s) Seção(ões) Economia, Renda Fixa |

Ainda não se sente seguro o bastante para investir em ações? Uma boa opção, então, é começar a exercer a sua educação financeira num negócio melhor do que a poupança.
Obs: Com a SELIC abaixo de 12%, a poupança ainda deverá continuar com um rendimento superior aos fundos que cobram mais de 2,5% ao ano.

A tabela acima é o resultado de um levantamento sobre os melhores e piores fundos de investimentos de baixo risco, feito hoje, nos bancos mais populares do país, levando em conta o seu desempenho neste ano e nos últimos 12 meses.
Levei em conta apenas os casos positivos. Se esqueci de algum, por favor, avisem que podemos complementar a tabela!

Os bancos pesquisados foram:

Existem outras modalidades de fundos de investimento, além destas colocadas na pesquisa. Levamos em conta apenas os fundos de baixo risco (renda fixa, referenciados DI e multimercados), onde a probabilidade de perder alguma coisa é muito baixa.

Os melhores desempenhos dos bancos, para esta classe de fundos, exibe aqueles que são referenciados pelo IGPM. Outra coisa que podemos observar é que nem sempre os fundos mais caros para entrar são os melhores. Observem que o fundo de 30K do Unibanco foi o que mais rendeu nos últimos 12 meses.
Fiquei curioso para saber o impacto da taxa de administração no rendimento. Ex: Seria mais rentável investir 100K no melhor fundo da caixa ou no melhor fundo do Unibanco? Fiz as contas e descobri que mesmo a taxa de administração do Unibanco sendo bem maior, a diferença no rendimento cobre o prejuízo.

Entre os mais acessíveis [ou baratos], atualmente o Bradesco é a melhor opção.

Na próxima semana publicaremos uma tabelinha desta, analisando os fundos de ações dos bancos.
Pra quem está começando devagarzinho, deve ser naturalmente o segundo passo.


jun
09
2007
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Entendendo a SELIC

Publicado por César França na(s) Seção(ões) Economia, Renda Fixa |

A SELIC - Sistema Especial de Liquidação e Custódia - é uma espécie de teto para os juros pagos pelos bancos pelos títulos públicos.

A partir dela, os bancos também definem quanto cobram em empréstimos a empresas e pessoas físicas.

A política econômica do Brasil, que tem como objetivo controlar a inflação.
Como a SELIC pode ajudar a fazer isso?

Mensalmente, um conjunto de diretores do banco central se reúne para avaliar o comportamento da inflação.
A principal referência para medida da inflação no Brasil é o IPCA (i.pê.cê.a) .

Daí, nessa reunião, eles tem poder de aumentar ou diminuir a meta da SELIC . A SELIC de verdade é uma taxa que varia diariamente, de acordo com a vontade dos bancos.
O que o BC define é o valor que eles esperam da SELIC. Mas, na média, essa meta sempre é atendida.

A SELIC tem, basicamente, três impactos diretos no nosso bolso:

  • Quem investe em fundos DI acompanha diretamente a variação da SELIC… pra cima ou pra baixo.
  • Quem pega dinheiro emprestado é assim: se a selic aumentar, o juros dos empréstimos aumenta… se a SELIC diminuir, os juros diminuem.
  • E quem investe em empresas privadas, quando a SELIC cai, a bolsa tende a subir, por que estas empresas conseguem viabilizar investimentos. Do outro lado, quando a SELIC aumenta, essas pessoas tiram sua grana da bolsa e jogam em títulos públicos, que é mais garantido.

Então se o BC acredita que a inflação vai ficar acima da meta, eles aumentam a meta da SELIC. Se eles acreditam que a inflação está se aproximando da meta dela, eles baixam a meta da SELIC, fazendo com que a economia respire.

Intuitivamente, dá pra notar que quando eles aumentam a SELIC, a galera que poupa, poupa mais, a galera que investe fica com medo, e a galera que gasta, gasta menos… aí o dinheiro pára de circular e a inflação cai!
Por isso é que o pessoal do COPOM quando quer baixar a meta da SELIC, tem que baixar devagarzinho… se eles forem afoitos demais a inflação estoura!

Daí eles vão baixando a meta da SELIC à medida que o mercado vai amadurecendo e ganhando fôlego pra crescer sem comprometer a inflação.

Atualmente a meta da SELIC está em 12% a.a. Neste outro site, você pode acompanhar a evolução dela deste Janeiro de 2002.
Observem que em Abril de 2003 ela atingiu um pico de 26,50% a.a. (em valores reais) e atualmente ela assume o patamar mais baixo do período, ou seja, é hora de perder o medo do risco e da bolsa de valores!

Pronto, é assim que [resumidamente] funciona!
Essa informação vai ser importante mais tarde, quando formos explicar o que está acontecendo com a poupança! Guardem aí.


jun
08
2007
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Investimento certo?

Publicado por Rafael Seabra na(s) Seção(ões) Dicas, Economia |

Pegando o gancho das pessoas mais ricas do mundo, divulgadas no post anterior, aparece na modesta 71a colocação um húngaro chamado George Soros. Ele é um conhecido especulador financeiro, investidor em ações, filantropista e ativista político. Deixando um pouco de lado seu lado filantrópico e político, ele se tornou um mito mundial na área de especulação financeira depois de ter “quebrado” o Banco da Inglaterra com uma manobra de especulação cambial, ganhando mais de 1 bilhão de dólares num único dia.
Mas onde eu quero chegar? Simples. Fica claro que quando um homem como Soros resolve investir numa área específica, as chances do negócio dar certo crescem assustadoramente. Um jeito simples de prever uma tendência econômica é descobrir onde os grandes financistas colocam seu próprio dinheiro. Pois bem: foi noticiado durante toda essa semana que Soros viria ao Brasil com US$ 900 milhões para implantar um megaprojeto de álcool, liderando uma corrida que atrai vários bilionários, entre eles Bill Gates (Microsoft), Steve Case (AOL), Richard Branson (Virgin) e a dupla Larry Page-Sergei Brin (Google).
Com todas essas evidências, não seria um absurdo imaginar que o etanol será um grande investimento a longo prazo, tanto por esses motivos financeiros, quanto por motivos ambientais, motivados pelo incentivo aos biocombustíveis e contrários aos efeitos do super-aquecimento global causado em grande parte pela utilização do petróleo. E vocês, o que acham? Façam suas apostas!


jun
01
2007
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A ERA DA INFORMAÇÃO

Publicado por Rafael Seabra na(s) Seção(ões) Dicas, Economia |

Detalhe: o prazo para entrar com ação encerrou ontem (31/05/2007) por prescrição. Mesmo com a Defensoria tentanto evitar a prescrição, é inegável a quantidade de oportunidade que perdemos – ou deixamos de ganhar – por falta de informação.

Em tempo: o Plano Verão e o Plano Collor prescrevem em 2009 e 2010, respectivamente.

Quer entender melhor esse problema? Clique aqui.

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Cada um dos três séculos passados têm sido dominados por uma única tecnologia. O século XVIII foi a era dos grandes sistemas mecânicos acompanhado da Revolução Industrial. O século XIX foi a era da máquina a vapor. O século XX tem sido denominado como a Era da Informação. Neste cenário de avanços tecnológicos, deparamo-nos com uma carga de informações cada vez maior. Como podemos tirar proveito dessas tecnologias que colocam a nossa disposição um volume cada vez maior de informações?

Um exemplo recente do que a (falta de) informação pode causar foi o problema do Plano Bresser. Após a criação do Plano Bresser, em 12 de junho de 1987, as pessoas que tinham dinheiro em em conta poupança entre junho e julho desse ano perderam parte dos seus rendimentos devido a um erro de correção na mudança do indexador desse investimento. Resultado: quem tinha dinheiro investido em poupança naquela época teve o rendimento erroneamente calculado e teria direito a ser ressarcido por essas perdas.

Pra vocês terem uma idéia do impacto disso, se todas as pessoas que tinham dinheiro investido entrassem com ação par reaver essa diferença, o governo teria que desembolsar R$ 1,6 trilhão. Porém, estima-se que apenas 20% das pessoas que tinham direito a essa causa, realmente entraram com ação.

Detalhe: o prazo para entrar com ação encerrou ontem (31/05/2007) por prescrição. Mesmo com a Defensoria tentanto evitar a prescrição, é inegável a quantidade de oportunidade que perdemos – ou deixamos de ganhar – por falta de informação.

Em tempo: o Plano Verão e o Plano Collor prescrevem em 2009 e 2010, respectivamente.

Quer entender melhor esse problema? Clique aqui.


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