Archive for fevereiro, 2008
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CONHEÇA O DESEMPENHO DAS PREVISÕES DE 2007
Publicado em 22.02.2008 por Rafael Seabra em Ações
A revista Exame publicou uma reportagem (Desempenho das ações em 2007 foi pior que o esperado, 7 de fevereiro) muito corajosa, na minha opinião, sobre o desempenho das ações recomendadas pela revista no início de 2007.As 15 ações indicadas por EXAME em 2007 – como parte da reportagem de capa Onde Investir 2007 – renderam, em média, 14,3% ao longo do ano. Isso significa que, quem investiu 1 000 reais em cada um dos papéis recomendados em janeiro [15 000 reais no total], obteve um ganho de 2 144 reais em dezembro. Esse retorno ficou abaixo do que foi projetado pelos analistas consultados para a reportagem, que previam um rendimento médio de 30,2%, o que corresponderia a 4 530 reais.
O resultado da carteira de ações indicada em 2007 foi prejudicado, principalmente, por quatro empresas. O pior desempenho foi o da processadora de cartões CSU Cardsystem – seus papéis se desvalorizaram em 47,3% ao longo do ano, porque a empresa não implementou um de seus principais projetos, com a Caixa Econômica Federal. Também tiveram perdas as ações da Natura e da varejista Guararapes, que apresentaram resultados piores do que o esperado. A queda dos papéis da TAM, de 34,9%, é explicada pelo grave acidente ocorrido em julho, em São Paulo.
Além disso, as ações menos negociadas da Bovespa foram prejudicadas pela turbulência dos mercados em diversos países, provocada pelo agravamento da crise americana. Para proteger seu patrimônio, muitos investidores, especialmente estrangeiros, venderam ações pouco líquidas, o que fez com que elas se desvalorizassem – foi o caso da Energias do Brasil e da Eternit.
Apresentaram ganhos acima da expectativa dos analistas as ações de Ambev, Bradesco, Gerdau, Petrobras, Randon e Vale do Rio Doce.
O interesante é que o Ibovespa subiu 43,7% nesse período, os analistas consultados estimaram o rendimento médio em 30,2% e as ações escolhidas renderam de fato apenas 14,3%. Quem tivesse apostado apenas nas ações da Petrobrás e Vale [empresas claramente com ótimas perspectivas de longo prazo], obteria um retorno de 87,4%. Nada mau, hein?
Conclusão: a vida de quem faz previsões realmente não é fácil, mas lembrem-se sempre: o valor para o corretor é diferente do valor para nós. Tentar prever anualmente ou até mensalmente quais as melhores empresas pode não ser uma boa estratégia a seguir. Continuo acreditando que investir a longo prazo ainda seja a melhor opção.
Em tempo, a edição desse ano da Exame com a capa Onde Investir 2008 ainda está nas bancas. Se quiserem arriscar, fiquem à vontade. Quem viver, verá.
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PETRÓLEO, GÁS E DISTRIBUIÇÃO
Publicado em 21.02.2008 por César França em Ações, Economia
Da série “Mercados Setoriais“.
O setor de Petróleo, Gás e Distribuição vem apresentando um crescimento contínuo, proporcionando excelentes oportunidades para as empresas nacionais. Também atraiu a atenção de investidores estrangeiros, que passaram a considerar o Brasil como uma opção interessante para a realização de negócios. Essa tendência se fortaleceu pela instituição do Programa de Mobilização da Indústria Nacional de Petróleo e Gás Natural (Prominp), pelo seu impacto multiplicador e sua capacidade crescente de atrair importantes empreendedores.
FIA – Fundação Instituto de AdministraçãoEmpresas na Bovespa
- Petrobrás [PETR3, PETR4]
Prospecção e refino de petróleo.É uma Companhia integrada que atua na exploração, produção, refino, comercialização e transporte de petróleo e seus derivados no Brasil e no exterior; Uma empresa de energia com enorme responsabilidade social e profundamente preocupada com a preservação do meio ambiente; Uma Companhia que tem a sua trajetória de conquistas premiada por inúmeros recordes e pelo reconhecimento internacional. Mais de 100 plataformas de produção, dezesseis refinarias, trinta mil quilômetros em dutos e mais de seis mil postos de combustíveis. Por onde você passa há uma forte presença da Petrobras contribuindo para o desenvolvimento do Brasil.
- ComGás [CGAS5]
Produção e Distribuição de Gás através de Gasodutos.A Comgás é hoje a maior distribuidora de gás natural canalizado do país. Conta com mais de 5 mil quilômetros de rede, levando gás natural para mais de 550 mil consumidores nos segmentos residencial, comercial e industrial, em 64 cidades. Sua área de concessão abriga cerca de um quarto do Produto Interno Bruto do país, abrangendo 177 municípios das regiões metropolitanas de São Paulo e Campinas, além da Baixada Santista e do Vale do Paraíba.
- Brasil Ecodiesel [ECOD3]
Indústria e comércio de Biocombustíveis e Óleos Vegetais em bruto.É líder na produção de biodiesel no Brasil, sendo a pioneira e maior produtora do setor. Atualmente, a comercialização de biodiesel no país é feita predominantemente por meio de leilões públicos promovidos pela ANP. Considerando os resultados de todos os leilões de biodiesel realizados até o momento, a Brasil Ecodiesel assegurou o fornecimento de 488.000 m³ de biodiesel até o final de 2007, equivalente a 58,1% do volume total objeto dos leilões.
- Petrobrás [PETR3, PETR4]
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MERCADOS SETORIAIS
Publicado em por César França em Ações, Economia
A partir de hoje daremos início a mais uma série especial de artigos sobre os diversos setores da economia nacional nos quais existem empresas de capital aberto com ações negociáveis na bolsa.
O intuito da série “Mercados Setoriais” é justamente explorar a composição do mercado, as empresas, e discutir quais são os setores e ações mais promissoras.
Portanto, após acompanhar 17 dicas sobre como investir em ações, que tal conhecer as ações que você pode comprar e os mercados nos quais você pode investir?
Não deixem de acompanhar.
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AÇÕES: DIVERSIFICAR OU NÃO?
Publicado em por César França em Ações
Diversificar ou não seus investimentos em ações? Este assunto gera sempre bastante discussão. Enquanto algumas pessoas enxergam a diversificação como um mecanismo de segurança contra as ondulações do mercado, outros consideram que se você está certo que um investimento vai render bem, diversificar significaria uma perda de oportunidade de ganhar ainda mais.
É lógico que a diversificação é apenas um dos elementos a serem considerados para a construção da sua estratégia de investimentos. O risco, por exemplo, é um outro elemento importante e que influencia diretamente na sua forma de diversificação.
Há poucos dias falamos sobre “não diversificar” como uma das 17 dicas sobre como investir em ações. Como não poderia ser diferente, o tema gerou uma discussão bem interessante, e que ainda está acontecendo lá nos comentários do tópico. E como a discussão leva sempre à geração de novos conhecimentos, confira clicando aqui.
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CONSÓRCIO, LEASING OU FINANCIAMENTO?
Publicado em 20.02.2008 por Rafael Seabra em Educação Financeira
O que é mais vantajoso na hora de comprar um automóvel? Optar por financiamento, leasing ou consórcio? Esta é fácil: comprar à vista, claro. Além de não pagar juros e não acumular dívidas, ainda se pode obter descontos interessantes.Mas a verdade é que ao comprar o carro, a maioria absoluta opta por algum tipo de venda a prazo. Segundo a Associação Nacional das Empresas Financeiras das Montadoras (Anef), cerca de 70% dos automóveis são vendidos dessa forma.
E dentre as modalidades de venda a prazo, o leasing é a carteira que mais vem se destacando: pelo último levantamento da instituição, de novembro de 2007, a modalidade apresentou um crescimento de 83% em um ano.
O motivo é a não incidência de IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) sobre esta operação, já que o leasing não é um financiamento, mas um arrendamento mercantil, uma espécie de aluguel. Nada, nada, são 3,5% de alíquota a menos no ano, fora a cobrança de 0,38%.
De acordo com Sergio Soares, gerente de vendas da Sabrico, o critério de escolha dos clientes é quase sempre o mesmo: “É o da prestação mais barata, a que cabe no bolso”, resume. Segundo ele, muitas pessoas têm preconceito contra o leasing, por conta dos problemas resultantes da desvalorização cambial em 1999. Agora ele garante que tal risco não existe mais. “Quando as pessoas percebem isso, acabam optando pelo leasing, por conta do preço menor”, diz.
Na simulação de compra de um veículo Volkswagen modelo FOX 1.0, cujo valor em janeiro estava em R$ 31.990,00, pela tabela cheia, comprar o carro por meio de leasing custava 6,03% mais barato que financiar. Já quem optava pelo consórcio podia economizar 33,22% ante o financiamento.
Ainda assim, para o consultor de vendas de automóvel André Belchior Torres, apesar de ser a opção mais cara dentre as três, o financiamento via Crédito Direto ao Consumidor (CDC) ainda é a melhor opção.
Afinal, no leasing, o carro não fica no nome do comprador. Por ser uma espécie de aluguel, o veículo permanece no nome do banco até a conclusão da compra, o que, na opinião do consultor, dificulta a revenda do carro ou o repasse da dívida, se o comprador desistir do negócio no meio do caminho.
O consórcio, segundo ele, é sem dúvida a opção mais barata dentre as três, já que não cobra juros, mas apresenta uma grande desvantagem: a incerteza de receber o carro em pouco tempo.
“No consórcio, o comprador tem de aguardar o sorteio do carro, que pode vir no primeiro mês ou no último”. Se tiver pressa e algum dinheiro em caixa, o consorciado poderá participar dos lances, mas ainda assim corre o risco de ficar na espera por algum tempo.
Uma coisa é certa: os endividamentos muito longos (via leasing ou CDC) de mais de 60 meses, não são recomendados. Além de comprometerem a renda por um período maior, significam que o comprador estará pagando ao final de seis ou sete anos, um carro que poderá ter sido reestilizado diversas vezes no período, dificultando a troca. Tal desvantagem desaparece no consórcio, que garante ao consumidor o recebimento do último modelo disponível.
Como se percebe, todos os mecanismos apresentam vantagens e desvantagens. Sabendo quais são, fica mais fácil decidir qual é a melhor opção para o seu caso; ou para o seu bolso.
Fonte: UOL Economia






















