Categoria: Câmbio
-
POR QUE O DÓLAR SOBE E O QUE FAZER AGORA?
Publicado em 10.10.2008 por Rafael Seabra em Câmbio, Economia
Além da queda das bolsas causada pela crise financeira [entenda AQUI], outro fato que tem deixado muita gente preocupada é a alta do dólar nos últimos dias. Vejamos alguns números: desde 01/08, o dólar subiu 53,4% até quarta-feira passada (08). O dia 1º de agosto foi aquele em que o dólar atingiu seu valor mais baixo (R$ 1,5593) desde 1999. Ontem (09) o dólar caiu 3,97%, fechando em R$ 2,203, porque o Banco Central fez, mais uma vez, leilão de dólares [depois de 5 anos] para segurar o valor da moeda americana. Leiloar dólar à vista, vendendo uma parte nossa reserva, serve para colocar [ofertar] dólar no mercado e, como manda a lei da oferta e da procura, baixa a cotação. Com mais dólares no mercado, o BC espera que a cotação da moeda caia. Mas, depois de ver todos esses números, fica a pergunta: por que o dólar sobe? -
DÓLAR: MENOR VALOR EM 10 ANOS
Publicado em 22.04.2008 por Rafael Seabra em Câmbio
O dólar fechou em seu menor nível desde maio de 1999 na quarta-feira passada (16), acompanhando o otimismo dos mercados acionários e com a expectativa de alta na taxa básica de juro brasileira.
A moeda norte-americana caiu 1,19%, a R$ 1,664. Com desvalorização acumulada em mais de 5% em abril, e teve seu menor fechamento desde 18 de maio de 1999.
“Hoje as coisas estão boas”, disse Reginaldo Galhardo, gerente de câmbio da Treviso Corretora de Câmbio, acrescentando que o Brasil ainda leva vantagem por sua recente estabilidade, “sendo olhado pelo investidor como uma grande fonte de lucro”.
“Os efeitos da crise externa estão sendo muito pequenos aqui, chamando a atenção do investidor”, afirmou o gerente.
O risco-país caía 20 pontos, a 225 pontos básicos, no fechamento do mercado cambial.
Segundo Carlos Alberto Postigo, operador de câmbio do Banco Paulista, o movimento que se observa nesta sessão é fruto também das expectativas com a reunião desta quarta-feira do Copom.
“(A queda) é um movimento que se iniciou nos últimos dias por conta de uma possível majoração dos juros internos”, afirmou Postigo ressaltando que o possível aumento da taxa Selic favorece as operações de arbitragem, que aproveitam para lucrar com o diferencial dos juros praticados interna e externamente.
Os recentes dados sobre a inflação brasileira têm levado o mercado a esperar por um aumento de pelo menos 0,25 ponto percentual na taxa de juro. O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central divulga nesta quarta-feira após o fechamento dos negócios sua decisão sobre a taxa Selic.
Galhardo também ressaltou que os dados divulgados nos Estados Unidos pressionaram a moeda norte-americana à medida que deram mais espaço para o Federal Reserve abaixar ainda mais os juros norte-americanos, incentivando o fluxo de entrada de recursos no Brasil.
O governo norte-americano divulgou nesta quarta-feira que os preços ao consumidor aceleraram menos do que o esperado pelo mercado, o que impulsionou a cotação de diversas moedas frente ao dólar.
Fonte: UOL
-
DÓLAR DESPENCANDO E BOVESPA NAS ALTURAS
Publicado em 27.02.2008 por Rafael Seabra em Ações, Câmbio
O dólar comercial caiu pelo sétimo dia seguido e fechou cotado a R$ 1,684 na venda. É a primeira vez, desde maio de 1999, que a moeda encerra o pregão negociada por menos de R$ 1,70. Nos últimos dias, o câmbio chegou a ficar nesse patamar por alguns momentos, mas acabou fechando um pouco acima desse nível.A desvalorização nesta terça-feira foi de 1,29%. Na sexta-feira (15), a moeda americana havia encerrado o pregão a R$ 1,754; desde então, a queda acumulada é de 4%.
Se essa notícia é ruim pra alguns setores da economia, para quem pretende viajar para o exterior, é ótima. Principalmente se o destino for a América do Sul, já que a ANAC aumentou o limite de desconto das companhias, a partir de 1º de março.
Já a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) fechou em alta pelo quinto dia consecutivo. O Ibovespa, principal índice de referência das ações brasileiras, subiu 0,28%, a 65.182 pontos.
Com isso, a Bolsa fica um pouco mais perto do seu recorde histórico, de 65.790 pontos, alcançado no fechamento de 6 de dezembro. No mês, a valorização acumulada é de 9,57%, e no ano de 2,03%.
-
ÍNDICE BIG MAC
Publicado em 15.10.2007 por Rafael Seabra em Câmbio, Economia

Nas últimas semanas, os exportadores brasileiros ganharam um argumento improvável em sua luta por uma taxa de câmbio mais competitiva — o preço do Big Mac, carro-chefe da rede de lanchonetes McDonald’s. O sanduíche é usado para compor uma estranha, e surpreendentemente bem-sucedida, fórmula para tentar aferir qual deveria ser o verdadeiro valor do câmbio em vários países, independentemente dos humores de curto prazo do mercado. No início apenas uma brincadeira dos editores da revista britânica The Economist, o índice Big Mac, inventado há mais de 20 anos, acabou se firmando como um bom indicador de longo prazo para as diferentes moedas. A idéia é que, ao comparar o preço do sanduíche mais popular do mundo, produzido exatamente da mesma maneira e com os mesmos ingredientes em 120 países, é possível captar o valor correto de cada moeda. Desde o início de 1999, quando o câmbio brasileiro passou a flutuar livremente, o índice Big Mac vinha mostrando um dólar excessivamente caro, especialmente durante os períodos de maior instabilidade no Brasil. Do início de 2007 para cá, no entanto, o Big Mac começou a avisar o oposto: que o real é que está valorizado. A mensagem ganhou força com os recordes de valorização atingidos nas últimas semanas. Segundo o índice mais recente, o correto seria o dólar custar 2,02 reais — e não 1,83, como chegou a valer no dia 28 de setembro, quando foi fechada esta edição. A diferença significa que o real, naquela data, estava 10% mais valorizado que o ideal apontado pelo Big Mac.Entenda o índice O índice Big Mac parte do princípio de que, por ser feito da mesma forma em 120 países, o sanduíche deveria ter em cada país o mesmo preço em dólares cobrado nos Estados Unidos. A diferença de preço indica se há valorização ou desvalorização do câmbio O Big Mac custa: Nos Estados Unidos
US$ 3,41No Brasil
R$ 6,90No dia 28 de setembro, o dólar estava cotado em… R$ 1,83 …por essa cotação, o sanduíche feito no Brasil valia… US$ 3,77 …ou seja, 10% mais do que os 3,41 dólares cobrados nas lanchonetes nos Estados Unidos. Portanto, o valor do dólar, segundo o índice, deveria ser 10% maior, ou R$ 2,02 Fonte: Revista Exame
-
Panorama Geral dos Investimentos
Publicado em 24.05.2007 por Rafael Seabra em Ações, Câmbio, Renda Fixa
Depois de ter apresentado a vocês como gerenciar e projetar os ganhos com o dinheiro investido, ficou faltando o mais importante: onde investir o dinheiro para ter boas taxas de juros. O objetivo deste post é apresentar alguns tipos de investimentos disponíves e dar um diagnóstico da situação atual de cada um. Vejamos:Dólar
O que é: Investimento de aquisição de moeda estrangeira.
Como está: Investir em dólar no atual contexto consiste em uma boa estratégia? A idéia predominante entre os analistas é de que não. Ainda que a taxa de câmbio tenha acumulado expressiva baixa ao longo dos últimos anos, o enorme fluxo de recursos ao Brasil traz o prognóstico de uma apreciação adicional da moeda nacional.
O que é: Investimento em ativos de renda fixa, que são fortemente ligados à SELIC. Esse é o principal indicador de juros para o país. Portanto, o rendimento dos fundos de renda fixa estão diretamente ligados à taxa SELIC.
Como está: O País passa por uma clara redução das taxas de juros. Basta notar que, desde setembro de 2005, a Selic passou de 19,75% para 12,50% ao ano. E a expectativa é de um afrouxamento monetário adicional. A mediana das projeções do boletim Focus sugere um juro básico a 10,75% ao final de 2007 e a 10,00% no fim de 2008.
Prefixados e Pós-fixados
O que é: Existem os investimentos em ativos pós-fixados e prefixados. Os prefixados tem sua rentabilidade expressa em taxas de juros e os pós-fixados são alterados a algum índice (TR, TJLP ou TBF) como correção, mais taxas de juros referentes ao ano, com prazo mínimo de um mês.
Como está: Os investimentos em ativos pós-fixados sofreriam impacto direto da confirmação desta perspectiva de novas quedas do juro, pois a grande maioria dos índices estão diretamente ligados à SELIC. Os investimentos em ativos prefixados estão mais interessantes porque, nestes papéis, o investidor fixa na hora da aplicação a remuneração que irá receber até a hora do resgate do título, protegendo-se de reduções adicionais nas taxas de juros. Porém, com a queda dos juros, os próprios retornos oferecidos pelos ativos prefixados já precificam, ainda que não integralmente, este cenário prospectivo.
Mercado de Ações
O que é: Pode ser melhor explicado aqui!
Como está: Entendida a perda de espaço das outras opções, a conclusão é de que o mercado de ações, a despeito da expressiva valorização recente, ainda se mostra atrativo na comparação com outras alternativas de investimento quando se considera um horizonte de médio e longo prazo. Os juros em queda, além de estimular uma migração da renda fixa para a variável, tendem a acelerar o crescimento econômico e por conseguinte os lucros corporativos. A liquidez internacional segue robusta e o cenário de pouso suave para a economia norte-americana ganha forças. Os 52 mil pontos do Ibovespa não são assim tão irracionais!





















