Categoria: Economia
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YAHOOOOOOO
Publicado em 17.02.2008 por César França em Ações, Curiosidades, Economia
Há alguns dias atrás falamos sobre a temÃvel “nova bolha da internet“. Na semana passada aconteceu mais um capÃtulo da novela das aquisições bilionárias entre empresas de software e internet: A Microsoft ofereceu U$44,6 bilhões pela compra do Yahoo! Inc.
A proposta aconteceu no dia 01 de fevereiro deste ano. Segundo especialistas, a proposta foi agressiva, visto que representava U$31 por ação da empresa.
Naquele dia as ações do Yahoo! estavam valendo pouco menos de U$20, em com uma forte tendência de queda. Só até aquele dia… do dia seguinte pularam pra U$29 e, na semana seguinte, as ações já tinham atingido o patamar dos U$31.
Não foi a primeira vez que a Microsoft fez isso. Em 2006 o Yahoo! já havia rejeitado qualquer proposta da MS e em maio do ano passado, quando a proposta foi de U$50 bilhões, rejeitou novamente.
Mas também não foi desta vez. Primeiro os analistas do Yahoo! abriram as portas para receber propostas de outras empresas. Os analistas citaram Comcast, Viacom e General Electric entre os possÃveis interessados. Eles esqueceram de citar também a News Corp, dona do conhecido (lá fora) MySpace e o próprio Google!
O Google – principal concorrente do Yahoo! – chiou do outro lado, acusando a fusão de gerar monopólio. Em especial, o Google também não pode adquirir o Yahoo! também por risco de gerar monopólio. Mas já dispôs-se a incentivar investimentos em outras empresas – que não a Microsoft – para quem quiser concorrer com ele mesmo.
O Yahoo! acabou não aceitando a proposta da MS, sob a justificativa do seu conselho administrativo de que o valor é muito baixo, e “subestima substancialmente” o valor da companhia. Eles esperam uma proposta de pelo menos U$40 por ação.
E, no final das contas, as açõs da MS já cairam mais de 10%, por causa – possivelmente – do susto que a oferta causou nos seus acionistas.
Mas a MS não vai desistir. O desejo dela é consolidar-se como a maior empresa de computação do mundo e terceira maior empresa no ranking geral, atrás apenas da Exxon e da GE.
“E agora Cérebro, o que vamos fazer amanhã à noite?”
- Pink, assessor de Bill Gates para negócios na Internet -
60 MIL NOVOS MILIONÃRIOS
Publicado em 25.01.2008 por César França em Ações, Economia
Em um ano, o Brasil elevou o número de milionários em 60 mil, segundo levantamento do BCG (The Boston Consulting Group) publicado em reportagem da edição dominical da Folha (Ãntegra do texto para assinantes do jornal e do UOL). No ano passado, havia 190 mil milionários no paÃs. Em 2006, eles eram 130 mil –expansão de 46,1%.A fortuna desses milionários está estimada em aproximadamente US$ 675 bilhões, o que equivale a praticamente metade do PIB (Produto Interno Bruto) brasileiro. Para o BCG, milionários são aqueles que têm mais de US$ 1 milhão aplicado no mercado financeiro.
André Xavier, sócio-diretor do BCG no Brasil, diz que, para identificá-los, os especialistas entrevistaram gestores de fortunas de 111 instituições financeiras em 60 paÃses. Foi a primeira vez que uma equipe veio pessoalmente ao Brasil para fazer o levantamento.
Entre os fatores que explicam a explosão do grupo dos milionários no Brasil estão a expansão de empresas negociadas na Bovespa (Bolsa de Valores de São Paulo) em 2007, a valorização do real e os investimentos estrangeiros diretos.
O bom momento da construção civil, o fortalecimento do agronegócio no Centro-Oeste e os negócios relacionados à produção de álcool, na região Sudeste, também fizeram novos milionários, segundo os bancos de investimentos consultados.
Além disso, cresceu o time de executivos brasileiros em companhias estrangeiras recebendo parte dos salários em ações da empresa.
Ranking
Além de ser um dos paÃses em que o número de milionários mais cresce no mundo, o Brasil é o segundo na lista dos paÃses onde as fortunas se multiplicam mais rapidamente.
De acordo com o levantamento do BCG, nos últimos seis anos, os investimentos dos brasileiros com mais de US$ 1 milhão aumentaram a um ritmo anual médio de 22,4%, Ãndice que só perdeu para o da China, onde as riquezas inflaram 23,4% no mesmo perÃodo.
Os especialistas do BCG detectaram ainda uma mudança de comportamento dos milionários brasileiros. Boa parte deles já prefere investir no próprio paÃs a procurar aplicações no exterior, como fundos “off- shore” e tÃtulos do governo norte-americano.
da Folha Online
Uma sugestão do leitor EdeÃlson Milhomem!
Envie também a sua sugestão para blog.queroficarrico@gmail.com -
QUANTO MAIS FED, MAIS CHEIRA…
Publicado em 24.01.2008 por César França em Economia
Nos últimos dias, o temor da “recessão” nos Estados Unidos tem causado uma enorme instabilidade nos mercados internacionais. Não se discute outra coisa por aqui, nem na Europa e nem na Ãsia.
“A recessão é um perÃodo em que ocorre um grande declÃnio na taxa de crescimento econômico de uma determinada região ou paÃs. Do ponto de vista dos empresários, recessão significa restringir as importações, produzir menos e aumentar a capacidade ociosa. Para o consumidor, significa restrição de crédito, juros altos e desestÃmulo para compras. Para o trabalhador, baixos salários e desemprego. Tecnicamente, para que a economia de um paÃs entre em recessão, são necessários dois trimestres consecutivos de queda no PIB. Se o PIB crescer pouco, pode-se falar até de estagnação econômica, mas não de recessão. A recessão é formada por uma redução expressiva das atividades comerciais e industriais.
Wikipédia – RecessãoOs Estados Unidos atualmente é um grande consumidor de muitos produtos do mundo inteiro. De petróleo, por exemplo, é o maior. Por isso, o medo da recessão nos EUA vem empurrando o preço do petróleo para baixo pois, diminuindo o consumo, sobra mais e o preço cai. Então, o medo do desaquecimento da economia de lá provoca uma insegurança nos paÃses fornecedores, principalmente naqueles em Desenvolvimento nos quais o PIB depende muito do comércio com os EUA, como o Brasil, por exemplo, causando recessão em cadeia.
Todo esse estardalhaço ainda é resultante da crise do crédito imobiliário, que estourou no ano passado e parecia ter se calado no final do ano. Buscando combater a diminuição brusca do consumo causado pelo endividamento dos americanos, esta semana o banco central de lá – chamado Federal Reserve, vulgo FED – baixou novamente a taxa de juros. Do inÃcio da crise pra cá, a taxa de juros já baixou de 5,25% pra 3,5%. A notÃcia fez algumas bolsas no mundo se recuperarem, mas o medo ainda não passou. No Fórum Econômico Mundial, que está rolando essa semana, a recessão nos EUA tem sido citada não mais como um risco, mas já como uma certeza.
Enquanto isso, do outro lado do mundo, a China concorre com os EUA pelo posto de maior consumidor do mundo. Desde 2005 tomou o posto dos EUA de maior mundial de grãos, como trigo e arroz, além de carne, carvão, aço, fertilizantes, televisores, geladeiras, celulares, PCs. Inclusive espera-se que até 2010 o posto de maior consumidor de energia também seja assumido pela potência asiática. Se a recessão for proclamada, esse processo pode ser ainda mais acelerado.
No Brasil, o alto escalão do Banco Central e do Governo tem defendido a tese de que estamos com a economia tão aquecida que não corremos o risco de entrar numa recessão por aqui. Anotem isso, quem falou foi o próprio Henrique Meirelles. As empresas por aqui continuam apresentando bons resultados (e descobrindo novas jazidas de gás por aÃ), o que deverá suportar o mercado de trabalho e a despesa em bens de investimento. Porém, alguns mercados, principalmente de produção rural, deverão sofrer um impacto significativo.
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FEARS ANOTHER INTERNET BUBBLE
Publicado em 21.01.2008 por César França em Ações, Economia
Num artigo com o mesmo tÃtulo deste, publicado em setembro do ano passado, o jornal The Economist resolveu comparar os recentes acontecimentos econômicos relacionados ao fenômeno da Web 2.0 com os acontecimentos que rolaram no perÃodo de 1995 a 2001, quando aconteceu a popularização da internet e a consequente “Bolha da Internet”, que estourou em 2001 deixando órfãos milhares de sonhos de empreendedores digitais.
Bolha: Alta exagerada da cotação de um ativo, sem consistência ou fundamentos confiáveis, que induz a ações irracionais por parte de investidores, até que a bolha estoure. Crescimento de uma variável econômica sem fundamento real. Fenômeno de natureza psicológica e especulativa, a qualquer momento a cotação pode reverter à tendência anterior.”
Bovespa – Dicionário de FinançasA bolha da internet estourou em 2001 por causa do chamado “bug do milênio“… que, por incrÃvel que pareça, nem chegou a acontecer. Mas a especulação em torno dele era tão grande que levou empresas a gastarem grandes quantias irrecuperáveis de dinheiro, até que não conseguiram mais retomar a confiança dos seus investidores. Apenas negócios sólidos como Google, Amazon.com, AOL e outros poucos sobreviveram à quele desastre.
Porém, especialistas andam preocupados com casos recentes, como o da venda do youtube para o Google, por uma bagatela de U$1,65 bilhões e da venda de (1,6% do) Facebook para a Microsoft por U$240 milhões. Segundo eles, esses casos representam uma nova “corrida do ouro”, que podem fazer com que novos negócios que entrem nesta onda de interatividade sejam super estimados, gerando uma nova “bolha da Internet“. As ações do Google, por exemplo, podem chegar a valer U$900, cada. Hoje já valem cerca de U$645. A Nasdaq no ano passado valorizou cerca de 75% e até a china planeja lançar a sua própria bolsa eletrônica este ano!
Tudo indica que essas preocupações recentes são exageradas, talvez pelo trauma herdado de 2001. Na dúvida – como fazem os investidores de alto risco – aproveite enquanto a bolha está cheia de ar!
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É FEIO, MAS ESTà NA MODA (PARTE 2)
Publicado em 15.01.2008 por Rafael Seabra em Economia
A Tata Motors, montadora indiana que, na semana passada, lançou o carro mais barato do mundo (custará US$ 2,5 mil), anunciou, em entrevista ao jornal “Economic Times”, que o Brasil é um dos paÃses mais óbvios para receber um modelo de baixÃssimo custo. Para a chegada do automóvel ao Brasil, seria necessária uma parceria estratégica com a italiana Fiat – que não confirmou o negócio.
“Ainda não há acordo. Mas acredito que as duas companhias têm a consciência de que, no lugar em que uma for forte, a outra tentará ser alavancada por essa força”, afirmou o presidente da Tata Motors, Ratan Tata.
Outros mercados “além-mar” apontados pela indiana como consumidores em potencial são paÃses africanos, Argentina, Malásia, Indonésia e outros. “Existem pessoas que acreditam na aceitação do produto na Europa, mas não é um mercado que me estimula”, completou o executivo.
O carro mais barato vendido no Brasil é o Mille, exatamente da Fiat. O modelo básico, com motor 1.0 e sem qualquer opcional, não sai da concessionária por menos de R$ 22 mil. A montadora foi campeã na preferência dos consumidores em 2007: dos mais de 2,3 milhões de carros e utilitários emplacados durante o ano, praticamente 26% haviam sido fabricados com a marca.
O presidente da Fenabrave (Federação Nacional da Distribuição de VeÃculos Automotores), Sérgio Reze, acredita que não é impossÃvel a chegada de um modelo extremamente barato ao mercado automobilÃstico brasileiro. Contudo, é preciso avaliar sua aceitação em potencial, bem como as caracterÃsticas básicas do modelo.
Reze classificou o novo modelo da Tata Motors, o Nano Tata, como “extremamente espartano”. “As pessoas que têm possibilidade, vão buscar mais coisas. Um automóvel é um bem, um grande sonho de muita gente”, afirmou, adicionando que o conforto é muito visado, na hora de se adquirir um auto.
De acordo com pesquisa do IBPT (Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário), a carga tributária sobre a fabricação de um Chevrolet Celta, por exemplo, fica em torno de 40% do valor final. Na opinião de especialistas do setor, a alta cobrança de impostos é um desestimulante a preços menores no mercado.





















