Categoria: Economia
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FEARS ANOTHER INTERNET BUBBLE
Publicado em 21.01.2008 por César França em Ações, Economia
Num artigo com o mesmo tÃtulo deste, publicado em setembro do ano passado, o jornal The Economist resolveu comparar os recentes acontecimentos econômicos relacionados ao fenômeno da Web 2.0 com os acontecimentos que rolaram no perÃodo de 1995 a 2001, quando aconteceu a popularização da internet e a consequente “Bolha da Internet”, que estourou em 2001 deixando órfãos milhares de sonhos de empreendedores digitais.
Bolha: Alta exagerada da cotação de um ativo, sem consistência ou fundamentos confiáveis, que induz a ações irracionais por parte de investidores, até que a bolha estoure. Crescimento de uma variável econômica sem fundamento real. Fenômeno de natureza psicológica e especulativa, a qualquer momento a cotação pode reverter à tendência anterior.”
Bovespa – Dicionário de FinançasA bolha da internet estourou em 2001 por causa do chamado “bug do milênio“… que, por incrÃvel que pareça, nem chegou a acontecer. Mas a especulação em torno dele era tão grande que levou empresas a gastarem grandes quantias irrecuperáveis de dinheiro, até que não conseguiram mais retomar a confiança dos seus investidores. Apenas negócios sólidos como Google, Amazon.com, AOL e outros poucos sobreviveram à quele desastre.
Porém, especialistas andam preocupados com casos recentes, como o da venda do youtube para o Google, por uma bagatela de U$1,65 bilhões e da venda de (1,6% do) Facebook para a Microsoft por U$240 milhões. Segundo eles, esses casos representam uma nova “corrida do ouro”, que podem fazer com que novos negócios que entrem nesta onda de interatividade sejam super estimados, gerando uma nova “bolha da Internet“. As ações do Google, por exemplo, podem chegar a valer U$900, cada. Hoje já valem cerca de U$645. A Nasdaq no ano passado valorizou cerca de 75% e até a china planeja lançar a sua própria bolsa eletrônica este ano!
Tudo indica que essas preocupações recentes são exageradas, talvez pelo trauma herdado de 2001. Na dúvida – como fazem os investidores de alto risco – aproveite enquanto a bolha está cheia de ar!
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É FEIO, MAS ESTà NA MODA (PARTE 2)
Publicado em 15.01.2008 por Rafael Seabra em Economia
A Tata Motors, montadora indiana que, na semana passada, lançou o carro mais barato do mundo (custará US$ 2,5 mil), anunciou, em entrevista ao jornal “Economic Times”, que o Brasil é um dos paÃses mais óbvios para receber um modelo de baixÃssimo custo. Para a chegada do automóvel ao Brasil, seria necessária uma parceria estratégica com a italiana Fiat – que não confirmou o negócio.
“Ainda não há acordo. Mas acredito que as duas companhias têm a consciência de que, no lugar em que uma for forte, a outra tentará ser alavancada por essa força”, afirmou o presidente da Tata Motors, Ratan Tata.
Outros mercados “além-mar” apontados pela indiana como consumidores em potencial são paÃses africanos, Argentina, Malásia, Indonésia e outros. “Existem pessoas que acreditam na aceitação do produto na Europa, mas não é um mercado que me estimula”, completou o executivo.
O carro mais barato vendido no Brasil é o Mille, exatamente da Fiat. O modelo básico, com motor 1.0 e sem qualquer opcional, não sai da concessionária por menos de R$ 22 mil. A montadora foi campeã na preferência dos consumidores em 2007: dos mais de 2,3 milhões de carros e utilitários emplacados durante o ano, praticamente 26% haviam sido fabricados com a marca.
O presidente da Fenabrave (Federação Nacional da Distribuição de VeÃculos Automotores), Sérgio Reze, acredita que não é impossÃvel a chegada de um modelo extremamente barato ao mercado automobilÃstico brasileiro. Contudo, é preciso avaliar sua aceitação em potencial, bem como as caracterÃsticas básicas do modelo.
Reze classificou o novo modelo da Tata Motors, o Nano Tata, como “extremamente espartano”. “As pessoas que têm possibilidade, vão buscar mais coisas. Um automóvel é um bem, um grande sonho de muita gente”, afirmou, adicionando que o conforto é muito visado, na hora de se adquirir um auto.
De acordo com pesquisa do IBPT (Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário), a carga tributária sobre a fabricação de um Chevrolet Celta, por exemplo, fica em torno de 40% do valor final. Na opinião de especialistas do setor, a alta cobrança de impostos é um desestimulante a preços menores no mercado.
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É FEIO, MAS ESTà NA MODA
Publicado em 11.01.2008 por César França em Economia
A Tata Motors – subsidiária do Grupo Tata – lançou ontem em Nova Délhi, na Ãndia, o carro [zero] mais barato do mundo. Apesar de não ser tão conhecido pro lado de cá do mundo, o Grupo Tata é um dos maiores grupos empresariais do mundo e produz de tudo um pouco, desde Chá até Informática. Inclusive no ano passado a Tata Steel tornou-se a quinta maior siderúrgica do mundo, superando inclusive a nossa estimável CSN. Se você já ouviu falar de marcas como a Jaguar, ou a Land Rover, que até então pertencem ao grupo FORD, logo logo vai ouvir falar na Tata Motors.Voltando ao assunto… A princÃpio o carro será comercializado por U$2.500,00. É lógico que para produzir um carro tão barato, a montadora teve que abrir mão de alguns “luxosâ€, como por exemplo o potentÃssimo motor de cortador de grama, com 30cv, que só atinge no máximo 70km/h de velocidade, corresponde a um motor “0.6†(um carro popular 1.0 atinge em média 65cv e até 170km/h). Além de ignorar as exigências ambientais ocidentais e emitir mais poluentes que o exigido. Para compensar, o carro chega a rodar 35km com apenas 1 litro de combustÃvel. Sem dúvida seria uma opção interessante para andar dentro da cidade.
Então, se você gostou do modelo e já está pensando em adquirir o seu, confira o impacto dos impostos brasileiros no valor do pequeno automóvel:
- Valor original: U$2.500,00
- Valor em Reais (câmbio de R$1,75): R$4.375,00
- Incidência do II (Imposto de Importação – alÃquota de 35%): R$ 5.906,25
- Incidência do IPI (Imposto sobre Produto Industrializado – alÃquota de 25%): R$7.328,81
- Incidência do ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços, – alÃquota média de 18%, mas pode variar dependendo do Estado): R$ 8.711,71
- Incidência do PIS/PASEP + COFINS (alÃquota de 11,6%): R$9,722,27
- Valor Final: R$9.722,27
Achou pouco? Então que tal somar agora o valor do transporte e da distribuição, que não consideramos nesses cálculos?
Bom, o fato é esse. No Brasil o carro acabará não sendo tão popular assim. Sem contar o fato de que este carro [de frente] – é idêntico ao Ford Ka [de trás], que nunca foi referência de beleza por aqui!
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PREPARE-SE PARA 2008
Publicado em 09.01.2008 por César França em Economia
Acompanhando o clima de euforia e incertezas gerado pelos principais acontecimentos da economia, neste atribulado inÃcio de ano, os jornais não param de publicar previsões de analistas e especialistas para o desempenho da economia neste ano.
Queda da CPMF, aumento da IOF, inflação em alta, juros em baixa, reajustes de tarifas domésticas, mercado financeiro nervoso… E você, como está se preparando para 2008?
Seguem abaixo uma coletânea de previsões interessantes. Resumidas, logicamente, para facilitar a sua leitura e digestão. Bom Proveito!
Mesmo prevendo um ano difÃcil para os mercados acionários, o Citi acredita que a tendência positiva dos últimos anos deve se manter, corroborando mais um ano de valorização para a renda variável global.
“Apesar das incertezas e da conseqüente volatilidade, o superintendente da Banif Corretora, Raffi Dokuzian, se diz otimista com relação à renda variável em 2008. Segundo ele, a Banif projeta Ibovespa a 82 mil pontos para o final de 2008, o que representa um potencial de alta de 28% sobre o fechamento de 2007. O analista porém indica pessimismo para o setor varejista.â€
“Para 2008, no setor agropecuário, as previsões de safra são melhores e a pressão dos alimentos na inflação deve ser reduzida”, diz André Braz, economista do Instituto Brasileiro de Economia (Ibre), da FGV.
“Analistas apostam em queda dos juros para 10,75% no final do anoâ€
“Expansão do emprego, com recordes na construção civil. Acredita-se que alcançaremos a geração de 2 milhões de empregos†[em 2007 foram gerados 1,7 milhão].
O relatório “Perspectivas Econômicas Globais 2008″, publicado pelo Banco Mundial (Bird) prevê um crescimento de 7,1% do grupo formado pelos paÃses em desenvolvimento e um crescimento de apenas 2,2% dos paÃses desenvolvidos, justificado pelos problemas de crédito dos paÃses mais ricos e pelo poder de recuperação de paÃses em desenvolvimento.
“Inflação atingirá 4,3%. O PIB aumentará 4,5%.†Em 2007, estes números foram 4,36% (inflação) e 5,19% (crescimento do PIB)
G1, 31/12/2007 sobre um relatório publicado pelo Banco Central.
[Enquanto isso...] “Governo chinês prevê crescimento de 10,8% em 2008â€
“Para as tarifas de energia elétrica, a previsão de deflação foi ampliada de 4,4% para 6%. O Copom espera ainda que os preços da telefonia fixa tenham um reajuste de 0,8%. Apesar do cenário de incerteza, o BC manteve uma previsão de reajuste zero para os preços da gasolina e do gás de cozinha (bujão).â€
“Sou otimista. Acredito que apesar da desaceleração da economia americana, a economia brasileira será capaz de manter o dinamismo, tanto pelo crescimento do consumo das classes de mais baixa renda, como pela expansão do crédito que deve avançar a nÃveis bem superiores aos atuais 34% do PIB. Espera-se que o Brasil atinja o Grau de Investimento, e passe a receber capital de investidores internacionais em maior volume. Se o Governo controlar a carga tributária, e for capaz de estimular os investimentos em infra-estrutura, o Brasil dará um grande passo em 2008″.
HONÓRIO PINHEIRO, Presidente do CDL, em 29/12/2007, no Jornal O POVO
“75% das indústrias prevêem crescimento de faturamento em 2008. 53% das empresas programam investimentos para este ano.†Em 2007 estes números foram 75% e 38% respectivamente.
“Quando penso em 2008, recordo-me de um ano atrás. Como professor, tenho o dever de ler tudo o que se publica de mais relevante sobre a economia. Infelizmente não me recordo de ninguém que tivesse previsto (nem eu), por exemplo, a crise do crédito imobiliário de alto risco na economia americana.â€
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SERIA O MOMENTO DA RENDA FIXA?
Publicado em 19.12.2007 por Rafael Seabra em Economia, Renda Fixa

A junção dos números de inflação e atividade econômica doméstica com a não prorrogação da CPMF (Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira) trouxe aos mercados brasileiros um clima de turbulência e incerteza nos últimos dias, levando os juros prefixados ao maior nÃvel desde março deste ano.A produção industrial acima do esperado e o PIB (Produto Interno Bruto) surpreendendo positivamente as projeções aumentaram os riscos de pressões de demanda sobre a inflação para 2008. E como se não bastasse a piora de cenário no front doméstico, o ambiente externo coberto por apreensão e volatilidade colaborou com o mau humor dos investidores.
Na expectativa de que nenhum dos três principais motivos que resultaram na alta dos juros prefixados deva se dissipar no curto prazo – os problemas de crédito na esfera internacional, o aumento dos riscos inflacionários e as medidas após o final da CPMF -, a equipe de analistas do HSBC Investimentos acredita que, no atual momento, os fundos de renda fixa aparecem como uma interessante alternativa de investimento.
“Acreditamos que boa parte dessas expectativas já está incorporada nos preços de mercado, e que por isso os prêmios dos tÃtulos longos estão atraentes para os investidores”, diz a equipe de analistas do HSBC em relatório.
A recomendação da instituição passa também pela revisão das projeções para trajetória de preços e juros no próximo ano. Os sinais recentes de maior pressão sobre a inflação levaram o HSBC a elevar suas estimativas para o IPCA (Ãndice de Preços ao Consumidor – Amplo) em 2007. A nova aposta para a medida oficial da inflação doméstica fica próxima de 4,3% ao final deste ano.
A expectativa do IPCA acima do anteriormente previsto tende a influenciar não só a inflação de 2008, mas também as avaliações para o comportamento de preços no próximo ano. Diante deste novo cenário, o HSBC também revisou sua estimativa para a taxa Selic.
A equipe de analistas da instituição abandonou a aposta de três cortes de 25 pontos-base a partir do terceiro trimestre de 2008, passando a adotar a projeção de manutenção do juro básico ao longo do próximo ano.
Fonte: InfoMoney
Resumo da história: Se os analistas estiverem certos, os tÃtulos públicos voltam a ser uma ótima alternativa para o momento atual de turbulência.






















