DIVIDENDOS: MELHORES PAGADORAS DE 2007 (PARTE 2)
Publicado por Rafael Seabra na(s) Seção(ões) Dividendos |
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Uma das possíveis estratégias recomendadas a investidores que montam carteiras de ações com horizonte de longo prazo é o foco em papéis que, além de apresentarem fundamentos sólidos, também paguem bons dividendos aos seus acionistas. Se você ainda não sabe o que são dividendos, clique AQUI.
Ao longo do ano de 2007, dentre as ações que compõem o Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores de São Paulo, dos dez maiores pagadores de proventos, com base no conceito de Dividend Yield, cinco deles são empresas do setor elétrico. O segmento também se destacou quando considerados os papéis que não compõem o benchmark.
Através da estratégia de manter em carteira papéis de boas pagadoras de dividendos, além do ganho que pode vir a ocorrer com a valorização das ações, os acionistas podem se beneficiar também do pagamento de proventos, remunerações que variam de acordo com os lucros registrados e com as deliberações do Conselho Administrativo de cada empresa.
A despeito do pagamento dos proventos depender também da lucratividade, nem sempre empresas que costumam apresentar lucros elevados são as maiores pagadoras em termos relativos. Apesar do montante absoluto dos proventos pagos por empresas como Petrobras e Vale ser elevado, em termos relativos, eles não estão entre os 20 maiores do Ibovespa.
A comparação pelo Dividend Yield (DY), que mede o valor do provento por ação como uma proporção do preço da ação e, portanto, permite comparar empresas de portes distintos, coloca as ações preferenciais da Petrobras na vigésima sétima posição dentre as ações que compõem o Ibovespa, com DY de 3,55% para os últimos 12 meses.
Suas ações ordinárias, por sua vez, têm a trigésima primeira posição neste quesito, já que seu DY é de 3,12%. É importante ressaltar, porém, que esse indicador varia, obviamente, de acordo com o preço da ação e, desta forma, um DY muito reduzido pode estar refletindo também uma ação valorizada. O inverso também é verdadeiro.
Já as ações preferenciais classe A da Vale têm um DY de 1,69%, enquanto que para os papéis ordinários esse indicador é de 1,42%. Dito de outra forma, todos esses valores representam o retorno aos acionistas que ficaram com os papéis por tempo suficiente para receber os proventos pagos, neste caso, 12 meses, sem considerar os ganhos ou perdas provenientes da variação no preço das ações.
Algumas empresas do Ibovespa, porém, registram um DY mais elevado que o CDI, como é o caso dos papéis preferenciais da Transmissão Paulista.
A tabela abaixo lista as dez maiores pagadoras de proventos do Ibovespa no ano, com base no Dividend Yield:
| Empresa | Código | DY* |
| Transmissão Paulista PN | TRPL4 | 14,23% |
| Eletropaulo PNB | ELPL6 | 13,71% |
| Telesp PN | TLPP4 | 10,60% |
| CPFL Energia ON | CPFE3 | 9,63% |
| Souza Cruz ON | CRUZ3 | 9,00% |
| Light ON | LIGT3 | 7,11% |
| Telemar PN | TNLP4 | 7,04% |
| Cemig PN | CMIG4 | 6,97% |
| Brasil Telecom PN | BRTO4 | 6,89% |
| Comgás PNA | CGAS5 | 6,82% |
Fonte: InfoMoney
Publicado por Rafael Seabra na(s) Seção(ões) Ações, Dicas, Dividendos |
Esse post é baseado numa sugestão do nosso amigo Ernani, que deixou um comentário num post passado pedindo que explicássemos melhor o passo-a-passo de como se tornar um investidor em ações. Então vamos lá!
Antes de começar a investir de fato, eu recomendaria dar uma lida com bastante atenção em algum material básico que explicasse como funciona essas negociações de ações e suas características. Um material interessante pode ser encontrado no site da Timing.
Após o entendimento teórico básico, vamos à parte prática: para investir em ações, a pessoa deve estar cadastrada em alguma corretora de valores que trabalhe com Home Broker. Atualmente a maioria dos bancos possuem corretoras. Não existe custo relacionado à entrada na corretora ou permanência nela. Todos os custos estão relacionados às negociações das ações e manutenção delas. Quando compramos ou vendemos ações, pagamos pela corretagem. A corretagem é a comissão paga à corretora pela negociação da ação. Algumas corretoras trabalham com corretagem fixa (valor único para qualquer negociação); outras, com corretagem variável (custo relacionado com percetual do valor negociado), baseado na tabela de corretagem da Bovespa. Outro custo que incide nesse mercado é a taxa de custódia. Taxa de custódia é o valor pago à corretora pela manutenção mensal das ações. É um preço fixo, mas que varia de corretora para corretora. Esse valor só é pago quando se tem ação sob custódia da corretora. Se em determinado momento você tiver vendido todas as suas ações, esse valor não será cobrado.
As ações são negociadas em lotes. Geralmente, cada lote é formado por 100 ações de determinada empresa. Também é oferecida a possibilidade de se negociar quantidades de ações inferiores às dos lotes. Isso é chamado de lote fracionário. A principal vantagem de se negociar lotes é a liquidez. A grande maioria das pessoas negociam lotes, então fica muito mais fácil de se comprar ou vender no momento que você quiser. Já em relação a frações, a principal vantagem é o preço. Geralmente esse tipo de negociação é utilizada por pequenos investidores que não possuem capital suficiente para comprar um lote completo. Como exemplo, um lote da Petrobrás vale R$ 4.991,00 + corretagem, com a cotação de 13/08/2007, que fechou em R$49,91. Então comprar frações permite que uma pessoa compre 4 ações da Petrobrás com algo em torno de R$ 200,00.
Pra fechar o post, vou falar mais um pouco sobre dividendos. Ao comprar ações de uma empresa, você se torna sócio dessa empresa. Com isso, você participa da divisão dos lucros - isso quando a empresa tiver lucro E optar por distribuir os lucros daquele período. Quando isso acontece, essa participação nos lucros é paga na forma de dividendos. Esse valor é creditado diretamente na sua conta da corretora, onde você pode optar por reinvesti-lo, ou embolsá-lo. Pagar dividendos é uma opção da empresa. Mesmo que obtenha lucros, algumas empresas optam por reinvesti-lo integralmente na empresa, sem repassar nada para os sócios. No post sobre dividendos, falei das empresas que geralmente pagam os melhores dividendos.
E é isso, pessoal. Espero que essa postagem tenha ajudado a tirar algumas dúvidas de vocês. Mas não se esqueçam: mais importante que saber como negociar é saber como investir. Não deixem de buscar sempre informações.
Publicado por Rafael Seabra na(s) Seção(ões) Ações, Dividendos |

Estava escutando o programa CBN Dinheiro, com Mauro Halfeld, na rádio JC/CBN Recife, e ele apresentou as 3 opções mais seguras para quem quer começar a investir na Bovespa. Segundo ele, as opções seriam:
- PIBB
- Fundos de Dividendos
- POP Bovespa
Como já falamos sobre dividendos e POP Bovespa, cabe uma explicação sobre o que é o PIBB e sua rentabilidade acumulada. O PIBB Fundo de Índice Brasil - 50 - Brasil Tracker - é um fundo de investimento constituído sob a forma de condomínio aberto e destina-se à aplicação em carteira de títulos e valores mobiliários que visa a buscar resultados semelhantes à performance do IBrX 50.
O IBrX-50 é um índice que mede o retorno total de uma carteira teórica composta por 50 ações selecionadas entre as mais negociadas na BOVESPA em termos de liquidez, ponderadas na carteira pelo valor de mercado das ações disponíveis à negociação. Isso quer dizer que, ao investir no PIBB Fundo, o investidor está investindo nas 50 empresas mais negociadas na bolsa, que por esse motivo possuem maior liquidez. Até ontem, esse fundo acumulou um rendimento de 185,83%, desde julho de 2004, quando foi lançado.
Apesar dessas 3 opções não estarem entre as que mais renderam nos últimos tempos, são concretamente escolhas seguras, pois PIBB, Fundos de Investimentos e POP Bovespa estão sedimentadas nas ações das empresas mais negociadas (mais sólidas no mercado), em retorno garantido através de dividendos e em seguro contra perdas, respectivamente.
Para mais detalhes, clique aqui para ouvir o comentário de Halfeld na íntegra.
Publicado por Rafael Seabra na(s) Seção(ões) Dividendos |
Para um investidor que ainda se habitua aos riscos do mercado, a opção por papéis de empresas que têm um histórico de pagamentos dos dividendos significa sustos muito pequenos e um retorno mínimo garantido.
Vou falar hoje sobre um assunto pouco comentado, porém muito importante e lucrativo: dividendos. Mas o que seria isso? Dividendo é o valor distribuido ao acionista como participação nos resultados da empresa. Em termos práticos, algumas empresas pagam um determinado valor por ação anualmente, referente aos dividendos. Isso significa que você pode, além de ganhar com a rentabilidade do papel, ganhar também com os dividendos pagos por aquela empresa.
A relação entre o dividendo pago por ação e a cotação dessa mesma ação é chamada de dividend yield. Exemplificando, se uma ação vale R$ 10 e paga R$ 1 de dividendos por ação, o dividend yield dessa ação é 10%.
Segundo pesquisa da Bovespa, as empresas que pagaram os melhores dividendos (medido pelo dividend yield) em média durante a última década (1997-2006) foram Eternit (22,90%), CSN (16,37%), Petroquímica União (16,12%) e Souza Cruz (14,60%). Isso significa que cada uma dessas empresas proporcionou, além dos rendimentos da própria ação, um ganho muito bom com dividendos, acima da maioria dos investimentos em renda fixa nesse mesmo período.
Você ainda tem a opção de receber esses dividendos ou reaplicá-lo nessa mesma ação, adquirindo novos lotes com esse valor. Se optar por recebê-lo, outra grande vantagem: os rendimentos proporcionados por meio de dividendos são isentos de imposto de renda.
Fazendo um comparativo entre rendimentos com dividendos e com aluguel, por exemplo, se você comprar um apartamento no valor de R$ 100 mil e alugá-lo, dificilmente conseguirá um valor acima de R$ 600,00. Então, multiplicando o valor do aluguel por 12 meses, você receberia R$ 7,2 mil por ano com esse investimento. Se você investisse os mesmos R$ 100 mil numa ação como a CSN ou Souza Cruz, empresas conhecidas e com dividend yield médio de 15%, você receberia R$ 15 mil por ano só com dividendos, e sem gastar com manutenção de nada e livre de impostos! Fora que a ação ainda pode estar se valorizando, proporcionando a você um retorno a longo prazo também.
As empresas boas pagadoras de dividendos são companhias maduras, que não necessitam mais de grandes investimentos, com negócios em estágios avançados e que mantêm forte geração de caixa.
Para um investidor que ainda se habitua aos riscos do mercado, a opção por papéis de empresas que têm um histórico de pagamentos dos dividendos significa sustos muito pequenos e um retorno mínimo garantido.
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