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	<title>Quero Ficar Rico &#187; Economia</title>
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	<description>Blog sobre Economia, Finanças Pessoais e Investimentos</description>
	<lastBuildDate>Wed, 23 May 2012 05:53:05 +0000</lastBuildDate>
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		<title>Finanças Comportamentais</title>
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		<pubDate>Thu, 17 May 2012 00:33:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>César Tibúrcio</dc:creator>
				<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[dan ariely]]></category>
		<category><![CDATA[finanças comportamentais]]></category>
		<category><![CDATA[positivamente irracional]]></category>
		<category><![CDATA[previsivelmente irracional]]></category>

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		<description><![CDATA[Quando uma pessoa vai comer um sanduíche no fast-food o atendente pergunta se gostaria de um refrigerante pequeno, médio ou grande. Esta escolha aparentemente inocente esconde uma armadilha. As pessoas acham exagerado optar pelo tamanho maior, mas a opção pequena &#8230; <a href="http://queroficarrico.com/blog/2012/05/16/financas-comportamentais/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a><p></p>
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			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignleft size-full wp-image-5684" title="Finanças Comportamentais" src="http://queroficarrico.com/blog/wp-content/uploads/2012/05/financas-comportamentais.jpg" alt="Finanças Comportamentais" width="180" height="180" />Quando uma pessoa vai comer um sanduíche no fast-food o atendente pergunta se gostaria de um refrigerante pequeno, médio ou grande. Esta escolha aparentemente inocente esconde uma armadilha.</p>
<p>As pessoas acham exagerado optar pelo tamanho maior, mas a opção pequena também não é muito agradável e a escolha recai para o tamanho médio.</p>
<p>Este mesmo tipo de escolha ocorre quando um consumidor vai comprar um automóvel. As opções variam de um modelo simples, sem nenhum opcional, até um modelo mais sofisticado, com muitos adicionais, alguns de utilidade questionável. Mas o consumidor pode escolher modelos intermediários, com alguns opcionais.</p>
<p><span id="more-5683"></span></p>
<p>Novamente a decisão do modelo do automóvel esconde a mesma armadilha do refrigerante do fast-food. Em ambos os casos são oferecidas diversas opções, para induzir o consumidor a escolher a alternativa intermediária, evitando que a opção seja pelo produto mais barato.</p>
<p>Tanto a rede de alimentação quanto a montadora colocam nas alternativas um padrão extremo para induzir o consumidor por um produto intermediário.</p>
<p>Este tipo de armadilha tem sido objeto de estudo por parte da chamada finanças comportamental.</p>
<h3>Breve introdução sobre Finanças Comportamentais</h3>
<p>No passado, a teoria que estudava as finanças partia do suposto de que as pessoas eram totalmente racionais. Esta simplificação do ser humano foi muito útil para desenvolver alguns conceitos importantes.</p>
<p>Entretanto, a partir da década de setenta, alguns cientistas começaram a perceber que as pessoas não são racionais. Mais ainda, que o próprio mercado, denominado de eficiente pelos estudiosos de finanças, não funcionava sempre de maneira perfeita.</p>
<p>Os estudos começaram a perceber que existiam situações onde predominava a irracionalidade. Estes estudos muitas vezes criavam situações para mostrar que o ser humano é influenciado pelas opções que são apresentadas, como é o caso do refrigerante e do automóvel.</p>
<p>As descobertas obtidas pelas finanças comportamentais continuaram a acontecer ao longo dos últimos anos.</p>
<p>Hoje sabemos que o mercado acionário pode ser influenciado pelo resultado do futebol ou pelo clima que acontece lá fora. Conhecemos que as pessoas possuem um grande apego aos seus bens, mais do que deveria. Que preferimos não perder a ganhar quando fazemos um investimento. E assim por diante.</p>
<p>Conhecer finanças comportamentais ajuda a escapar de armadilhas. Talvez na próxima vez que você for a um fast-food sua decisão será pelo copo de refrigerante pequeno, não pelo médio.</p>
<h3>Leitura complementar</h3>
<p>Existem em língua portuguesa diversos livros e artigos sobre finanças comportamentais. Para começar a aprofundar no assunto sugerimos os dois livros de um pesquisador chamado <strong>Dan Ariely</strong>: <strong><a title="Previsivelmente Irracional" href="http://www.submarino.com.br/produto/1/21341901/previsivelmente+irracional?franq=261364" target="_blank">Previsivelmente Irracional</a></strong> e <strong><a title="Positivamente Irracional" href="http://www.submarino.com.br/produto/1/21872015/positivamente+irracional?franq=261364" target="_blank">Positivamente Irracional</a></strong>. São livros de fácil leitura e que deve agradar a todos.</p>
<p></p>
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		<title>O que é spread bancário?</title>
		<link>http://queroficarrico.com/blog/2012/05/03/o-que-e-spread-bancario/</link>
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		<pubDate>Thu, 03 May 2012 11:23:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rafael Seabra</dc:creator>
				<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[depósito compulsório]]></category>
		<category><![CDATA[Impostos]]></category>
		<category><![CDATA[inadimplência]]></category>
		<category><![CDATA[juros abusivos]]></category>
		<category><![CDATA[spread bancário]]></category>
		<category><![CDATA[taxa de juros]]></category>

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		<description><![CDATA[Sempre que lemos notícias sobre os juros abusivos cobrados pelos bancos ou até mesmo sobre a recente redução das taxas de juros nos bancos públicos (e alguns privados), ouvimos falar também sobre o spread bancário. Mas, afinal, o que é &#8230; <a href="http://queroficarrico.com/blog/2012/05/03/o-que-e-spread-bancario/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a><p></p>
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			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignleft size-full wp-image-5655" title="O que é spread bancário?" src="http://queroficarrico.com/blog/wp-content/uploads/2012/05/spread-bancario.jpg" alt="O que é spread bancário?" width="180" height="180" />Sempre que lemos notícias sobre os <a title="Juros abusivos" href="http://queroficarrico.com/blog/2010/07/13/juros-extorsivos-ate-onde-o-endividamento-e-culpa-nossa/" target="_blank">juros abusivos</a> cobrados pelos bancos ou até mesmo sobre a recente <a title="Redução das taxas de juros" href="http://queroficarrico.com/blog/2012/04/09/reducao-das-taxas-de-juros-na-caixa-e-banco-do-brasil/" target="_blank">redução das taxas de juros</a> nos bancos públicos (e alguns privados), ouvimos falar também sobre o <strong><em>spread</em> bancário</strong>.</p>
<p>Mas, afinal, o que é <strong><em>spread</em> bancário</strong>?</p>
<p>O objetivo deste artigo é explicar o que é spread bancário, apresentar a decomposição deste spread no Brasil e como ele poderia ser reduzido.</p>
<h3><span id="more-5652"></span>Spread bancário</h3>
<p><strong><em>Spread</em> bancário</strong> é a diferença entre a remuneração que o banco <strong>paga</strong> ao aplicador para <strong>captar</strong> um recurso e o quanto esse banco <strong>cobra</strong> para <strong>emprestar</strong> o mesmo dinheiro.</p>
<p>O cliente que deposita dinheiro no banco, em poupança ou outra aplicação, está de fato fazendo um empréstimo ao banco. Portanto o banco remunera os depósitos de clientes a uma certa taxa de juros (chamada taxa de juros de captação ou simplesmente <strong>taxa de captação</strong>).</p>
<p>Analogamente, quando o banco empresta dinheiro a alguém, cobra uma <strong>taxa pelo empréstimo</strong> &#8211; uma taxa que será certamente <strong>superior</strong> à taxa de captação. A <strong>diferença entre as duas taxas</strong> é o chamado <em>spread</em> bancário.</p>
<h3>Decomposição do spread bancário</h3>
<p>Enquanto o governo (e boa parte da população) coloca a culpa do alto spread bancário nos <strong>lucros exorbitantes</strong> dos bancos, estes se defendem por conta da alta inadimplência e do depósito compulsório (<a title="O que é depósito compulsório?" href="http://queroficarrico.com/blog/2010/02/26/o-que-e-o-deposito-compulsorio/" target="_blank">o que é depósito compulsório?</a>).</p>
<p>No final das contas, quem está com a razão?</p>
<p>Para termos essa resposta, vamos recorrer ao <strong>Relatório de Economia Bancária e Crédito &#8211; 2010</strong>, que pode ser encontrado na <a href="http://bcb.gov.br/?SPREAD" target="_blank">página de Juros e Spread Bancário</a> do Banco Central.</p>
<p>Apesar dos dados mais recentes serem apenas de 2010, ainda assim é possível tirar ótimas conclusões sobre o assunto.</p>
<p>Analisemos a tabela abaixo:</p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-5653" title="Decomposição do spread bancário" src="http://queroficarrico.com/blog/wp-content/uploads/2012/05/decomposicao-spread-bancario.png" alt="Decomposição do spread bancário" width="590" height="182" /></p>
<p>É possível que, em 2010, a taxa média de aplicação (taxa de juros cobrada pelos bancos) foi <strong>39,70%</strong>, enquanto a taxa média de captação (taxa de juros que os bancos ofereceram aos clientes) foi apenas <strong>11,83%</strong>.</p>
<p>O resultado dessa conta é um <em>spread</em> bancário de <strong>27,87%</strong> (39,70 &#8211; 11,83).</p>
<p>Como pode ser visto sem dificuldades, a maior parcela do spread bancário vem <strong>Margem Bruta, Erros e Omissões</strong> (lucro dos bancos), muito superior, por exemplo, à <strong>inadimplência</strong> e ao <strong>compulsório</strong>.</p>
<p>Não é difícil concluir que nós estamos corretos em afirmar que a culpa das altas taxas é da ganância dos bancos, e que a inadimplência e o compulsório têm um impacto muito menor do que os bancos alegam.</p>
<p>Para ilustrar ainda melhor, vamos observar a mesma tabela em termos percentuais:</p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-5654" title="Decomposição do spread bancário (%)" src="http://queroficarrico.com/blog/wp-content/uploads/2012/05/decomposicao-spread-bancario-percentual.png" alt="Decomposição do spread bancário (%)" width="590" height="154" /></p>
<p>Fica ainda mais claro o impacto do lucro dos bancos na &#8220;culpa&#8221; dos altos juros. <strong>Mais da metade</strong> do <strong>spread</strong> bancário (exatos 54,62%) é referente ao lucro dos bancos.</p>
<p>Outra informação muito relevante: enquanto o <strong>Custo Administrativo</strong> caiu quase 40% (de 20,42% para 12,56%, o <strong>Compulsório</strong> teve uma redução de quase 60% (de 9,40% para 4,08%) e a <strong>Inadimplência</strong> manteve-se praticamente estável, a <strong>Margem Bruta</strong> passou de <strong>45,89% para 54,62%</strong>, entre 2004 e 2010.</p>
<h3>Conclusão</h3>
<p>A primeira e mais óbvia: a maior parte da culpa pelos juros altos é dos bancos. Isso é inegável, pois os números não mentem.</p>
<p>Então o que fazer para reduzir o <em>spread</em> bancário?</p>
<p>Por saber que a culpa é do lucro, o governo recentemente decidiu <a title="Redução das taxas de juros na Caixa e Banco do Brasil" href="http://queroficarrico.com/blog/2012/04/09/reducao-das-taxas-de-juros-na-caixa-e-banco-do-brasil/" target="_blank">reduzir as taxas de juros cobradas pelos bancos públicos (Caixa e Banco do Brasil)</a>, para estimular a concorrência e &#8220;forçar&#8221; os bancos privados a fazerem o mesmo. E pelo visto isso tem dado certo, já que vários bancos também anunciaram reduções.</p>
<p>Entretanto será que outras medidas poderiam ser tomadas para reduzir ainda mais o spread bancário? Acredito que sim. Vamos a algumas:</p>
<ul>
<li>&#8220;Apertar o cinto&#8221; na análise do crédito, para diminuir os empréstimos a maus pagadores e <strong>reduzir a inadimplência</strong>;</li>
<li>&#8220;Afrouxamento&#8221; do compulsório, permitindo que os bancos fiquem com mais dinheiro para operar e <strong>reduzindo o impacto do compulsório no spread</strong>;</li>
<li><strong>Redução dos impostos</strong>, pois não adianta aumentá-los para &#8220;morder&#8221; o lucro dos bancos, se estes sempre repassam os impostos aos clientes.</li>
</ul>
<p>Acredito que essas medidas poderiam reduzir ainda mais as taxas de juros cobradas no Brasil, uma das mais altas do mundo, por sinal.</p>
<p>Por fim, finalizo este artigo com a belíssima conclusão de Luis Nassif, no excelente artigo &#8216;<a title="A nova etapa da competição bancária" href="http://www.advivo.com.br/blog/luisnassif/a-nova-etapa-da-competicao-bancaria" target="_blank">A nova etapa da competição bancária</a>&#8216;:</p>
<blockquote><p><em>Nos próximos anos, crescerão os bancos que conseguirem <strong>popularizar o varejo</strong>, atender à imensa legião desbancarizada e aos exército de novos empreendedores, que se seguirá à ascensão da nova classe C, a criar ferramentas de captação que compensem a queda de juros da poupança, a avançar nas novas regiões de crescimento dinâmico.</em></p>
<p><em>Será a maneira do setor bancário recuperar a legitimidade perdida, a ter uma função econômica relevante, <strong>garantindo seus lucros através dos ganhos de escala – não dos spreads escandalosos</strong>.</em></p></blockquote>
<p>Quer tirar alguma dúvida ou simplesmente compartilhar sua opinião? <strong>Deixe um comentário</strong>.</p>
<p></p>
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		</item>
		<item>
		<title>Entenda o risco ao investir em CDB de bancos menores</title>
		<link>http://queroficarrico.com/blog/2011/12/05/entenda-o-risco-ao-investir-em-cdb-de-bancos-menores/</link>
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		<pubDate>Mon, 05 Dec 2011 03:30:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rafael Seabra</dc:creator>
				<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[banco panamericano]]></category>
		<category><![CDATA[banco santos]]></category>
		<category><![CDATA[banco schahin]]></category>
		<category><![CDATA[bancos menores]]></category>
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		<category><![CDATA[fgc]]></category>
		<category><![CDATA[garantia]]></category>

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		<description><![CDATA[Uma das coisas mais importantes que um investidor deve saber é que não existe retorno sem risco, ou seja, quanto maior (menor) o risco de um determinado investimento, maior (menor) o retorno esperado. O problema é que, apesar de muitos &#8230; <a href="http://queroficarrico.com/blog/2011/12/05/entenda-o-risco-ao-investir-em-cdb-de-bancos-menores/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a><p></p>
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			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignleft size-full wp-image-5253" title="Entenda o risco ao investir em CDB de bancos menores" src="http://queroficarrico.com/blog/wp-content/uploads/2011/12/investimento-risco.jpg" alt="Entenda o risco ao investir em CDB de bancos menores" width="180" height="180" />Uma das coisas mais importantes que um investidor deve saber é que <strong>não existe retorno sem risco</strong>, ou seja, quanto maior (menor) o risco de um determinado investimento, maior (menor) o retorno esperado.</p>
<p>O problema é que, apesar de muitos entenderem a <a title="relação risco e retorno" href="http://queroficarrico.com/blog/2010/04/23/entenda-a-relacao-risco-x-retorno/" target="_blank">relação risco e retorno</a>, boa parte desses investidores não levam em consideração o risco do investimento no momento de decidir onde aplicar seu dinheiro.</p>
<p>O objetivo deste artigo é explicar o risco existente ao investir em <a title="CDB" href="http://queroficarrico.com/blog/2011/04/06/o-que-e-cdb-certificado-de-deposito-bancario/" target="_blank">CDB</a> de bancos pequenos, mostrar casos recentes de intervenção do <a href="http://www.fgc.org.br/" target="_blank">Fundo Garantidor de Crédito</a> (FGC) para salvar alguns bancos e explicar como funciona a garantia do FGC para pequenos investidores.</p>
<h3><span id="more-5252"></span>Por que investir em CDB de bancos menores é mais arriscado?</h3>
<p>Vou tentar responder essa questão com outra pergunta: <em>se o Banco do Brasil e o (hipotético) Banco XPTO oferecessem um CDB com a mesma rentabilidade, em qual você investiria?</em></p>
<p>Não tem muito o que pensar: CDB do Banco do Brasil. Até porque não faz sentido investir num <a title="CDB" href="http://queroficarrico.com/blog/2011/04/06/o-que-e-cdb-certificado-de-deposito-bancario/" target="_blank">CDB</a> de um banco &#8220;desconhecido&#8221; se existe um banco de grande porte que oferece a mesma rentabilidade. Fácil, não é?</p>
<p>Pronto. Aí reside o primeiro problema dos bancos menores. Para conseguir captar recursos, essas instituições precisam oferecem CDBs com <strong>rentabilidade superior</strong> aos CDBs dos bancos maiores, para compensar esse risco para o investidor.</p>
<p>E a situação se agrava em momentos de crise financeira. Com medo da crise, a maioria dos investidores resgata seu dinheiro das aplicações mais arriscadas (dentre elas, CDBs de bancos menores) e os bancos pequenos, para continuar captando recursos, têm que oferecer rentabilidades ainda maiores que o habitual.</p>
<p>E é aí que mora outro problema: em plena crise financeira, eles têm que pagar ainda mais caro para captar recursos. E essa bola de neve pode levar até à quebra da instituição, fazendo com que o investidor que ainda estiver com dinheiro aplicado perca muito dinheiro.</p>
<h3>Casos recentes</h3>
<p>A última grande &#8220;quebra&#8221; de banco brasileiro foi o <strong><a title="Banco Santos" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Banco_Santos" target="_blank">Banco Santos</a></strong>. O banco sofreu intervenção do Banco Central em novembro de 2004, por um suposto &#8220;rombo&#8221; de R$ 700 milhões, e teve sua falência decretada em 20 de setembro de 2005. Após a intervenção, o débito do banco foi recalculado e o BC descobriu que o rombo, na verdade, era superior a R$ 2,2 bilhões.</p>
<p>Mas se engana quem pensa que essa situação foi um caso isolado e que &#8220;faz mais de 6 anos que um banco não sofre alguma forma de intervenção&#8221;. Dentre os casos mais recentes, certamente o do <a title="caso banco Panamericano" href="http://queroficarrico.com/blog/2010/11/11/entenda-o-caso-banco-panamericano/" target="_blank">Banco PanAmericano</a> deve ser o mais conhecido.</p>
<p>Entretanto, pelo menos três outros casos merecem destaque: <strong>bancos Morada, Matone e Schahin</strong>.</p>
<p>O <strong>Banco Morada</strong>, por sinal, foi <a href="http://g1.globo.com/economia/negocios/noticia/2011/10/bc-decreta-liquidacao-do-banco-morada-25.html" target="_blank">o primeiro banco a ter liquidação decretada pelo BC desde o Banco Santos</a>. E isso ocorreu em <strong>outubro deste ano</strong>.</p>
<p>Já no caso do <strong>Banco Matone</strong>, que foi noticiado em <strong>março deste ano</strong> como <a href="http://g1.globo.com/economia/negocios/noticia/2011/03/banco-jbs-da-familia-batista-e-banco-matone-anunciam-fusao.html" target="_blank">uma &#8220;fusão&#8221; entre ele e o Banco JBS</a>, o que ocorreu na verdade foi um resgate, para que o banco não quebrasse. O <strong>FGC</strong> emprestou cerca de <strong>850 milhões de reais</strong>, o equivalente ao <strong>rombo encontrado</strong> nas contas do Matone, e o JBS capitalizou o banco com <strong>1 bilhão de reais</strong>, para fazer o novo banco funcionar.</p>
<p>Por fim, o <a href="http://oglobo.globo.com/economia/bmg-compra-banco-schahin-por-230-milhoes-2790587" target="_blank">Banco Schahin foi comprado pelo Banco BMG por R$ 230 milhões</a>. Mas, na verdade, o banco mineiro BMG foi capitalizado em <strong>1,5 bilhão de reais</strong>, principalmente para cobrir o <strong>rombo do Banco Schahin</strong>, comprado em abril.</p>
<h3>Garantia do FGC</h3>
<p>No artigo &#8220;<strong><a title="E se meu banco quebrar?" href="http://queroficarrico.com/blog/2008/10/29/e-se-meu-banco-quebrar/" target="_blank">E se meu banco quebrar?</a></strong>&#8220;, expliquei com detalhes como funciona a garantia oferecida pelo FGC. Em poucas palavras, o Fundo garante que, se um determinado banco quebrar, cada cliente receberá o dinheiro que estiver na <strong>conta corrente, poupança ou CDB</strong> (entre outros) até o <strong>limite de R$ 70 mil</strong>. Caso o cliente tenha um valor acima desse montante, é perdido.</p>
<p>No entanto, para não ter que salvar uma grande quantidade de clientes em caso de quebras, o FGC tem optado por salvar os bancos, oferecendo crédito para que outros bancos comprem instituições financeiras insolventes.</p>
<p>Pouca gente sabe, mas <a href="http://veja.abril.com.br/noticia/economia/fundo-garantidor-ja-deu-r-7-5-bi-a-bancos-pequenos" target="_blank">foi noticiado que o Fundo Garantidor de Crédito já deu mais de R$ 7,5 bilhões para salvar bancos pequenos</a> nos últimos anos. Somados apenas os resgates do Matone e Schahin, chega-se ao montante de <strong>R$ 2,35 bilhões</strong>.</p>
<h3>Conclusão</h3>
<p>É preciso ter muita cautela ao optar por investir em CDBs (ou qualquer outra aplicação) de bancos menores. O risco desse investimento é muito maior que <a title="investir em títulos públicos" href="http://queroficarrico.com/blog/2011/06/14/alcance-seus-objetivos-investindo-em-titulos-publicos/" target="_blank">investir em títulos públicos</a> ou em <a title="CDBs de grandes bancos" href="http://queroficarrico.com/blog/2011/11/24/melhores-cdbs-dos-grandes-bancos/" target="_blank">CDBs de grandes bancos</a>, por exemplo.</p>
<p>E, se após uma avaliação, você optar por investir nesses CDBs, atente-se ao <strong>limite de R$ 70 mil</strong>. É importante saber que esse limite é <strong>por CPF e por instituição financeira</strong>. Isso significa que se você investir R$ 70 mil no Banco A + R$ 70 mil no Banco B + R$ 70 mil no Banco C, terá R$ 210 mil garantido pelo FGC.</p>
<p>Saiba usar essa garantia a seu favor.</p>
<p></p>
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		<title>Entenda a crise mundial de 2011</title>
		<link>http://queroficarrico.com/blog/2011/09/23/crise-mundial-2011/</link>
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		<pubDate>Sat, 24 Sep 2011 02:17:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Diogo Velho Barreto</dc:creator>
				<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[crise econômica]]></category>
		<category><![CDATA[crise financeira]]></category>
		<category><![CDATA[crise mundial 2011]]></category>
		<category><![CDATA[grécia]]></category>

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		<description><![CDATA[Será mesmo que vivemos uma nova crise? Ou é apenas uma crise continuada de 2008? A verdade é que não importa se é ou não a mesma, mas sim qual a magnitude que os atuais problemas irão trazer. Grécia é &#8230; <a href="http://queroficarrico.com/blog/2011/09/23/crise-mundial-2011/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a><p></p>
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignleft size-full wp-image-5062" title="Entenda a crise mundial de 2011" src="http://queroficarrico.com/blog/wp-content/uploads/2011/09/crise-grecia.jpg" alt="Entenda a crise mundial de 2011" width="160" height="180" />Será mesmo que vivemos uma nova crise? Ou é apenas uma crise continuada de 2008? A verdade é que não importa se é ou não a mesma, mas sim qual a magnitude que os atuais problemas irão trazer.</p>
<p>Grécia é a bola da vez não apenas pela magnitude de seu problema, mas porque está na iminência de dizer: “devo, não nego e não pago nem quando puder”. Em resumo, um calote. Resta saber o tamanho dele. Fala-se em metade da dívida. Algo como 175 bilhões de EUROS. Nos próximos dias saberemos na verdade como será feito.</p>
<p>Para entendermos melhor, voltemos no tempo. A <a title="Crise financeira de 2008" href="http://queroficarrico.com/blog/2008/10/08/entenda-a-crise-financeira/" target="_blank"><strong>crise financeira de 2008</strong></a> foi gerada por uma bolha imobiliária americana. Ok, mas como funcionou exatamente?</p>
<h3><span id="more-5061"></span>Crise de 2008</h3>
<p>Os bancos emprestaram dinheiro para pessoas que não tinham condições de pagar o financiamento. O famoso subprime. A quantidade de dinheiro emprestado pelos bancos era tão grande que quando as pessoas se viram sem condições de pagar os empréstimos, vários bancos foram quebrando. E como o mercado financeiro é globalizado, vários bancos sentiram. E os governos socorreram.</p>
<p>Ações coordenadas pelos bancos centrais do mundo inteiro evitaram o colapso do sistema financeiro mundial. Várias instituições foram resgatadas. As maiores do mundo, como o CITIGROUP.</p>
<h3>Crise mundial de 2011</h3>
<p>Mas agora o problema é outro! Os próprios países estão extremamente endividados. Portugal, Irlanda, Itália, Grécia e Espanha têm dívidas colossais. <a title="Itália deve 120% do seu PIB" href="http://www.agenciafinanceira.iol.pt/economia-mundial/italia-crise-divida-zona-euro-berlusconi-agencia-financeira/1282933-5206.html">Itália deve 120% de seu PIB</a>.</p>
<p>Há ainda um agravante. A Europa está estagnada. É um continente de idade avançada da população. Desemprego está alto o que dificulta o crescimento econômico. Quem resgata hoje os estados? Quem sofrerá com um calote da dívida grega? Bancos franceses e alemães têm boa parte da dívida. Eles sofreriam prejuízos enormes em seus balanços. Poderíamos então ter um efeito dominó. Bancos novamente quebrando e estados sem recursos para resgatá-los. O pior dos mundos.</p>
<p>Para agravar mais a situação, a maior economia mundial, os Estados Unidos, não conseguem engrenar. Os estímulos não estão funcionando e o desemprego não é reduzido. Novos estímulos estão sendo anunciados, mas o ceticismo é grande diante do que realmente vai acontecer com os novos pacotes americanos.</p>
<h3>E o Brasil?</h3>
<p>No âmbito nacional, vivemos um momento diferente. Brasil é a bola da vez. Copa do Mundo, Olimpíadas, etc. O que gosto de frisar é que podemos ter uma relação dívida/PIB igual a Européia se não focarmos no hoje. O nome disso?</p>
<p>Superávit primário. Essa é a maquiagem. O Brasil fala hoje que gasta menos do que arrecada. Uma verdade. Porém, quando nesta conta entra os juros, o Brasil precisa injetar mais dinheiro. Ou seja, emitir mais dívida. Isso é uma bola de neve que precisa ser estancada no começo do problema para não termos o mesmo fim Europeu.</p>
<p></p>
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		<title>Proteja seus investimentos da inflação</title>
		<link>http://queroficarrico.com/blog/2011/09/22/proteja-seus-investimentos-da-inflacao/</link>
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		<pubDate>Thu, 22 Sep 2011 03:30:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rafael Seabra</dc:creator>
				<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Dividendos]]></category>
		<category><![CDATA[fundos imobiliários]]></category>
		<category><![CDATA[igp-m]]></category>
		<category><![CDATA[Imóveis]]></category>
		<category><![CDATA[índices de inflação]]></category>
		<category><![CDATA[inflação]]></category>
		<category><![CDATA[ipca]]></category>
		<category><![CDATA[títulos públicos]]></category>

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		<description><![CDATA[Apesar de alguns investidores equivocadamente não levarem em consideração o impacto da inflação em seus investimentos, este não pode ser desprezado de forma alguma. Afinal um investimento só é realmente rentável se alcançar um ganho real (acima da inflação). Expliquei &#8230; <a href="http://queroficarrico.com/blog/2011/09/22/proteja-seus-investimentos-da-inflacao/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a><p></p>
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			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignleft size-full wp-image-5055" title="Proteja seus investimentos da inflação" src="http://queroficarrico.com/blog/wp-content/uploads/2011/09/protecao-inflacao.jpg" alt="Proteja seus investimentos da inflação" width="139" height="180" />Apesar de alguns investidores equivocadamente não levarem em consideração o impacto da inflação em seus investimentos, este não pode ser desprezado de forma alguma. Afinal um investimento só é realmente rentável se alcançar um ganho real (acima da inflação).</p>
<p>Expliquei no artigo &#8220;<strong><a href="http://queroficarrico.com/blog/2010/12/17/saiba-como-calcular-o-impacto-da-inflacao-nos-investimentos/" target="_blank">Saiba como calcular o impacto da inflação nos investimentos</a></strong>&#8221; como fazer essas contas e descobrir a taxa de juros real do seu investimento. Para mostrar o importante é o ganho real (e não o nominal), faço a seguinte pergunta: <em>nos últimos 12 meses (agosto/2010 a julho/2011), você preferiria ter investido a uma taxa de 10% a.a. no Brasil ou 7% a.a. nos EUA</em>?</p>
<p>Para responder a essa pergunta, precisamos saber quanto foi a inflação no Brasil e nos EUA nesse período. A <strong>inflação americana</strong> nos últimos 12 meses foi <strong>3,60%</strong> (julho/2011) e a <strong>inflação brasileira</strong> nos últimos 12 meses foi <strong>6,87%</strong> (julho/2011). Com esses dados, fica fácil: enquanto na aplicação nacional você teria um ganho real de <strong>2,93%</strong>, ao investir na aplicação americana teria ganho <strong>3,28%</strong>. Apesar da taxa nominal americana ser inferior à taxa brasileira (7% a.a. contra 10% a.a.), a taxa de juros real (que é a mais importante) seria maior.</p>
<p>Entendido como se calcula o impacto da inflação nos investimentos, a próxima missão e <strong>proteger seus investimentos da inflação</strong>. O objetivo deste artigo é mostrar algumas alternativas de investimento que garantem um ganho real para o investidor.</p>
<h3><span id="more-5052"></span>Quais aplicações oferecem um ganho real para o investidor?</h3>
<p>No artigo &#8220;<strong><a href="http://queroficarrico.com/blog/2011/05/18/inflacao-imposto-mais-caro-que-pagamos/" target="_blank">Inflação: &#8216;imposto&#8217; mais caro que pagamos</a></strong>&#8220;, expliquei detalhadamente o que é inflação, quais os principais índices inflacionários e qual o problema da indexação. Além disso, citei três modalidade de investimentos indexadas à inflação: <strong>títulos públicos</strong> (indexados ao IPCA), <strong>ações</strong> (com foco em dividendos) e <strong>imóveis</strong> (aluguel é indexado ao IGP-M).</p>
<p>O intuito agora é detalhar como cada uma das modalidades acima se beneficia da inflação e oferece rentabilidade real para o investidor.</p>
<h3>Títulos públicos</h3>
<p>Dentre os títulos públicos oferecidos pelo Tesouro Direto, existem dois que são indexados ao IPCA: NTN-B e NTN-B Principal. Como o IPCA é um <strong><a href="http://queroficarrico.com/blog/2010/11/09/conheca-os-principais-indices-de-inflacao/" target="_blank">índice inflacionário</a></strong>, investir nestes títulos garante que sua rentabilidade estará protegida da inflação.</p>
<p>Em 21/09/2011, a taxa de compra da NTN-B 150515 era <strong>5,21%</strong>. Isso significa que esse título oferece a rentabilidade de IPCA + 5,21% a.a. Se o IPCA permanecesse em 6,78%, a taxa nominal deste título seria <strong>12,34% ao ano</strong>.</p>
<p>Para saber mais sobre esses títulos, recomendo a leitura do artigo abaixo:</p>
<ul>
<li><a href="http://queroficarrico.com/blog/2010/07/06/titulos-publicos-indexados-a-inflacao/" target="_blank"><strong>Títulos públicos indexados à inflação</strong></a></li>
</ul>
<h3>Ações de empresas que pagam bons dividendos</h3>
<p>Existem muitas empresas em que os preços dos seus serviços são corrigidos anualmente. Alguns exemplos são empresas de energia elétrica, saneamento básico ou planos de saúde. Com essa correção e como essas companhias não necessitam de grandes investimentos, o lucro delas também é corrigido pela inflação.</p>
<p>Além dessa proteção contra a inflação, o recebimento de dividendos é isento do imposto de renda, o que garante uma rentabilidade líquida ainda maior.</p>
<p>Para saber mais sobre investimento em ações com foco em dividendos, recomendo a leitura do artigo:</p>
<ul>
<li><a href="http://queroficarrico.com/blog/2011/09/02/dividendos-otimo-retorno-com-risco-moderado/" target="_blank"><strong>Dividendos: ótimo retorno com risco moderado</strong></a></li>
</ul>
<h3>Imóveis</h3>
<p>Qualquer proprietário de um imóvel ou inquilino sabe que o valor do aluguel é corrigido anualmente pelo IGP-M (outro índice inflacionário). Assim sendo, investir em imóveis garante que seu rendimento (aluguel) estará protegido da inflação.</p>
<p>O problema é que investir em imóveis não é para qualquer um. Afinal, além do imóvel para morar, ainda seria necessário ter dinheiro para comprar outros imóveis e alugá-los. E com os preços atuais está cada vez mais difícil investir nesse mercado.</p>
<p>Entretanto existe uma excelente alternativa: investir em <strong>fundos imobiliários</strong>. Existe uma infinidade de vantagens em investir nesses fundos. Há também diferentes tipos de fundos imobiliários.</p>
<p>Para entender o que são fundos imobiliários e conhecer os tipos de fundos existentes, recomendo a leitura dos artigos:</p>
<ul>
<li><a href="http://queroficarrico.com/blog/2010/10/05/fii-fundo-de-investimento-imobiliario/" target="_blank"><strong>FII: Fundo de Investimento Imobiliário</strong></a></li>
<li><a href="http://queroficarrico.com/blog/2011/07/22/tipos-de-fundos-imobiliarios/" target="_blank"><strong>Tipos de fundos imobiliários</strong></a></li>
</ul>
<h3>Conclusão</h3>
<p>Com algumas estimativas apontando para <a href="http://exame.abril.com.br/economia/noticias/se-dolar-chegar-a-r-2-00-no-4o-tri-inflacao-pula-para-7-2-neste-ano" target="_blank">uma inflacão acima de 7% para o ano de 2011</a>, é essencial proteger seus investimentos da inflação. Se essa expectativa se confirmar, quem deixar o dinheiro aplicado na poupança terá uma <strong>rentabilidade real negativa</strong>! Afinal a caderneta de poupança rende menos de 7% ao ano.</p>
<p>É importante deixar claro que as modalidades apresentadas neste artigo são apenas alguns exemplos. Não são recomendações de compra, mas apenas de avaliação. Além disso, existem outras aplicações que também são corrigidas pela inflação. A Exame.com também publicou uma excelente matéria sobre esse tema, que vale a pena ser lida: &#8220;<a href="http://exame.abril.com.br/seu-dinheiro/noticias/como-lucrar-com-a-alta-da-inflacao" target="_blank">Como lucrar com a alta da inflação</a>&#8220;.</p>
<p>Se você ainda tiver dúvidas ou quiser colaborar para enriquecer ainda mais este conteúdo e promover a discussão, basta <strong>deixar um comentário</strong>.</p>
<p></p>
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		<title>Por que o Brasil tem o carro mais caro do mundo?</title>
		<link>http://queroficarrico.com/blog/2011/06/30/por-que-o-brasil-tem-o-carro-mais-caro-do-mundo/</link>
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		<pubDate>Thu, 30 Jun 2011 12:00:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rafael Seabra</dc:creator>
				<category><![CDATA[* Destaque *]]></category>
		<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[carga tributária]]></category>
		<category><![CDATA[carro caro]]></category>
		<category><![CDATA[custo de produção]]></category>
		<category><![CDATA[margem de lucro]]></category>
		<category><![CDATA[montadoras]]></category>

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		<description><![CDATA[Quando pensamos sobre os altíssimos preços dos carros no Brasil, o principal culpado que vem em mente são os tributos. Todo mundo sabe que a carga tributária brasileira é muito elevada e, sem dúvida alguma, compromete o preço dos automóveis. &#8230; <a href="http://queroficarrico.com/blog/2011/06/30/por-que-o-brasil-tem-o-carro-mais-caro-do-mundo/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a><p></p>
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			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://queroficarrico.com/blog/2011/06/30/por-que-o-brasil-tem-o-carro-mais-caro-do-mundo/"><img class="alignleft size-medium wp-image-4495" title="Por que o Brasil tem o carro mais caro do mundo?" src="http://queroficarrico.com/blog/wp-content/uploads/2011/06/montadora-carro-300x214.jpg" alt="Por que o Brasil tem o carro mais caro do mundo?" width="180" height="128" /></a>Quando pensamos sobre os altíssimos preços dos carros no Brasil, o principal culpado que vem em mente são os tributos. Todo mundo sabe que a carga tributária brasileira é muito elevada e, sem dúvida alguma, compromete o preço dos automóveis.</p>
<p>Entretanto existem alguns indícios sugerindo que a culpa por esse valor ser tão alto é do <strong>lucro das montadoras</strong> no Brasil. Em nenhum lugar do mundo, que possua um PIB relevante, as montadoras lucram tanto quanto em nosso país.</p>
<p>O intuito deste artigo é mostrar porque o Brasil tem o carro mais caro do mundo e que a culpa não é apenas da carga tributária, e comparar preços de carros no Brasil e nos países vizinhos (Argentina e Chile).</p>
<h3><span id="more-4494"></span>Brasil tem o carro mais caro do mundo</h3>
<p>Por quê? Os principais argumentos das montadoras para justificar o alto preço do automóvel vendido no Brasil são a <strong>alta carga tributária</strong> e a <strong>baixa escala de produção</strong>. Outro vilão seria o “alto valor da mão de obra”, mas os fabricantes não revelam quanto os salários – e os benefícios sociais &#8211; representam no preço final do carro. Muito menos os custos de produção, um segredo protegido por lei.</p>
<h3>Alta carga tributária?!</h3>
<p>De 1997 até agora, o carro popular teve um acréscimo de 0,9 ponto percentual na carga tributária, enquanto nas demais categorias o imposto diminuiu: o carro médio a gasolina paga 4,4 pontos percentuais a menos. O imposto da versão álcool/flex caiu de 32,5% para 29,2%. No segmento de luxo, o imposto também caiu: 0,5 ponto no carro e gasolina (de 36.9% para 36,4%) e 1 ponto percentual no álcool/flex.</p>
<p>Enquanto a carga tributária total do País, conforme o Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário, cresceu de 30,03% no ano 2000 para 35,04% em 2010, <strong>o imposto sobre veículo não acompanhou esse aumento</strong>.</p>
<p>Isso sem contar as ações do governo, que <strong>baixaram o IPI</strong> (retirou, no caso dos carros 1.0) durante a crise econômica. A política de incentivos durou de dezembro de 2008 a abril de 2010, <strong>reduzindo o preço do carro em mais de 5% sem que esse benefício fosse totalmente repassado para o consumidor</strong>.</p>
<h3>Baixa escala de produção?!</h3>
<p>O Brasil fechou 2010 como o quinto maior produtor de veículos do mundo e como o quarto maior mercado consumidor, com 3,5 milhões de unidades vendidas no mercado interno e uma produção de 3,638 milhões de unidades.</p>
<p>Algumas perguntas pertinentes: Três milhões e meio de carros não seria um volume suficiente para baratear o produto? Quanto será preciso produzir para que o consumidor brasileiro possa comprar um carro com preço equivalente ao dos demais países?</p>
<h3>A culpa é da margem de lucro das montadoras!</h3>
<p>As montadoras têm uma <strong>margem de lucro muito maior no Brasil</strong> do que em outros países. Uma pesquisa feita pelo banco de investimento Morgan Stanley, da Inglaterra, mostrou que algumas montadoras instaladas no Brasil são responsáveis por boa parte do lucro mundial das suas matrizes e que grande parte desse lucro vem da venda dos carros com aparência fora-de-estrada.</p>
<p>Derivados de carros de passeio comuns, esses carros ganham uma maquiagem e um estilo aventureiro. Alguns têm suspensão elevada, pneus de uso misto, estribos laterais. Outros têm faróis de milha e, alguns, o estepe na traseira, o que confere uma aparência mais esportiva.</p>
<p>Estima-se que o <strong>custo de produção</strong> desses carros, como o <strong>CrossFox</strong>, da Volks, e o <strong>Palio Adventure</strong>, da Fiat, é <strong>5 a 7% acima do custo de produção</strong> dos modelos dos quais derivam: Fox e Palio Weekend. Mas <strong>são vendidos por 10% a 15% a mais</strong>.</p>
<h3>Comparação de preços de carros no Brasil, Argentina, México e Chile</h3>
<p>A ACARA, <em>Associación de Concessionários de Automotores De La Republica Argentina</em>, divulgou no congresso dos distribuidores dos Estados Unidos (N.A.D.A), em São Francisco, em fevereiro deste ano, os valores comercializados do Corolla em três países: No <strong>Brasil</strong> o carro custa <strong>US$ 37.636,00</strong>, na <strong>Argentina</strong> <strong>US$ 21.658,00</strong> e nos <strong>EUA</strong> <strong>US$ 15.450,00</strong>.</p>
<p>Outro exemplo de causar revolta: o <strong>Jetta</strong> é vendido no <strong>México</strong> por <strong>R$ 32,5 mil</strong>. No <strong>Brasil</strong> esse carro custa <strong>R$ 65,7 mil</strong>.</p>
<p>Quer mais? O <strong>Gol I-Motion</strong> com airbags e ABS <strong>fabricado no Brasil</strong> é vendido no <strong>Chile</strong> por <strong>R$ 29 mil</strong>. <strong>Aqui custa R$ 46 mil</strong>.</p>
<p>O <strong>Kia Soul</strong>, fabricado na Coréia, custa <strong>US$ 18 mil no Paraguai</strong> e <strong>US$ 33 mil no Brasil</strong>. Não há imposto que justifique tamanha diferença de preço.</p>
<h3>Conclusão</h3>
<p>Esse artigo, de forma alguma, vem defender a carga tributária brasileira. Independente do preço final, 30% de tributação é muito alto para um automóvel. Entretanto não faz sentido o preço que pagamos por automóveis no Brasil.</p>
<p>E, pelo visto, <strong>a culpa é nossa</strong>! Há muito tempo que os preços não são definidos pelo custo do produto. <strong>É mercado consumidor quem define o preço</strong>. Por que as montadoras baixariam os preços dos carros se continuamos pagando uma fortuna por eles?</p>
<p>Dentre os vários exemplos que dei, o que mais me marcou foi o <strong>Gol I-Motion</strong>. Se as montadoras dizem que a culpa do alto preço final é dos custos de produção, como pode um carro <strong>fabricado no Brasil</strong> ser vendido no Chile por um preço <strong>36% menor que no Brasil</strong>?!</p>
<p>É difícil deixar de comprar para baixar esses preços, pois muita gente precisa de um carro. Mas é possível passar um ou dois anos a mais com seu automóvel antes de trocá-lo. Ou até, quando for comprar outro veículo, opte por um semi-novo. Além de ajudar seu bolso, ainda pressionará as montadoras a baixar os preços dos carros novos.</p>
<p>Por fim, recomendo a leitura dos textos que foram as principais fontes para este artigo: &#8220;<a href="http://omundoemmovimento.blog.uol.com.br/arch2011-06-01_2011-06-30.html#2011_06-27_18_42_25-142809534-0" target="_blank">Lucro Brasil faz o consumidor pagar o carro mais caro do mundo</a>&#8221; e &#8220;<a href="http://omundoemmovimento.blog.uol.com.br/arch2011-06-01_2011-06-30.html#2011_06-28_18_47_53-142809534-0" target="_blank">Por que o carro é mais barato na Argentina e no Chile?</a>&#8220;.</p>
<p></p>
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		<title>Cadastro Positivo: o que é e como funciona</title>
		<link>http://queroficarrico.com/blog/2011/05/20/cadastro-positivo-o-que-e-e-como-funciona/</link>
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		<pubDate>Fri, 20 May 2011 04:48:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rafael Seabra</dc:creator>
				<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[cadastro negativo]]></category>
		<category><![CDATA[cadastro positivo]]></category>
		<category><![CDATA[consumidor]]></category>

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		<description><![CDATA[Nos últimos dias, foi largamente noticiado que a Câmara e o Senado aprovaram a criação do cadastro positivo, no intuito de disponibilizar um banco de dados com bons pagadores para instituições privadas. Apesar de ainda faltar a sanção da presidente &#8230; <a href="http://queroficarrico.com/blog/2011/05/20/cadastro-positivo-o-que-e-e-como-funciona/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a><p></p>
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://queroficarrico.com/blog/2011/05/20/cadastro-positivo-o-que-e-e-como-funciona/"><img class="alignleft size-medium wp-image-4367" title="Cadastro Positivo" src="http://queroficarrico.com/blog/wp-content/uploads/2011/05/cadastro-positivo-300x243.jpg" alt="Cadastro Positivo: o que é e como funciona" width="180" height="146" /></a>Nos últimos dias, foi largamente noticiado que a <a href="http://g1.globo.com/politica/noticia/2011/05/camara-aprova-mp-que-cria-cadastro-dos-bons-pagadores.html" target="_blank">Câmara</a> e o <a href="http://g1.globo.com/economia/noticia/2011/05/senado-aprova-criacao-de-cadastro-positivo-para-bons-pagadores.html" target="_blank">Senado</a> aprovaram a criação do <strong>cadastro positivo</strong>, no intuito de disponibilizar um banco de dados com bons pagadores para instituições privadas. Apesar de ainda faltar a sanção da presidente Dilma e só então começar a valer, já é de conhecimento geral o funcionamento desse cadastro e também os benefícios (e críticas) quanto a ele.</p>
<p>No entanto, apesar do <strong>cadastro positivo</strong>, à primeira vista, parecer ser um aliado do consumidor, já há algumas entidades (como o Procon, por exemplo) que vêm pontos negativos. O principal temor é quanto ao uso indevido das informações sobre o consumidor.</p>
<p>O intuito deste artigo, portanto, é explicar o que é o <strong>cadastro positivo</strong>, como ele deve funcionar e quais as principais vantagens e desvantagens que devem ser analisadas antes de autorizar a inclusão dos seus dados nesse banco de dados.</p>
<h3><span id="more-4366"></span>O que é o cadastro positivo?</h3>
<p>O <strong>cadastro positivo</strong> é uma lista de bons pagadores, através do registro da pontualidade no pagamento de suas contas (crediários, financiamentos e mensalidades de serviços como água, luz e telefone), com o propósito de criar um banco de dados que ficará à disposição de instituições privadas.</p>
<p>O cadastro dos bons pagadores <strong>poderá</strong> servir de base para transações comerciais, como vendas a prazo e concessões de crédito. <strong>Em tese</strong>, a medida ajudará a <strong>diminuir o custo</strong> da concessão de crédito e oferecer <strong>juros mais baixos</strong> para o consumidor.</p>
<h3>Como deve funcionar</h3>
<p>Encontrei um <a href="http://g1.globo.com/economia/noticia/2011/05/veja-como-deve-funcionar-o-cadastro-positivo.html" target="_blank">ótimo passo-a-passo no G1</a> que explica de forma bem simples o funcionamento do cadastro positivo. De uma maneira geral, o cadastro deverá ser:</p>
<ol>
<li>Os bancos de dados terão registradas as informações sobre o histórico de pagamentos do consumidor (pessoa física ou jurídica).</li>
<li>Se ele deixar de pagar uma conta por um mês, por exemplo, não sairá do cadastro positivo, mas terá essa informação registrada em seu histórico.</li>
<li>Para a abertura do cadastro positivo, o consumidor terá de dar autorização por meio de um documento específico ou de uma cláusula à parte em um contrato de financiamento ou compra a prazo, por exemplo.</li>
<li>As informações incluídas no cadastro devem ser objetivas, claras, verdadeiras e de fácil compreensão, “necessárias para avaliar a situação econômica do cadastrado”.</li>
<li>O compartilhamento de informações entre os bancos de dados só será permitido se for autorizado pelo cadastrado em documento específico ou cláusula à parte de um contrato de compra.</li>
<li>Se quiser, o cadastrado incluído na lista poderá cancelar seu cadastro.</li>
<li>Os gestores dos bancos de dados serão obrigados a fornecer ao cadastrado todas as informações que houver no cadastro.</li>
<li>O cadastrado terá direito de saber quais os bancos de dados que compartilharam seus arquivos e quem consultou as informações.</li>
<li>O prazo de permanência das informações nos bancos de dados é de 15 anos.</li>
<li>O texto proíbe a anotação de informação considerada excessiva, que não tenha relação com a análise de risco de crédito ao consumidor. Não é permitido que haja no cadastro informações sobre origem étnica, sexual, sobre saúde ou convicções políticas e religiosas.</li>
</ol>
<h3>Vantagens</h3>
<p>De acordo com o <a href="http://www.serasaexperian.com.br/cadastropositivo/beneficios.html" target="_blank">site do Serasa Experian</a>, esses são alguns benefícios para o consumidor:</p>
<ul>
<li>Suas compras a crédito podem ficar mais fáceis, mesmo que você não tenha conta em banco ou comprovante de renda, pois lojas e prestadores de serviços podem analisar suas contas pagas anteriormente e oferecer condições comerciais de acordo com o seu perfil.</li>
<li>As condições comerciais (taxas de juros, quantidade de parcelas, etc.) poderão ser definidas de acordo com seu histórico de crédito.</li>
<li>Você poderá ser avaliado de maneira mais justa e completa, considerando pagamentos realizados e não só as dívidas não pagas.</li>
<li>Seus financiamentos e empréstimos poderão ser aprovados com mais facilidade e menos burocracia.</li>
<li>Conhecendo sua pontuação de crédito, você pode negociar melhores condições de pagamento.</li>
</ul>
<h3>Desvantagens</h3>
<p>Já de acordo com o Procon-SP, há também <strong>pontos negativos</strong> a serem ressaltados:</p>
<ol>
<li>O cadastro positivo não traz benefícios ao consumidor no curto prazo.</li>
<li>Possibilidade de uso indevido dos dados do consumidor.</li>
<li>Mercado condicionar a liberação de crédito à inclusão no cadastro positivo, prejudicando bons pagadores que não queiram ser incluídos na base de dados.</li>
</ol>
<h3>Conclusões</h3>
<p>Como afirmei no começo do texto, à primeira vista parece algo bem interessante, que pode trazer vantagens para o consumidor no <strong>longo prazo</strong>. Entretanto as críticas do Procon são bem pertinentes e corremos o risco de ser criado um <strong>novo tipo de consumidor</strong>: aquele que não está nem no cadastro positivo, nem no negativo. Independente do motivo, esse não terá nenhuma vantagem. E talvez isso seja um problema, já que atualmente todos que não estão no cadastro negativo não sofrem restrições.</p>
<p>Fiquemos atentos e vamos acompanhar de perto o andamento desse processo. Enquanto isso, <strong>deixe um comentário</strong> e compartilhe conosco a sua opinião!</p>
<p></p>
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		<title>Inflação: “imposto” mais caro que pagamos</title>
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		<pubDate>Wed, 18 May 2011 06:14:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rafael Seabra</dc:creator>
				<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[indexação]]></category>
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		<category><![CDATA[inflação]]></category>
		<category><![CDATA[infraestrutura]]></category>
		<category><![CDATA[tributação]]></category>

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		<description><![CDATA[Milton Friedman, economista americano ganhador do prêmio Nobel, disse certa vez que a &#8220;inflação é taxação sem legislação&#8220;. Ele não poderia estar mais correto. E o maior problema é que a inflação atinge diretamente as classes mais baixas da sociedade, &#8230; <a href="http://queroficarrico.com/blog/2011/05/18/inflacao-imposto-mais-caro-que-pagamos/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a><p></p>
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			<content:encoded><![CDATA[<p><strong><a href="http://queroficarrico.com/blog/2011/05/18/inflacao-imposto-mais-caro-que-pagamos/"><img class="alignleft size-medium wp-image-4358" title="Inflação" src="http://queroficarrico.com/blog/wp-content/uploads/2011/05/inflacao-300x215.jpg" alt="Inflação: &quot;imposto&quot; mais caro que pagamos" width="180" height="129" /></a>Milton Friedman</strong>, economista americano ganhador do prêmio Nobel, disse certa vez que a &#8220;<strong><em>inflação é taxação sem legislação</em></strong>&#8220;. Ele não poderia estar mais correto. E o maior problema é que a <strong>inflação</strong> atinge diretamente as classes mais baixas da sociedade, pessoas essas que deveriam ser as menos taxadas.</p>
<p>Todos que vivem exclusivamente dos salários, sem outras fontes de renda ou investimentos, sofrem ano após ano dos efeitos da <strong>inflação</strong>. Dificilmente o empregador &#8211; seja ele da iniciativa pública ou privada &#8211; oferece um reajuste anual que sequer iguale a inflação. Isso significa que o poder de compra dessas pessoas diminue ano a ano, &#8220;tributando&#8221; desmedidamente a classe assalariada.</p>
<p>O intuito deste artigo é explicar o que é e porque a <strong>inflação</strong> é o &#8220;imposto&#8221; mais caro e injusto que pagamos e promover uma discussão sobre o tema.</p>
<h3><span id="more-4357"></span>O que é inflação?</h3>
<p>A inflação é o aumento persistente e generalizado no valor dos preços. Quando a inflação chega a zero dizemos que houve uma <strong>estabilidade</strong> nos preços.</p>
<p>De uma maneira simples, a inflação pode ser dividida em <a href="http://www.brasilescola.com/economia/inflacao.htm" target="_blank"><strong>inflação de demanda</strong> e <strong>inflação de custos</strong></a>.</p>
<h3>Inflação de demanda</h3>
<p>É quando há excesso de demanda agregada em relação à produção disponível. Em outras palavras, tem muito mais gente querendo comprar do que produtos sendo ofertados.</p>
<p>Para a inflação de demanda ser combatida, é necessário que a política econômica se baseie em instrumentos que provoquem a redução da procura agregada (elevação da taxa básica de juros) ou aumento da oferta.</p>
<h3>Inflação de custos</h3>
<p>É associada à <strong>inflação de oferta</strong>. O nível da demanda permanece e os custos aumentam. Com o aumento dos custos ocorre uma retração da produção fazendo com que os preços de mercado também sofram aumento.</p>
<p>As causas mais comuns da inflação de custos são: os <strong>aumentos salariais</strong> fazem com que o custo unitário de um bem ou serviço aumente, o <strong>aumento do custo de matéria-prima</strong> que provoca um super aumento nos custos da produção fazendo com que o custo final do bem ou serviço aumente e por fim, a <strong>estrutura de mercado</strong> que algumas empresas aumentam seus lucros acima da elevação dos custos de produção.</p>
<h3>Índices de inflação</h3>
<p>Os principais índices de inflação são: <strong>IPCA</strong>, <strong>IPA</strong>, <strong>IPC-Fipe</strong>, <strong>INPC</strong>, <strong>INCC</strong>, <strong>IGP-M</strong> e <strong>IGP-DI</strong>. Todos estes índices estão muito bem detalhados no artigo &#8220;<a href="http://queroficarrico.com/blog/2010/11/09/conheca-os-principais-indices-de-inflacao/" target="_blank">Conheça os principais índices de inflação</a>&#8220;.</p>
<h3>Problema da indexação</h3>
<p>A <strong>indexação</strong> é um sistema de <strong>reajuste de preços</strong>, inclusive salários e aluguéis, de acordo com índices oficiais de variação dos preços. Em conjunturas inflacionárias, a indexação permite corrigir o valor real dos salários e aluguéis e demais preços da economia, reajustando-os com base na inflação passada. No entanto, a <strong>indexação automática pode realimentar a inflação futura</strong>.</p>
<p>Boa parte dos serviços públicos têm seus <strong>preços administrados</strong> corrigidos anualmente pela inflação. Apenas como exemplo, ônibus interestaduais, energia elétrica residencial, água, planos de saúde, serviços farmacêuticos, telefone fixo, telefone celular, telefone público e pedágio são autorizados pelo governo a reajustar seus preços de acordo com algum índice inflacionário, <a href="http://g1.globo.com/economia/noticia/2011/05/indexacao-segue-alta-e-estimula-inflacao-dizem-economistas.html" target="_blank">estimulando a inflação</a>.</p>
<h3>Problema da falta de infraestrutura e alta carga tributária</h3>
<p>Além da indexação, sofremos também com a incapacidade das indústrias oferecerem o suficiente para suprir a demanda. Dentre várias causas para isso, podemos citar:</p>
<ol>
<li>Carga tributária elevada;</li>
<li>Custo de infraestrutura;</li>
<li>Folha salarial sobrecarregada com encargos;</li>
<li>Custo do investimento;</li>
<li>Baixo estágio tecnológico;</li>
</ol>
<p>Para saber mais, recomendo a leitura do artigo &#8220;<a href="http://ponto.outraspalavras.net/2011/05/17/os-novos-riscos-de-super-real/" target="_blank">Os riscos do super-real</a>&#8220;, escrito por <a href="http://www.advivo.com.br/luisnassif" target="_blank">Luis Nassif</a>.</p>
<h3>E por que os pobres são mais afetados que os demais?</h3>
<p>Alguns podem estar se perguntando isso, já que a inflação causa impacto sobre todos. A grande diferença é que as classes mais baixas vivem exclusivamente do salário que recebem no final do mês, ao passo que os mais ricos possuem investimentos indexados à inflação.</p>
<p>Dentre esses investimentos, é possível ressaltar <strong>imovéis para aluguel</strong> (indexado ao IGP-M),<strong> ações de boas empresas</strong> (como crescem acima da inflação, os dividendos são cada vez maiores) e <strong>títulos públicos</strong> (<a href="http://queroficarrico.com/blog/2010/07/06/titulos-publicos-indexados-a-inflacao/" target="_blank">NTN-B, indexados ao IPCA</a>). Entretanto essa lista é muito mais extensa.</p>
<h3>Conclusão</h3>
<p>Já que controlar a inflação depende muito mais de políticas econômicas do governo, temos que pensar em como nos proteger dela e indexar nossos investimentos. O objetivo é depender cada vez menos do salário que recebemos no final do mês e cada vez mais do fluxo de caixa dos nossos investimentos. Esse é o caminho para tornar a inflação <strong>irrelevante</strong> e alcançar a <strong>independência financeira</strong>.</p>
<p>O que não pode é ficar parado, assistindo ao poder de compra ser corroído com o passar do tempo. Quem nunca ouviu essa história de um familiar ou amigo mais velho: &#8220;Há 15 anos, meu salário equivalia a 20 salários-mínimos. Hoje não vale nem cinco&#8221;? Não seja o próximo a contar essa história.</p>
<p></p>
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		<title>Crise econômica: de quem é a culpa?</title>
		<link>http://queroficarrico.com/blog/2011/05/16/crise-economica-de-quem-e-a-culpa/</link>
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		<pubDate>Mon, 16 May 2011 06:28:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rafael Seabra</dc:creator>
				<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[crise financeira]]></category>
		<category><![CDATA[inside job]]></category>
		<category><![CDATA[o segredo dos ricos]]></category>
		<category><![CDATA[paul krugman]]></category>

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		<description><![CDATA[Muito se discute sobre as causas da crise econômica que se iniciou em 2008 e ainda não tem data para acabar. Vemos diariamente notícias sobre o aumento de desemprego nos EUA, crises na Grécia, Portugal e Espanha, dentre outros. O &#8230; <a href="http://queroficarrico.com/blog/2011/05/16/crise-economica-de-quem-e-a-culpa/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a><p></p>
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignleft size-medium wp-image-4354" title="Crise econômica" src="http://queroficarrico.com/blog/wp-content/uploads/2011/05/crise-economica-300x199.gif" alt="Crise econômica: de quem é a culpa?" width="180" height="119" />Muito se discute sobre as causas da <strong>crise econômica</strong> que <a href="http://queroficarrico.com/blog/2008/10/08/entenda-a-crise-financeira/" target="_blank">se iniciou em 2008</a> e ainda não tem data para acabar. Vemos diariamente notícias sobre o <a href="http://economia.uol.com.br/ultimas-noticias/efe/2011/05/06/taxa-de-desemprego-nos-eua-sube-2-decimos-em-abril.jhtm" target="_blank">aumento de desemprego nos EUA</a>, crises na <a href="http://oglobo.globo.com/mundo/mat/2010/05/06/entenda-crise-na-grecia-916519092.asp" target="_blank">Grécia</a>, <a href="http://g1.globo.com/economia/noticia/2011/04/entenda-melhor-a-crise-economica-de-portugal.html" target="_blank">Portugal</a> e <a href="http://economia.estadao.com.br/noticias/not_16131.htm" target="_blank">Espanha</a>, dentre outros.</p>
<p>O que pouco se discute, entretanto, é sobre as causas dessa <strong>crise econômica</strong> e também quem tem a maior parte da culpa em relação a tudo que tem acontecido. Existem alguns meios de saber um pouco mais sobre o assunto sem necessariamente ser expert em <strong>economia</strong> ou finanças.</p>
<p>O objetivo deste artigo, portanto, é apresentar três opções para que você saiba mais sobre a crise econômica que assola o mundo desde 2008, organizadas por níveis de dificuldade. A primeira &#8211; e mais simples &#8211; é o livro &#8220;<a href="http://www.submarino.com.br/produto/1/21878971?franq=261364" target="_blank"><strong>O Segredo dos Ricos</strong></a>&#8220;, que já abordamos no artigo &#8220;<a href="http://queroficarrico.com/blog/2011/03/14/livro-o-segredo-dos-ricos/" target="_blank">Livro: O Segredo dos Ricos</a>&#8220;. A segunda opção (um pouco mais complexa) é o excelente documentário <em><strong>Inside Job</strong></em>, ganhador do Oscar 2011. Por fim, mostro uns trechos de um artigo do Paul Krugmann, prêmio Nobel de Economia.</p>
<h3><span id="more-4353"></span>O Segredo dos Ricos</h3>
<p>Escrito pelo <strong>Robert Kiyosaki</strong>, autor do <em>best-seller</em> &#8220;<strong><a href="http://www.submarino.com.br/produto/1/136822?franq=261364" target="_blank">Pai Rico, Pai Pobre</a></strong>&#8220;, o livro aborda de uma forma bem interessante o assunto &#8220;crise econômica&#8221;. Se não prima pela riqueza nas referências e detalhes, tem como grande vantagem a facilidade de entender o que ocorreu, dada a linguagem simples utilizada pelo Kiyosaki.</p>
<p>O autor defende que os ricos e poderosos manipulam os governos para os favorecerem, de forma que, enquanto estiverem ganhando, ficam com todo o lucro. Entretanto, quando começam a perder, dividem o prejuízo com os governos e, consequentemente, conosco, pois o dinheiro para salvar os bancos quebrados saem dos impostos que pagamos.</p>
<p>Para saber mais sobre o livro, recomendo a leitura dos artigos &#8220;<a href="http://queroficarrico.com/blog/2011/03/14/livro-o-segredo-dos-ricos/" target="_blank">Livro: O Segredo dos Ricos</a>&#8221; e &#8220;<a href="http://queroficarrico.com/blog/2011/03/24/por-que-os-ricos-ficam-ricos/" target="_blank">Por que os ricos ficam ricos?</a>&#8220;. Recomendo a leitura do livro para quem não conhece muita coisa sobre economia, mas quer saber como aproveitar momentos de crise para prosperar.</p>
<h3>Inside Job</h3>
<p>O excelente documentário <strong><em>Inside Job</em></strong> (que foi pessimamente traduzido aqui para <strong>Trabalho Interno</strong>), <a href="http://super.abril.com.br/blogs/superblog/confira-a-lista-completa-dos-vencedores-do-oscar-2011/" target="_blank">ganhador do Oscar 2011</a>, é um filme que todos que queiram entender a crise econômica devem assistir.</p>
<p><strong>Inside job</strong> é um termo em inglês que significa algo como uma pessoa, muito poderosa do mercado, que se infiltra no governo para tomar decisões importantes para favorecer instituições financeiras e ter acesso a informações privilegiadas. Por esse motivo, a simples tradução literal para &#8220;trabalho interno&#8221; em nada contribui para interpretação adequada desse termo.</p>
<p>O documentário conta a história da <strong>crise econômica</strong>, mostrando como figurões do mercado financeiro forem sistematicamente nomeados para cargos importantes no governo americano, e também como <strong>derivativos de alto risco</strong> eram classificados pelas <strong>agências de <em>rating</em></strong> (classificação de risco) como de <strong>baixo risco</strong>, promovendo uma onda de aquisições e estouro em seguida.</p>
<p>Assista abaixo o trailer do filme Trabalho Interno (Inside Job, 2010) com legenda em português:</p>
<p><center><iframe width="560" height="349" src="http://www.youtube.com/embed/YamDhfIi6Hs?rel=0" frameborder="0" allowfullscreen></iframe></center></p>
<h3>Paul Krugman</h3>
<p>Prêmio Nobel de Economia em 2008, Krugman publicou no último dia 09 um excelente artigo (&#8220;<em>Por que a resposta à crise está errada?</em>&#8220;), onde explica que a culpa não é do público, mas dos governantes.</p>
<p>Apesar de utilizar uma linguagem um pouco mais técnica, segue abaixo um trecho do artigo e, no final, um link para a leitura completa do texto:</p>
<blockquote><p>A verdade é que estamos vivendo hoje um desastre que foi criado de cima para baixo. As políticas que resultaram nos problemas que vivemos não surgiram em resposta à demanda do público. Foram, com poucas exceções, políticas defendidas por pequenos grupos de pessoas influentes -o mais das vezes, as mesmas pessoas que agora estão tentando dizer aos demais cidadãos que é preciso seriedade. E ao tentar transferir a culpa à população em geral, as elites estão fracassando em realizar uma reflexão muito necessária quanto aos erros catastróficos que cometeram.</p></blockquote>
<p>Para ler o artigo completo, <strong><a href="http://ponto.outraspalavras.net/2011/05/13/krugman-por-resposta-a-crise-esta-errada/" target="_blank">clique aqui</a></strong>.</p>
<h3>Conclusão</h3>
<p>Essas três referências, cada uma a sua maneira, tentam mostrar como os governantes e os poderosos utilizam-se de seus poderes para tomar decisões que visam apenas o lucro deles, como você pode identificar onde/quando isso ocorre e &#8211; principalmente &#8211; como você pode se proteger e onde investir para diminuir consideravelmente os riscos relacionados ao seu patrimônio. Recomendo também a leitura do artigo &#8220;<strong><a href="http://queroficarrico.com/blog/2011/03/19/investir-com-foco-em-ganho-de-capital-ou-fluxo-de-caixa/" target="_blank">Investir com foco em ganho de capital ou fluxo de caixa?</a></strong>&#8220;.</p>
<p>Caso tenha alguma dúvida ou simplesmente queira participar dessa discussão ao compartilhar sua opinião, <strong>deixe um comentário</strong>!</p>
<p></p>
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		<title>Compras com cartão de crédito mais caras no exterior</title>
		<link>http://queroficarrico.com/blog/2011/03/28/compras-com-cartao-de-credito-mais-caras-no-exterior/</link>
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		<pubDate>Mon, 28 Mar 2011 18:09:37 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rafael Seabra</dc:creator>
				<category><![CDATA[Economia]]></category>
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		<description><![CDATA[Fui surpreendido (e assustado) pela notícia de que o governo aumentou o IOF para compras com cartões de crédito no exterior. E para quem acha que o aumento foi pequeno, é melhor se segurar na cadeira: passou de 2,38% para &#8230; <a href="http://queroficarrico.com/blog/2011/03/28/compras-com-cartao-de-credito-mais-caras-no-exterior/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a><p></p>
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			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://queroficarrico.com/blog/2011/03/28/compras-com-cartao-de-credito-mais-caras-no-exterior/"><img class="alignleft size-medium wp-image-4020" title="Compras com cartão de crédito mais caras no exterior" src="http://queroficarrico.com/blog/wp-content/uploads/2011/03/cartoes-de-credito-300x225.jpg" alt="" width="180" height="135" /></a>Fui surpreendido (e assustado) pela notícia de que o <a href="http://www1.folha.uol.com.br/poder/894820-governo-aumenta-iof-para-cartoes-de-credito-no-exterior.shtml" target="_blank">governo aumentou o IOF para compras com cartões de crédito no exterior</a>. E para quem acha que o aumento foi pequeno, é melhor se segurar na cadeira: passou de 2,38% para 6,38%.</p>
<p>Para ter uma ideia do impacto desse aumento, se a fatura do seu cartão fechasse com o dólar valendo R$ 1,70, após a incidência do IOF (imposto sobre operações financeiras) corresponderia a <strong>R$ 1,81</strong>.</p>
<p>O intuito deste artigo é explicar sucintamente o que é o IOF, por que o governo elevou a esse patamar e discutir alternativas para efetuar compras no exterior, levando em consideração a situação atual.</p>
<h3><span id="more-4019"></span>O que é o IOF?</h3>
<p>O IOF é o <strong>imposto sobre operações financeiras</strong> ou, como descrito no site da Receita Federal, é o <a href="http://www.receita.fazenda.gov.br/legislacao/legisassunto/iof.htm" target="_blank">Imposto sobre Operações de Crédito, Câmbio e Seguro, ou relativas a Títulos e Valores Mobiliários</a>.</p>
<p>Em outras palavras, quando utilizamos crédito (seja através do cartão de crédito ou financiamento), compramos ou vendemos moeda estrangeira, ou contratamos um seguro (de vida, automóvel ou saúde), estamos pagando IOF. Entretanto é importante ressaltar que, para cada uma dessas operações, as <a href="http://www.receita.fazenda.gov.br/Aliquotas/ImpCreSegCamb.htm" target="_blank">alíquotas do IOF</a> são diferentes.</p>
<p>Assim como o <a href="http://www.receita.fazenda.gov.br/Aliquotas/ImpSobProdIndustr.htm" target="_blank">IPI (imposto sobre produtos industrializados)</a>, <a href="http://www.receita.fazenda.gov.br/Aliquotas/TabTarfExt.htm" target="_blank">II (imposto sobre importação</a> e IE (imposto sobre exportação), o IOF é um imposto extra-fiscal. Isso quer dizer que a principal função dele não é a arrecadação, mas o controle econômico do país. Não é a toa que o g<a href="http://queroficarrico.com/blog/2008/12/12/pacote-brasileiro-contra-a-crise/" target="_blank">overno reduziu o IPI após a crise de 2008</a> para incentivar o consumo e mantém a alíquota do IE em 0% a vários anos.</p>
<h3>Por que o governo elevou o IOF?</h3>
<p>O principal objetivo é frear o consumo do brasileiro no exterior. Apenas no ano passado, deixamos mais de US$ 16,4 bilhões fora do país. Isso acontece porque a combinação de crescimento de renda com dólar barato favorece as viagens para fora e as compras de importados pela internet.</p>
<p>A grande preocupação é com o déficit na relação entre o que os brasileiros gastam no exterior e os estrangeiros gastam por aqui, que tem crescido ano após ano. Assim a economia nacional deixa de receber uma boa grana e o governo tenta conter esse movimento com esse aumento.</p>
<h3>Então como fazer compras no exterior?</h3>
<p>Como o governo elevou o imposto exclusivamente para compras efetuadas com cartões de crédito no exterior, como pode ser visto no <a href="http://www.receita.fazenda.gov.br/legislacao/Decretos/2011/dec7454.htm" target="_blank">decreto 7.454/2011</a>, temos algumas alternativas bem mais atrativas: comprar moeda em espécie ou utilizar cartões de débito, tais como <strong>Visa TravelMoney</strong>.</p>
<p>A grande vantagem é que esse aumento não incide sobre a compra de moeda estrangeira ou nas operações de saques com cartões de débito, por exemplo, que continuam sofrendo a incidência de <strong>apenas 0,38%</strong>.</p>
<p>Escrevi em dezembro do ano passado o artigo &#8220;<a href="http://queroficarrico.com/blog/2010/12/08/como-comprar-dolares-para-viajar/" target="_blank">Como comprar dólares para viajar</a>&#8220;, onde mostrei as <strong>vantagens e desvantagens</strong> de cada alternativa para comprar dólares e já ressaltava a alíquota mais alta do IOF para operações com cartões de crédito. Agora, com a alíquota em 6,38%, as desvantagens só aumentam.</p>
<h3>Qual a melhor forma de comprar dólares para viajar?</h3>
<p>Já deixei minha opinião bem clara no artigo &#8220;<a href="http://queroficarrico.com/blog/2010/12/08/como-comprar-dolares-para-viajar/" target="_blank">Como comprar dólares para viajar</a>&#8221; e, com esse novo aumento, desaconselho ainda mais o uso do cartão de crédito. Mas você também pensa assim? <strong>Deixe um comentário com a sua opinião!</strong></p>
<p></p>
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