Archive for abril, 2009
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COMO FUNCIONA O RESGATE DA POUPANÇA
Publicado em 15.04.2009 por Rafael Seabra em Poupança
O leitor Gustavo, através do artigo “Dicas para a caderneta de poupança“, nos enviou o seguinte comentário: “Costumo aplicar na poupança independente da data. Assim, tenho vários montantes aniversariando em datas diferentes. Como sei qual montante será subtraÃdo quando fizer um saque?“.Como é possÃvel sacar da poupança a qualquer momento e a sua rentabilidade é calculada mensalmente (na data base), não há rendimento para os resgates feitos antes do aniversário.
No entanto, se houver saldo na data base correspondente ao dia do resgate, o valor retirado será subtraÃdo do saldo dessa data base. Por exemplo, se eu fizer o resgate hoje (15/04), o valor será retirado do saldo da data base 15.
Caso o cliente saque um valor maior que o saldo de uma determinada data base ou não haja saldo na data base correspondente ao dia do saque, o débito ocorrerá nas datas anteriores mais próximas, preservando a rentabilidade das datas base que não fizeram aniversário (muito justo, não?).
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INVESTIMENTO VERSUS ENDIVIDAMENTO
Publicado em 14.04.2009 por Rafael Seabra em Educação Financeira, Poupança
O leitor Marco Antônio, através do artigo “Entenda o cálculo da poupança“, deixou o seguinte comentário: “Tenho empréstimo no valor atual de R$ 11.000,00, com taxa de juros de 2% e pago com prestações mensais de cerca de R$ 800,00. Tenho na poupança cerca de R$ 5.000,00. Gostaria de saber se vale a pena abater o empréstimo utilizando o saldo da poupança, ou esperar até julho quando terei, além do valor da poupança, mais R$3.000,00 e então quitar o emprestimo?”Essa pergunta não é tão simples de ser respondida, dado que envolve vários fatores, alguns inclusive não-financeiros. Olhando apenas pelo ponto de vista racional, o correto seria utilizar o dinheiro poupado para abater o valor do empréstimo.
A justificativa é muito simples de ser entendida. O empréstimo te cobra 2% de juros ao mês, ao passo que a poupança rende um pouco acima de 0,5% ao mês. Então não faz sentido ganhar 0,5% quando se perde 2%. Você deveria então eliminar o quanto antes essa dÃvida para voltar a poupar e investir seu dinheiro.
Ainda olhando pela lado financeiro, existe outra perspectiva. Se essa operação de crédito tiver sido um leasing, com o valor das parcelas já definidas e os juros embutidos, provavelmente você não conseguirá um desconto que valha a pena quitar essa dÃvida. Nesse caso você não deveria utilizar o dinheiro poupado. Entretanto, se houver a possibilidade de descontar os juros, diminua a dÃvida o máximo que puder.
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O LADO BOM DA CRISE ECONÔMICA
Publicado em 07.04.2009 por Rafael Seabra em Economia
Uma crise da magnitude da atual sempre machuca muita gente. Riquezas são destruÃdas, empregos são perdidos e a dinâmica econômica fica prejudicada. Mas há ao menos um lado positivo: a perda de poder relativo de alguns lÃderes autoritários. O motivo é a redução do preço do petróleo.O petróleo atua como uma espécie de imposto, transferindo renda dos indivÃduos para os governos, particularmente os piores governos. Afinal, a maioria dos paÃses exportadores de petróleo é controlada por governos autoritários. Entre os maiores exportadores de petróleo estão paÃses como Arábia Saudita, Rússia, Irã, Venezuela e Nigéria. Dificilmente podemos utilizar algum desses paÃses como grande exemplo a ser seguido. E quando o preço do petróleo entra em tendência de alta, são os governos desses paÃses que mais se beneficiam.
Foi justamente o que ocorreu desde 2003, quando o preço do petróleo iniciou forte tendência de alta. O barril, que custava cerca de US$ 30 no começo de 2004, chegou a quase US$ 150 em 2008. Isso significa centenas de bilhões de dólares saindo dos bolsos dos consumidores do mundo todo para encher os cofres de polÃticos corruptos e ambiciosos. Essa montanha de recursos transferidos para governos ideologicamente retrógrados representa um risco. Basta verificar as atitudes de governos como o venezuelano e o russo, causando enorme tensão geopolÃtica. A Rússia chegou a partir para a guerra, e Hugo Chávez vem investindo pesado em armamentos, além de financiar movimentos revolucionários na região. Sem falar do Irã, cujo lÃder Ahmadinejad representa um constante perigo para Israel. Em resumo, a bolha do petróleo serviu para financiar as atrocidades de vários governos populistas e autoritários.
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INVESTIMENTO MÃNIMO PARA TESOURO DIRETO
Publicado em 06.04.2009 por Rafael Seabra em Educação Financeira, Tesouro Direto
O leitor João Felipe nos enviou a seguinte dúvida através de nossa página de Contato: “Qual o montante mÃnimo recomendado para investir no Tesouro Direto?”Não existe uma recomendação de quanto você deve investir do Tesouro Direto. O que existe é um valor mÃnimo a ser pago pelos tÃtulos. Então é importante entender como é calculado o valor dos tÃtulos públicos.
Os tÃtulos são ofertados em frações de 0,2 tÃtulo, sendo esta a quantidade mÃnima possÃvel de ser comprada. Desta forma, para saber o valor mÃnimo que pode ser investido basta multiplicar o valor de um tÃtulo por 0,2.
Quanto ao valor do tÃtulo, depende da opção escolhida. Como exemplo, atualmente o tÃtulo mais barato seria um NTNB Principal 150824 (indexado ao IPCA), que custa R$ 646,50. Sendo assim, o menor valor para esse tÃtulo seria R$ 646,50 x 0,2 = R$ 129,30.
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8 DICAS PARA EVITAR MALHA FINA
Publicado em 02.04.2009 por Rafael Seabra em Economia
Toda atenção é pouca na hora de fazer a declaração do Imposto de Renda. É que a pressa para entregar rapidamente a declaração e receber a restituição nos primeiros lotes pode levar o contribuinte direto para a malha fina.Segundo dados da Receita Federal, das 361,5 mil declarações que caÃram em malha fina em 2008, 44% foram pegas por omissão de rendimentos e 30,8% por divergências entre o valor declarado pelo contribuinte e pela fonte pagadora. Muitas vezes, o contribuinte simplesmente não declara algum rendimento próprio ou de dependente ou até informa valores errados. Pode ser que o contribuinte faça isso de propósito, mas muitas vezes a pessoa não recebeu o informe de rendimentos da empresa e resolve entregar a declaração mesmo assim, esquecendo-se de que o cruzamento de dados diferentes irá reter a declaração na malha.
Confira, a seguir, os oito principais problemas que levam o contribuinte à temida malha fina:





















