Archive for junho, 2008
-
COMO INVESTIR EM FUNDOS
Publicado em 16.06.2008 por Rafael Seabra em Educação Financeira, Renda Fixa
O que é um fundo de investimento?
Um fundo de investimentos pode ser comparado a um condomínio. Cada um dos investidores é um “morador” desse prédio e dono de uma cota (“apartamento”).Cada cota contém uma determinada quantidade de títulos e valores mobiliários, como ações e títulos públicos.
Todo dia é calculado o patrimônio líquido do fundo, ou seja, o preço de mercado dos seus títulos e valores mobiliários menos as despesas (como as taxas de administração).
Com base no patrimônio, diariamente, se calcula o valor da cota, que é o valor do patrimônio dividido pelo número de cotas existentes. O valor da cota é livre de despesas como taxas de administração.
O funcionamento dos fundos obedece às normas da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e a um regulamento próprio.
Este indica as regras de aplicação e resgate do dinheiro, o grau de risco de seus investimentos, as taxas de administração e outras despesas.
Por isso é importante ler o regulamento do fundo antes de comprar cotas dele.
Tipos de fundo
Existem diversos tipos de fundo. Veja a seguir alguns dos principais, listados na ordem de menor para maior risco.Fundos de renda fixa
DI – investem em títulos públicos pós-fixados (isso significa que a rentabilidade está associada a algum índice, como o Ibovespa, por exemplo).Dentro dos fundos de renda fixa, são os de menor risco. Como seu rendimento está associado a algum índice, favorecem-se em um período de altas de juros.
Renda fixa tradicional – fundo com títulos públicos pré-fixados (nesse caso, o rendimento é definido no momento em que é feito o investimento).
São mais vantajosos quando se espera que no período da aplicação os juros devem cair. Dessa forma, a rentabilidade será garantida, pois foi pré-fixada.
Renda fixa com risco de crédito – o investimento é feito em títulos privados, ou seja, emitidos por empresas, e, por isso, é mais arriscado que os dois anteriores. Podem ser pré ou pós-fixados.
Fundos de renda variável
Fundos cambiais – investem em títulos indexados ao euro e ao dólar, ou seja, variam de acordo com a alta e queda destas moedas.Fundos multimercados – diversificam seus investimentos. Podem investir em títulos indexados ao euro e ao dólar, em ações, títulos de renda fixa, entre outros. Eles possibilitam um retorno maior que os de renda fixa e um risco menor que os de ações.
Fundos de ações – investem em ações de empresas. São os mais arriscados, não há garantia de retorno do que foi investido.
Riscos
Os investimentos de maiores riscos oferecem maior possibilidade de rendimento e, também, de perda.Os três tipos de fundos de renda variável estão sujeitos a variações do preço de mercado de seus investimentos.
Alavancagem – quando está descrito no estatuto de um fundo que ele faz uso de alavancagem, isso significa que o fundo utiliza dinheiro emprestado para investir. Nesses casos, o investimento se torna ainda mais arriscado.
Como investir em fundos
Para investir em fundos é necessário fazer um cadastro numa corretora (informando nome, profissão, endereço e entregando cópias de RG, CPF e comprovante de residência).Assim, a corretora abre uma conta desse investidor na Bovespa. Cada instituição determina qual a quantia mínima para a abertura da conta.
A lista das corretoras credenciadas pode ser encontrada no site da CVM.
Cada fundo tem sua data de resgate. Um fundo que investe em ações pode liberar o dinheiro para resgate em quatro dias. Um fundo DI, no dia seguinte.
Essas regras estão no estatuto e são explicadas antes de o investidor aplicar o dinheiro.
Por isso, antes de investir, é preciso definir as reais necessidades do aplicador, se precisará do dinheiro em curto prazo ou não.
Tudo isso deve ser esclarecido para que o investidor escolha o fundo que melhor se adapte a ela.
Taxas
A principal é a taxa de administração —calculada anualmente em relação ao valor aplicado no fundo e cobrada proporcionalmente ao período em que o investidor manteve operações.Por exemplo, se o cliente retira o dinheiro em seis meses, pagará uma taxa proporcional ao período.
Outras taxas podem ser cobradas, dependendo da característica do fundo, como a de performance (aplicada quando o fundo supera a rentabilidade esperada).
Onde é possível tirar dúvidas sobre fundos?
O site comoinvestir.com.br, da Associação Nacional dos Bancos de Investimento (Anbid), oferece informações sobre investimento em fundos.No portal do investidor, da CVM, também é possível obter informações sobre esse tipo de aplicação.
Dúvidas ainda podem ser esclarecidas pela central de atendimento da CVM, que funciona de segunda a sexta-feira, exceto feriados nacionais, das 8h às 20h, pelo telefone 0800-7260802.
Fonte: UOL
-
É O MOMENTO DE SAIR DA BOLSA?
Publicado em 07.06.2008 por Rafael Seabra em Ações
Mais uma dúvida dos nossos leitores:
Tenho dinheiro aplicado nos fundos de ações do Banco do Brasil: Vale, Petrobras e Siderurgia. Todo dia to vendo os índices despecando, o que eu faço? Eu tenho o investimento idealizado até maio do ano que vem. É hora da retirada? Ou vale à pena deixar lá?
Antes de mais nada, dei uma olhada na rentabilidade desses fundos no ano. Eles estão em 7%, 5% e 50% só neste ano. Se você tiver entrado desde o começo do ano e tiver pego essa rentabilidade, não há motivos para se preocupar. O que ocorre agora é apenas uma correção, ou seja, essas ações subiram muito e vão ajustar os preços para depois continuarem suas tendências de alta, que é a previsão até o final do ano.
Porém, se você tiver entrado nesses fundos justamente por conta desses números, a situação muda um pouco. Tente pensar em ações não como um “investimento”, mas como compra e venda. Quando você compra uma ação (ou fundo) que já subiu muito em determinado período, provavelmente você estará comprando caro. Se você vender agora, pode ser que você esteja vendendo barato. Mas, na verdade, você deveria fazer o contrário. Comprar barato e vender caro.
Quanto à minha sugestão, depende do seu real objetivo. Já que você tem uma data definida para sair (maio de 2009) e se você não quiser correr risco, recomendo dar uma olhada nos títulos públicos [clique AQUI]. Como os juros subiram nessa semana, é possível ganhar algo em torno de 12% ao ano investindo em títulos indexados à SELIC [LFT] ou à inflação [NTN-C].
Mas volto a frisar: se você estava nesses fundos desde o começo do ano, talvez seja melhor ter paciência, esperar a correção e provavelmente colher bons resultados até maio do próximo ano.
-
AÇÕES DA ETERNIT DESABAM APÓS DECISÃO DO STF
Publicado em 05.06.2008 por Rafael Seabra em Ações
As ações ordinárias da Eternit despencavam 30,6%, a R$ 7,26 na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa). O movimento seguia-se à decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) de quarta-feira à noite, que restabeleceu a proibição do uso de produtos de amianto no Estado de São Paulo.
O amianto crisotila é utilizado pela companhia para a fabricação de telhas e caixas d´água, alguns de seus principais produtos.
Em nota, a Eternit informou que a decisão do STF diz respeito apenas a uma liminar e não sobre o mérito da questão.
O uso do amianto é banido em dezenas de países devido a estudos que apontam que o material pode causar câncer.
A empresa alega que ainda não há comprovação, por parte da Organização Mundial da Saúde (OMS), de que doenças tenham sido causadas no Brasil pelo uso do material.
***
A conclusão é que, na dúvida, é melhor previnir do que remediar. Tanto nos investimentos quanto na compra de telhas
-
INVESTINDO NO MARKETING PESSOAL
Publicado em por Rafael Seabra em Educação Financeira
O leitor Fernando nos fez o seguinte questionamento:
Saio pouco de casa, costumo almoçar em casa para não gastar muito, e assim poupar R$ 12,00 num almoço em algum restaurante da minha cidade. Não costumo jantar fora com a minha noiva, preferimos cozinhar algum prato em casa, pizza pronta, e assim por diante. A dúvida é a seguinte, consigno poupar bastante com essas refeições e programações caseiras, mas por um outro lado acabo deixando de ver e ser visto. Trabalho com vendas e nesse setor isso é bem importante. Às vezes num almoço surgem ideias, parcerias e oportunidades. Devemos freqüentar lugares sociais para crescer socialmente, conhecer pessoas e passar uma imagem de prosperidade?
Realmente você pode estar perdendo muitas oportunidades, por se manter um pouco alheio no seu convívio social.
Como consultor de planejamento financeiro, o que podemos recomendar é para você tentar encarar esta participação social como um investimento, e testá-la por algum tempo.
Explicamos: Almoçar fora todos os dias realmente é um dos grandes inimigos do seu orçamento doméstico. Porém, nada impede que você aplique uma parte do seu dinheiro (pré-programada no seu orçamento mensal) em pelo menos um ou dois eventos sociais por semana onde você possa manter o contato constante com colegas de trabalho e potenciais clientes e parceiros. Gastar frequentemente com coisas que lhe dê prazer e satisfação pessoal é um hábito extremamente recomendável, desde que não se deixe descontrolar.
Por outro lado, mantenha em constante observação os resultados que estes eventos estão lhe trazendo, tanto do ponto de vista de vendas, quanto também do ponto de vista da sua motivação pessoal. Depois de algum tempo, reavalie se o investimento está rendendo bons frutos. Considere amizades e informações também como proventos deste investimento.
Quanto ao tipo de estabelecimento a freqüentar, isto depende do produto que você vende e dos seu público provável, não dá pra indicar simplesmente um ou outro. O importante é que você vá onde o seu público está, seja lá onde for! Consultores de vendas podem lhe orientar melhor no assunto.
Mas ainda do ponto de vista financeiro, lembre-se sempre que nós é devemos manter o controle sobre o nosso dinheiro e não ele sobre nós. Assim, se você consegue poupar montanhas, mas não consegue converter isso em benefícios e prazeres para a sua vida, talvez você esteja poupando por instinto, sem uma estratégia estabelecida. Neste caso, procure refletir sobre as suas metas financeiras.
Obrigado pela participação!
-
AS CORRETORAS MAIS BARATAS
Publicado em 03.06.2008 por Rafael Seabra em Ações
A Banif é hoje a corretora mais barata do mercado para quem tem a partir de 5 000 reais para aplicar. É o que revela um levantamento feito por EXAME com as 35 principais corretoras de valores em operação no país. A Banif, comandada pelo diretor executivo Fabio Feola, cobra 16 reais por operação de compra e venda de ações e oferece de graça a negociação de títulos públicos via Tesouro Direto (veja quadro abaixo).O levantamento de EXAME mostra também que, na média, as corretoras ligadas a bancos são mais caras que as independentes, que não são ligadas a grandes instituições financeiras. A diferença, porém, é pequena — de 0,9% para as operações do Tesouro Direto e 0,1% para a negociação de ações (veja a pesquisa completa com as 35 corretoras no Portal EXAME).
As mais baratas para quem tem a partir de 5000 reais para aplicar Na bolsa Custo (em reais) Banif 16 Link 18,80 HSBC(1) 24,90 Planner(2) 24,90 Solidez(3) 25 No tesouro direto Corretora Custo sobre o valor aplicado Banif Grátis Socopa Grátis Ágora 0,23% Fator 0,25%(4) Spinelli 0,25%(4) XP 0,25%(4) (1) Inclui a taxa de custódia de 6,90 reais por mês (2) Inclui a taxa de custódia de 9,90 reais por mês (3) Inclui a taxa
de custódia de 10 reais por mês (4) Ao ano
Fontes: CEF/FGV-SP e corretoras





















