Categoria: Economia
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BOLSAS MUNDIAIS
Publicado em 06.11.2007 por César França em Ações, Economia

Um estudo da Standard & Poor’s revela que a Bovespa foi o quarto mercado mais lucrativo do mundo desde 9 de outubro de 2002, quando Wall Street amargou uma de suas piores baixas por causa da preocupação com o terrorismo.
Desde então, o ganho anual médio da Bovespa foi de 74%. Adiante do mercado brasileiro só ficaram os do Peru (88%), Ucrânia (84%) e Bulgária (77%).
Dos 83 países incluídos no estudo, Wall Street ficou na septuagésima nona posição, com rendimento anual de 15%. A Índia ficou em décimo segundo (50%), a Rússia em vigésimo primeiro (44%) e a China em quadragésimo sexto (33%).
Por Luiz Carlos Azenha, em 13/10/2007.Conheça agora algumas das bolsas de valores mais badaladas do mundo, seus códigos e seus desempenhos.
iBovespa (^BVSP)O Índice Bovespa é o mais importante indicador do desempenho médio das cotações do mercado de ações brasileiro. A finalidade básica do Ibovespa é a de servir como indicador médio do comportamento do mercado. Em termos de liquidez as ações integrantes da carteira teórica do Índice Bovespa respondem por mais de 80% do número de negócios e do volume financeiro verificados no mercado à vista (lote-padrão) da BOVESPA.
Veja as empresas que o compõem aqui.
O Índice é atualizado anualmente e, no próximo ano, as ações da própria Bovespa deverão fazer parte do índice.
O Índice Brasil é um índice de preços que mede o retorno de uma carteira teórica composta por 100 ações selecionadas entre as mais negociadas na BOVESPA.
Veja as empresas que o compõem aqui.
Nasdaq Composite (^IXIC)
A Nasdaq é Bolsa eletrônica com sistema computadorizado de negociação e divulgação de cotações de ações de mais de 5.000 empresas, com sede em Nova York.
Está em atividade desde os anos 1970, e concentra suas operações em ações de empresas de alta tecnologia.
O Nasdaq Composite é o índice das ações negociadas na Nasdaq, listando mais de 5.000 empresas, e existe desde a inauguração da Nasdaq.Dow Jones Composite Average (^DJA)
Índice ponderado de valor de mercado, com base ampla de cerca de 700 ações negociadas nas bolsas de Nova York (NYSE).
Dow Jones Industrial Average (^DJI)
Média ponderada (aritmética dos preços) de 30 ações blue chip, especialmente do setor industrial, negociadas na NYSE.
Merval (^MERV)
Principal índice da Bolsa de Comércio de Buenos Aires.
Nikkei (^N225)
Principal índice da Bolsa de Valores de Tóquio.
Hang Seng Index (^HSI)
Principal índice da Bolsa de Valores de Hong Kong. Hong Kong é o centro financeiro da China.
Shanghai Composite Index (399004.SZ)
Principal índice da Bolsa de Valores de Xangai. Vale dizer que Xangai e Hong Kong não são a mesma coisa. Xangai é a maior cidade – e mais populosa – do país.
S&P CNX Nifty (^NSEI)
Principal índice da National Stock Exchange of India.
Infelizmente não consegui extrair muito mais informações dos sites das bolsas da Índia, China e Japão.
Mas para saber mais sobre outras bolsas de valores mundo afora acesse isso daqui.
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O SUCESSO DA BOVESPA HOLDING
Publicado em 29.10.2007 por César França em Ações, Economia
Falávamos de IPO por esses dias, mais ou menos quando a CVM anunciou a aprovação da negociação das ações da empresa “Bovespa” na própria Bovespa… complicado? Nem tanto. A Bovespa era uma associação sem fins lucrativos que decidiu abrir 41% do seu capital e virar uma S/A COM fins lucrativos. A empresa chega ao mercado valendo mais de R$ 16,2 bilhões, superando o valor de mercado da Embraer, Aracruz, Klabin e Gol.
Novidade mesmo, só aqui no Brasil, porque esta já é uma tendência mundial das Bolsas há alguns anos. A Chicago Mercantile Exchange (CME), foi a primeira a se desmutualizar há sete anos, em 13 de novembro de 2000. A Nasdaq e a Bolsa de Nova York, as Bolsas de Londres, de Hong Kong, da Austrália, da Suécia e de Toronto, entre outras, seguiram o mesmo caminho.
*UOL EconomiaNaquela ocasião em que falávamos sobre IPO, dissemos que “um IPO tende a ser lucrativo em curtíssimo prazo, dependendo da empresa“. Este foi um ótimo exemplo – o melhor da história – no Brasil. As ações da Bovespa foram estimadas inicialmente em R$15,50 e, no momento da abertura, tiveram que ser vendidas a R$23,00 – o máximo que podia.
Na sexta-feira passada – seu primeiro dia de operações – fechou valendo R$34,71 – um rendimento de 52% em um único dia e ainda ajudou o iBovespa a quebrar o quadragésimo recorde no ano. Sozinha, a ação respondeu por metade de todo o volume financeiro do dia.
Mas não foi qualquer um que pôde reservar as ações da Bovespa para o lançamento. Por causa da grande demanda, foi criado um filtro para evitar Flippers e apenas as pessoas com bom histórico de investimentos levaram (será que isso vai virar moda?).
Flipper: investidor especializado em comprar ações no seu IPO e vender rapidamente, adquirindo altos rendimentos através de especulação financeira, e podem ocasionar baixa no preço das ações nos seus primeiros momentos.
O que isso muda de fato para os investidores?
Aparentemente nada além do fato de ter ainda mais informações disponíveis. A principal fonte de receita da Holding são as taxas de emolumentos, mas elas não devem sofrer aumentos. A estratégia é outra, e está voltada para os seguintes pontos:- Ampliar o número de empresas de capital aberto nacionais e estrangeiros;
- Ampliar o número de investidores individuais e estrangeiros;
- Buscar a diversificação das receitas, gerando novos produtos, comercializando informações e licenciando softwares;
- Ampliar atuação no território nacional;
- Racionalizar os custos e maximizar a alavancagem operacional.
Olhos agora na BM&F, que será a próxima!
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ADEUS BANCO REAL
Publicado em 25.10.2007 por César França em Economia
O grupo ABN AMRO (Holandês) anunciou por esses dias a sua venda a um consórcio formado por três bancos. Entre eles, o Santander (Espanhol), que ficará com o brasileiro Banco Real.
Com uma história de 85 anos no Brasil, o Banco Real estava à venda pelo ABN AMRO desde o início deste ano.O ABN Amro tem operações em 53 países e valor de mercado de US$ 86 bilhões. Os holandeses compraram o Banco Real em 1998 por US$ 2 bilhões. No final do ano passado, a instituição tinha 31 mil funcionários e 1.095 agências. O lucro líquido alcançou R$ 2 bilhões em 2006, uma alta de 43% sobre o ano anterior.
* Portal ExameAgora o grupo Santander, que já era um dos dez maiores bancos do mundo (em patrimônio líquido), no Brasil ficaria atrás apenas do Banco do Brasil e do Itaú, considerando seu Ativo Total – que é o que vale pra fazer o ranking no Brasil. Em patrimônio, continuaria em 4o. lugar, atrás também do Bradesco, mas bem pertinho do BB.

O grupo Santander anunciou por esses dias que trabalhará com marca única no Brasil. Ou seja, adeus Banco Real e adeus Banespa. A unificação das marcas está estimada para acontecer dentro de três anos. Enquanto isso nada muda.E os espanhóis já avisaram: o foco deles é quantidade (e não qualidade) de atendimento – igual aos seus principais concorrentes Bradesco e Itaú. Por causa disso estimam perder entre 3% e 5% dos clientes do Banco Real. Quem deve se beneficiar com isso provavelmente é o Unibanco, que deve correr atrás de fusões também.
Alguns analistas dizem que – com a concentração dos bancos – a concorrência tende a diminuir e as tarifas e taxas de juros permanecerão altas e estáveis.
Eu prefiro acreditar na outra tese de que a agressividade dos espanhóis, pela briga do primeiro lugar, vai nos trazer boas propostas.Colocar código do AdSense
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PRÊMIO NOBEL DE ECONOMIA
Publicado em 15.10.2007 por César França em Economia
Em 1994, um carinha chamado John Forbes Nash Jr. e seus parceiros foram premiados com o “The Sveriges Riksbank Prize in Economic Sciences in Memory of Alfred Nobel“, conhecido popularmente (contra a vontade de alguns) por “Prêmio Nobel“.
Eles foram premiados por realizarem uma análise pioneira do equilíbrio na teoria dos jogos não-cooperativos (1950).
Em resumo, o teorema de Nash enuncia que em qualquer jogo não cooperativo para n pessoas no qual cada jogador dispõe de um número finito de estratégias puras tem, pelo menos, um conjunto de estratégias de equilíbrio.
Isso significa que concorrentes podem pode gerar mais valor para si mesmo se concordarem em cooperar — pelo menos parcialmente — do que se insistirem em enfrentarem-se uns aos outros.Atualmente a teoria de Nash é utilizada em peso no mercado financeiro, mesmo que sem sentir, como são exemplos os Clubes de Investimentos ou da disponibilização de análises de mercado gratuitas na internet.
Pensem bem… o que estas pessoas ganham fazendo coisas como isso?A biografia de John Nash foi contada no livro e no filme de mesmo nome: Uma Mente Brilhante, que rendeu oito indicações e quatro premiações ao Oscar em 2002, além de outros prêmios menos badalados.
No site do prêmio tem um vídeo com uma entrevista de 29 minutos concedida por John Nash que vale a pena ser vista.
Desde então não acontece alguma descoberta realmente interessante no campo das Ciências Econômicas para quem é cientificamente “leigo” em macroeconomia, econométrica, finanças públicas ou outros temas premiados.
[Ficaria muito feliz, inclusive, se alguém comentasse esse post, ou enviasse e-mail, me desmentindo e mostrando exemplos do cotidiano onde podem ser percebidas as outras teorias. De verdade!]Este ano quem levou o Nobel de Economia foi o trio de americanos Leonid Hurwicz, Erik Maskin e Roger Myerson, por terem “estabelecido as bases da teoria do design de mecanismos”.
A teoria do desenho de mecanismos é usada para estabelecer regras para que determinado jogo chegue a um resultado específico. Para isso, é criada uma estrutura pela qual cada jogador é recompensado por se comportar da forma esperada pelos inventores das regras. Assim, o jogo termina chegando a um resultado específico desejado previamente. Entre os principais objetivos pretendidos pelos inventores desses mecanismos está o balanço de orçamentos e o bem estar social, daí sua importância para a economia.
IG – Último SegundoPara saber mais sobre as premiações anteriores, veja no site do próprio prêmio.
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ÍNDICE BIG MAC
Publicado em por Rafael Seabra em Câmbio, Economia

Nas últimas semanas, os exportadores brasileiros ganharam um argumento improvável em sua luta por uma taxa de câmbio mais competitiva — o preço do Big Mac, carro-chefe da rede de lanchonetes McDonald’s. O sanduíche é usado para compor uma estranha, e surpreendentemente bem-sucedida, fórmula para tentar aferir qual deveria ser o verdadeiro valor do câmbio em vários países, independentemente dos humores de curto prazo do mercado. No início apenas uma brincadeira dos editores da revista britânica The Economist, o índice Big Mac, inventado há mais de 20 anos, acabou se firmando como um bom indicador de longo prazo para as diferentes moedas. A idéia é que, ao comparar o preço do sanduíche mais popular do mundo, produzido exatamente da mesma maneira e com os mesmos ingredientes em 120 países, é possível captar o valor correto de cada moeda. Desde o início de 1999, quando o câmbio brasileiro passou a flutuar livremente, o índice Big Mac vinha mostrando um dólar excessivamente caro, especialmente durante os períodos de maior instabilidade no Brasil. Do início de 2007 para cá, no entanto, o Big Mac começou a avisar o oposto: que o real é que está valorizado. A mensagem ganhou força com os recordes de valorização atingidos nas últimas semanas. Segundo o índice mais recente, o correto seria o dólar custar 2,02 reais — e não 1,83, como chegou a valer no dia 28 de setembro, quando foi fechada esta edição. A diferença significa que o real, naquela data, estava 10% mais valorizado que o ideal apontado pelo Big Mac.Entenda o índice O índice Big Mac parte do princípio de que, por ser feito da mesma forma em 120 países, o sanduíche deveria ter em cada país o mesmo preço em dólares cobrado nos Estados Unidos. A diferença de preço indica se há valorização ou desvalorização do câmbio O Big Mac custa: Nos Estados Unidos
US$ 3,41No Brasil
R$ 6,90No dia 28 de setembro, o dólar estava cotado em… R$ 1,83 …por essa cotação, o sanduíche feito no Brasil valia… US$ 3,77 …ou seja, 10% mais do que os 3,41 dólares cobrados nas lanchonetes nos Estados Unidos. Portanto, o valor do dólar, segundo o índice, deveria ser 10% maior, ou R$ 2,02 Fonte: Revista Exame
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