fev
29
2008
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IMÓVEIS: COMPRAR PARA ALUGAR

Publicado por Rafael Seabra na(s) Seção(ões) Ações, Imóveis, Poupança, Renda Fixa |


Um tema que aos poucos voltou a ser comentado foi investimentos em imóveis. Lá atrás, muitos diziam para investir em imóveis, comprando e alugando. Por um bom tempo isso deu certo, mas com as altas taxas de juros para financiamento do imóvel e com o bom retorno da renda fixa, os imóveis deixaram de ser uma boa opção de investimento. Mas parece que isso vem mudando

Com a queda dos juros dos programas de habitação, aliado também à queda dos rendimentos das aplicações em poupança e renda fixa, além da alta dos valores imobiliários, investir em imóveis volta a ser uma boa opção.

Especialistas já dizem que o retorno com o aluguel de imóveis já supera a renda fixa. Mauro Halfeld, na seu programa CBN Dinheiro, é um dos que apostam nesse investimento. Tanto na coluna de hoje (29) quanto na de ontem (28), ele fala sobre esse assunto.

Já a revista Exame (Comprar para alugar é um bom negócio, 07 de fevereiro) fala sobre o mercado de escritórios e salas comerciais. Um trecho da reportagem fala o seguinte: “Para o investidor, porém, também vale prestar atenção em mudanças menos barulhentas que vêm ocorrendo no segmento de escritórios e salas comerciais. Esse setor se recuperou de uma crise vivida entre 2001 e 2004 e, hoje, comprar um imóvel comercial e alugá-lo para receber um rendimento mensal voltou a ser uma boa alternativa de aplicação. Em São Paulo, o valor do aluguel dessas unidades subiu 45%, em média, nos últimos três anos, de acordo com uma pesquisa recém-concluída pela consultoria americana Cushman & Wakefield Semco. No Rio de Janeiro, a alta foi ainda mais expressiva: chegou a 70% no mesmo período.

Para os investidores que preferem investimentos mais conservadores, vale a pena ficar de olho. Imóveis têm a grande vantagem de ser uma aplicação palpável, algo que muitas pessoas sentem falta quando investem em títulos públicos ou em ações.


fev
29
2008
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BANCOS "SOCIALMENTE RESPONSÁVEIS"

Publicado por Rafael Seabra na(s) Seção(ões) Economia |

A emergência do conceito de “responsabilidade social” das empresas, e sua rápida penetração no mundo da política e das relações sociais, é um avanço notável. Significa que as sociedades estão questionando, na prática, uma das idéias centrais do capitalismo: a de que o interesse egoísta é o motor principal da riqueza e da felicidade coletivas. Esta mudança cultural tem efeitos práticos evidentes: ela potencializa as ações da sociedade civil para resistir às ações predatórias do capital e para construir novas lógicas e relações.

Exatamente por isso, é muito importante separar o joio do trigo. Como o conceito de “responsabilidade social” empresarial é, ao mesmo tempo, recente e charmoso, há sempre o risco de que seja apropriado. Corporações interessadas em projetar imagem positiva, e com amplo acesso à mídia, podem alegar que são socialmente responsáveis, para desviar a atenção da opinião pública sobre suas práticas condenáveis.

A julgar por um trabalho de envergadura, divulgado pelo Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (IDEC), há uma semana, este parece ser o caso do setor financeiro, no Brasil. Criticado há muito por constituírem cartel, abocanharem parte importante da riqueza pública (via juros da dívida pública) e cobrarem, na concessão de crédito a clientes, taxas de juros típicas de agiotagem, o setor adotado a estratégia de associar sua imagem à responsabilidade social — em especial a proteção à natureza e a mobilização contra o aquecimento global. Quase todos os grandes bancos veicularam maciçamente, nos últimos meses, campanhas publicitárias caríssimas, coincidentemente com o mesmo sentido. O cartel, ao que parece, também atua em conjunto na construção de imagem.

Mesmo que os bancos respeitassem o ambiente, já seria tentativa de iludir os cidadãos: cuidar da natureza é álibi para a devastar o patrimônio dos contribuintes e dos consumidores. Mas o que o IDEC mostra, com base num vasto levantamento, é que, além de ilusória, a propaganda é enganosa. Ao avaliar (numa escala de um a cinco) as práticas trabalhistas, ambientais e de respeito ao consumidor das oito instituições financeiras com mais de um milhão de clientes no país (em ordem alfabética, ABN Amro Real, Banco do Brasil, Bradesco, Caixa Econômica Federal, HSBC, Itaú, Santander e Unibanco), o IDEC atribui-lhes “notas” que oscilam entre 1,51 (tenebrosos 3,02, numa escala de um a dez) e 2,75 (medíocres 5,5, de um a dez). O ranking é o seguinte:

  • ABN Anro Real: 2,75
  • Bradesco: 2,60
  • Itaú: 2,41
  • Banco do Brasil: 2,21
  • Caixa Federal: 1,93
  • HSBC: 1,73
  • Santander: 1,51
  • Unibanco: 1,51
O relatório completo (104 páginas, formato pdf) pode ser baixado aqui. Observação sugestiva: uma pesquisa nas páginas brasileiras do Google levava a crer, até a noite de domingo (24), que nenhum dos jornais brasileiros de maior circulação havia noticiado algo a respeito do estudo.

Fonte: Le Monde Diplomatique


fev
29
2008
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PETROBRAS ELEITA A PETROLEIRA MAIS SUSTENTÁVEL

Publicado por Rafael Seabra na(s) Seção(ões) Economia |


A Petrobras foi reconhecida através de pesquisa da Management & Excellence (M&E) a petroleira mais sustentável do mundo. Em primeiro lugar no ranking, com a pontuação de 92,25%, a Companhia é considerada referência mundial em ética e sustentabilidade, considerando 387 indicadores internacionais, entre eles queda em emissão de poluentes e em vazamentos de óleo, menor consumo de energia e sistema transparente de atendimento a fornecedores.

Os critérios para o ranking levaram em conta a adequação a padrões internacionais, como os da Organização Internacional do Trabalho (OIT), o Pacto Global da ONU, os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODM), a presença no Índice Dow Jones de Sustentabilidade e a apresentação do Balanço Social e Ambiental, segundo as orientações do Global Reporting Initiative (GRI).

A M&E é uma consultoria espanhola especializada na avaliação de companhias, bancos, fundos de investimento, analistas de mercado e consultores, sendo uma das instituições mais respeitadas pelo mercado de investidores e pela mídia nos Estados Unidos, Europa e América Latina. A pesquisa foi realizada diretamente em todas as companhias e através de veículos de comunicação. No segmento da indústria de petróleo e gás, a consultoria mede o desempenho em governança corporativa, ética, transparência, sustentabilidade e responsabilidade social.

Na última pesquisa, publicada em 2007, a Petrobras havia sido classificada na 2ª posição com pontuação de 89,64%, atrás da Shell (90,16%) e seu avanço foi o mais acentuado entre os participantes, sendo apontada como a empresa que teve o progresso mais rápido entre as maiores companhias mundiais do setor nos últimos três anos.

Esse resultado demonstra o reconhecimento do compromisso da Companhia com as questões de governança, transparência, responsabilidade social e ambiental e no relacionamento com investidores e na comunicação com as demais partes interessadas.

Conheça o ranking das empresas e suas pontuações:

1º Petrobras - 92,25%
2º Total - 91,21%
3º BP - 89,15%
4º StatoilHydro - 89,15%
5º Shell - 87,86%
6º ENI - 78,55%
7º Repsol - 74,68
8º OMV - 73,39
9º Chevron - 72,87%
10º ConocoPhillips - 72,35%
11º ExxonMobil - 67,96%
12º Pemex - 66,93%


fev
28
2008
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BRASIL: MAIOR MERCADO ACIONÁRIO (EMERGENTE) DO MUNDO

Publicado por Rafael Seabra na(s) Seção(ões) Ações, Economia |

Após superar simultaneamente os mercados de China e Coréia, o Brasil assumiu o posto de maior mercado acionário emergente do mundo, com participação de 14,95% no índice MSCI GEMs, benchmark para os emergentes calculado pelo Morgan Stanley Capital International.

Esta foi a primeira vez que o mercado brasileiro ultrapassou o de China e Coréia, destacam os analistas do Citigroup em relatório. Com 69 empresas listadas no índice MSCI, o valor de mercado do mercado brasileiro soma US$ 509,1 bilhões. A China, que ocupa o segundo lugar, tem capitalização US$ 481,8 bilhões, aponta relatório do banco norte-americano.

MSCI GEMs Index

Posição Mercado Valor de Mercado (US$ Bilhões) Peso Empresas listadas
1 Brasil US$ 509,1 14,95% 69
2 China US$ 481,8 14,15% 112
3 Coréia US$ 466 13,69% 113
4 Taiwan US$ 363,5 10,68% 123
5 Russia US$ 337 9,90% 32
8 México US$ 169,6 4,98% 28
Total 25 US$ 3.405 100% 927
Além de ganhar o topo do índice entre os emergentes, o mercado brasileiro também conquistou posições no ranking global: passou a décimo maior mercado acionário do mundo, com participação no MSCI World de 1,71%, tendo ultrapassado países como Itália e Hong Kong. Os ganhos de participação, porém, não devem parar por aí.

De acordo com o Citi, a Espanha é a próxima na “linha de fogo”. O mercado acionário espanhol tem capitalização de US$ 511,3 bilhões, apenas US$ 2,2 bilhões a mais que o mercado brasileiro. Já o oitavo colocado no ranking, a Austrália, está mais distante, com capitalização de mercado US$ 836,6 bilhões.

MSCI World Index

Posição Mercado Valor de Mercado (US$ Bilhões) Peso Empresas listadas
1 EUA US$ 12.569,5 42,17% 635
2 Reino Unido US$ 2.829,6 9,49% 156
3 Japão US$ 2.620,7 8,79% 397
4 França US$ 1.342,4 4,50% 74
5 Canadá US$ 1.152,7 3,87% 105
10 Brasil US$ 509,1 1,71% 69
Total 48 US$ 29.805,6 100% 2.872
Crescimento é sustentável no longo prazo

Dentre as empresas brasileiras listadas no MSCI GEMs, o Citigroup destaca a Petrobras, que passou ao posto de maior empresa dentre os mercados emergentes por capitalização de mercado. A segunda maior empresa neste quesito é a Gazprom.

Desde seu fundo, em meados de 2002, o mercado brasileiro ganhou participação relevante no índice de mercados emergentes, trajetória que deve se sustentar no longo prazo, de acordo com os analistas do Citigroup. Contudo, a percepção para o curto prazo é menos otimista, já que o banco avalia o mercado doméstico como “sobrecomprado e caro”.

Mais sobre o MSCI Index O MSCI Global Emerging Markets (GEMs), índice apurado pelo Morgan Stanley, é composto por ações de 25 países considerados emergentes, cada qual com peso atribuído de acordo com sua capitalização em circulação no mercado. O montante de empresas que compõem o índice varia de acordo com cada país, e sua capitalização total é de US$ 3,405 trilhões, de acordo com o Citigroup.

Já o MSCI World é composto por ações de empresas de 48 países, dentre eles os países desenvolvidos. São 2.872 empresas listadas no índice, que conta com capitalização total de US$ 29,805 trilhões. Neste índice, o maior mercado é o norte-americano, com peso de 42,17% no índice.

Fonte: UOL


fev
28
2008
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AUMENTO DO SALÁRIO MÍNIMO

Publicado por Rafael Seabra na(s) Seção(ões) Finanças Pessoais |


O salário mínimo passará a R$ 412,40 a partir do próximo sábado, 1º de março, confirmou o ministro do Planejamento, Paulo Bernardo. O reajuste será de 8,5% sobre os atuais R$ 380,00. O governo deve editar uma Medida Provisória para garantir o novo valor e a antecipação da vigência do mínimo, que em 2007 foi reajustado em 1º abril.

Bernardo informou, por meio de sua assessoria, que o novo valor já é o cumprimento de acordo com as centrais sindicais sobre uma nova política para o salário mínimo, que gerou projeto de lei em tramitação na Câmara dos Deputados.

Aprovado pela Comissão de Assuntos Sociais da Câmara, o projeto prevê que o salário mínimo tenha reajustes pela variação acumulada do INPC (Índice Nacional de Preço ao Consumidor) desde seu último reajuste, acrescida da variação real do Produto Interno Bruto (PIB) dos dois anos anteriores.

Também consta do projeto a antecipação anual de um mês na data do reajuste, de modo que em 2010 o novo valor vigore a partir de 1º de janeiro. Em 2011, governo ou Congresso deverão se manifestar sobre a manutenção ou mudança dessa política, segundo o projeto de lei.

O Planejamento informou ainda que o aumento do mínimo está considerado nos recursos previstos na proposta de Orçamento Geral da União para 2008.


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