Archive for setembro, 2007
-
BÊ-A-BÁ (PARTE 1)
Publicado em 11.09.2007 por César França em Ações, Economia, Renda Fixa
Nos últimos dias temos recebido muitas sugestões de temas para serem explorados aui no blog. Dentre eles, o mais cotado é o “bê-a-bá” do investidor. Ou seja: o que uma pessoa precisa saber para começar a investir?
Em gratidão aos nossos leitores, aí abaixo vai um compacto da resposta.
Caso permaneça alguma dúvida, ou item que não foi tratado, fiquem à vontade para comentar o post e interagir!Risco
É o grau de incerteza sobre o retorno de um investimento. Imagine-se pulando de uma ponte bem alta… qual a probabilidade de você chegar lá em baixo vivo? Isso mesmo… depende! Se estiver usando uma pára-quedas, o risco é (quase) zero.
Com dinheiro é a mesma coisa. No mercado financeiro, o risco normalmente é proporcional ao rendimento – ou seja, quanto maior o risco, maior o ganho. Porém, procurando direitinho, é possível encontrar investimentos que garantem um bom retorno sem risco, por exemplo o Tesouro Direto.
Fundos de Investimento de risco normalmente preservam uma parte do seu montante investido em coisas seguras. O que determina o grau de risco destes fundos é justamente esta proporção.
Lembrando que riscos não são só aspectos de mercado… envolvem também questões políticas, sociais, tecnológicas, ambientais, etc.Prazo/Carência
“Prazo” é o tempo em que a corretora acredita que o seu investimento vai obter o máximo de rentabilidade. Normalmente, o prazo também tem algum relacionamento com o risco. Tanto que é possível ver em alguns investimentos, por exemplo títulos de capitalização, que impõem prazo de carência: caso você precise sacar o seu dinheiro antes desse prazo você pagará uma multa, ou coisa parecida. Entende-se por “Curto prazo” um período de 180 dias. Médio e longo prazos variam de acordo com a estratégia de cada investidor.Referência
Um metro vale um metro em todo canto. Um quilo também. Infelizmente com dinheiro não é assim. Por isso, quando for analisar investimentos, busque saber a referência que está sendo utilizada. Quando Critóvão Colombo disse que a Terra era redonda, foi difícil de acreditar, por que as referências indicavam o contrário. Porém, há milhões de anos já se sabia disso. Já se havia, inclusive, calculado o diâmetro da terra.
Por isso, para qualquer investimento, é preciso saber quais são as referências, para não analisá-los de uma forma errada.
Quando tratamos de Ações do mercado financeiro, no Brasil, o índice mais utilizado é o ibovespa (mas existem outros!). A taxa de juros – a Selic – é o indexador da maioria dos fundos de renda fixa.Liquidez
Representa o valor de mercado – ou seja, a facilidade de venda e compra. É igualzinho ao seu carro velho. Quem comprou um Gol geração II, há dez anos atrás, venderia hoje muito mais fácil do que se tivesse comprado um Logus (!?). Atualmente, o carro mais líquido do mercado é o FIAT Palio. Da mesma forma, as ações mais líquidas do mercado financeiro brasileiro, desde 2005, são da Petrobrás.
A liquidez do seu investimento pode ser calculada pelo prazo de “liquidação”, ou seja, se você solicitar um saque hoje, receberá o dinheiro daqui há quantos dias úteis? No caso da Poupança é isso é instantâneo. Para ações, o cálculo é um pouco mais complicado, envolve principalmente a saúde financeira da empresa em questão.Tributação
Imposto de renda, IOF e taxa de administração. Se alguém quiser lhe cobrar mais alguma coisa, desconfie!
Para o imposto de renda o cálculo é simples, pode ser visto neste link.
O IOF é o Imposto sobre Operações Financeiras, que combate os apressadinhos e os indecisos, ou seja, ao realizar o resgate de um investimento de renda fixa em menos de 30 dias, uma parcela do rendimento é abocanhada pelo governo. Esta parcela diminui com o passar dos dias, até chegar a zero no trigésimo dia.
A taxa de administração é a remuneração do seu banco ou corretora, pelo serviço de administração do seu dinheiro. Normalmente é cobrada em cima apenas do seu rendimento. Isso quer dizer que se você perde, o administrador deixa de ganhar… então ele vai se esforçar ao máximo para o seu investimento render bem!
Todas essas taxas são recolhidas na fonte, ou seja, a corretora é que deduz do seu dinheiro e paga o imposto.Cenário Futuro
Quando o investimento trata-se de ações ou coisas físicas de risco, o que vai determinar se o investimento é bom ou ruim é o seu cenário futuro. Por exemplo, comprar um apartamento às margens de um bairro em expansão é garantia de rendimento. Por outro lado, um apartamento em um bairro em decadência na sua cidade representa prejuízo certo. Com ações é a mesma lógica.
Mas não é fácil adivinhar o futuro. Por isso, existem duas escolas de análise de cenários futuros: a Fundamentalista, que analisa a empresa em seus detalhes, incluindo até o currículo das pessoas que estão na sua administração; e a Técnica, que é baseada na análise dos cenários passados da empresa – no comportamento dos gráficos dos valores das suas ações – e em fatos pontuais.
Para ter uma noção de como não é simples traçar cenários futuros, vamos ver um exemplo: Ontem a petrobrás anunciou a descoberta de um novo campo de óleo no Rio de Janeiro. Isso aparentemente indicaria que suas ações iriam subir… Porém, a expectativa de recessão nos EUA faz com que os investidores estrangeiros no Brasil resgatem os seus investimentos mais líquidos que são… ? Pois é, definitivamente não é fácil.Perfil
Realmente é preciso observar alguns pontos-chaves para decidir qual investimento é melhor – quero dizer, mais adequado – para você mesmo. E o mais importante deles é o seu perfil de investidor. O que quer dizer isso? É possível obter muitas respostas quando perguntamos “qual o seu objetivo como investidor”?
Algumas pessoas não admitem a possibilidade de colocar em jogo o seu suado dinheirinho que compõe a sua poupança… outros não estão nem aí pra isso. Alguns procuram apenas uma forma de conservar seu patrimônio, ou seja: “se eu ficar com esse dinheiro na mão, eu gasto! Então é melhor aplicar.” Outros investem por que pensam em obter uma rentabilidade que lhe garanta uma boa aposentadoria, outros por que querem ficar ricos e por aí vai. Cada pessoa apresenta uma necessidade e um comportamento diferente.Portanto, conhecer o seu perfil antes de iniciar qualquer negócio pode evitar muita dor de cabeça. No fim das contas, isso é que vai determinar o grau de risco, o
prazo, a liquidez e outras variáveis dos investimentos mais adequados pra você.Se você digitar “teste de perfil do investidor” no Google vai obter mais de 73 mil resultados.
Pra ficar mais fácil, vá diretor ver este teste, que é do Banco do Brasil.
Normalmente todo banco disponibiliza um teste parecido com esse. Procure preferencialmente no site do seu banco.E lembre-se também de não andar por aí sem o seu dicionário de investidor na mão, ok?
Boa sorte!
-
O VALOR DO AMANHÃ
Publicado em 10.09.2007 por Rafael Seabra em Aposentadoria, Educação Financeira, Poupança
Assistindo ao Fantástico ontem, vi um programa da série O Valor do Amanhã muito legal. Mostrava dois problemas muito comuns nas pessoas e que se aplicam muito bem nos assuntos que abordamos aqui no blog.Duas grandes ameaças rondam nossas ações no tempo. São como ilusões de ótica, alterações de foco na visão que temos do presente e do futuro. A ‘miopia temporal’ é uma delas. A ‘miopia’ é pecar pelo excesso de imediatismo e de impaciência. O prazer do momento nos faz sonhar acordado e esquecer o amanhã. A ‘miopia temporal’ ocorre quando damos um valor exagerado ao que está próximo de nós no tempo, em prejuízo do que se está mais afastado. Parece fácil corrigir a miopia quando a tentação anda longe. É como jurar não exagerar na bebida quando se está de ressaca, ou decidir começar a dieta na segunda que vem.
A ‘hipermetropia’ é o contrário da ‘miopia’: ela acontece quando damos um valor excessivo ao amanhã em prejuízo do aqui e agora. Nos casos de hipermetropia temporal, pecamos por um excesso de prudência e um temor exagerado em relação ao futuro. Uma preocupação perfeitamente natural com saúde, dinheiro ou beleza podem se tornar obsessões que arruínam uma vida.
O recado que fica aqui é a importância de se preocupar com o nosso futuro, mas sem nunca se esquecer de aproveitar o presente. De nada adianta se preparar para garantir nosso futuro se nos privarmos de coisas que nos façam continuamente felizes desde agora. Não invista tudo que sobrar. Separe um pouco também para satisfações pessoais e para ajudar/presentear pessoas que você preza. Estou começando a entender melhor a proposta de T. Harv Eker, que apresentei num post anterior.
Para mais informações sobre o tema, leiam a entrevista do economista Eduardo Giannetti, autor do livro O Valor do Amanhã, concedida para a revista Veja, em 9 de novembro de 2005.
-
12 negócios em TI para ganhar R$1 milhão
Publicado em 07.09.2007 por Rafael Seabra em Empreendedorismo

A matéria de capa da revista Info Exame (12 Negócios de Tecnologia, Setembro 2007) está muito interessante. Além de citar esses doze negócios (com investimento mínimo, equipe inicial, retorno previsto e risco), tem um passo-a-passo para fazer seu plano de negócios e ainda um mapa do dinheiro: onde e como conseguir capital para iniciar ou ampliar seu negócio. As doze sugestões são:- Aplicativos para Smartphones: desenvolvimento de aplicativos para smartphones.
- Suporte para Notebooks: Assistência técnica e venda de notebooks e acessórios.
- Ambientes 3D: Criação de gráficos 3D para web.
- Marketing de Buscas: Serviço que combina otimização de sites para busca e consultoria em publicidade online.
- Vídeo Digital: Produção de vídeo para a web, dispositivos móveis e TV digital.
- VoIP Customizado: Projeto e instalação de sistemas de telefonia para empresas.
- Segurança: Consultoria em segurança para empresas.
- Revenda de TI: Consultoria, implantação, suporte, assistência e revenda de equipamentos e aplicativos para pequenas empresas.
- Tecnologia para Pequenas Empresas: Desenvolvimento de aplicativos para pequenas empresas.
- Aplicações RIA (Rich Internet Applications): Desenvolvimento de aplicativos para site onde parte do processamento é feito no PC.
- Usabilidade: Consultoria em usabilidade para sites e desenvolvedores de aplicativos.
- Monitoramento de Marcas: Acompanhamento da opinião sobre marcas e produtos em blogs e comunidades online.
Para quem já está em alguma dessas áreas ou tem interesse em estar, essa matéria é um complemento interessante. A parte sobre plano de negócios e investidores, apesar de simples, já dá uma idéia inicial do que você encontrará pela frente.
-
Imóveis: Invista e economize no IR
Publicado em 03.09.2007 por Rafael Seabra em Economia, Imóveis, Livros
Já li em alguns livros, como Pai Rico, Pai Pobre, de Robert T. Kiyosaki e Sharon L. Lechter, que muitas vezes vale a pena abrir uma microempresa para gerir seus investimentos. A principal vantagem sobre isso é a seguinte: como pessoa física, você recebe seu salário, paga os impostos e gasta o restante. Já como pessoa física, você tem suas receitas, paga suas despesas e paga impostos sobre o lucro. Além disso, dependendo do valor, seus rendimentos podem ser enquadrados na maior faixa do imposto de renda: 27,5%, para valores superiores a R$ 2.625,12. O imposto cobrado para microempresas é bem menor que isso.
O objetivo desse post é dar dicas de como aproveitar oportunidades legais para reduzir o valor dos impostos pagos. Apesar de poder ser aplicado para diversas áreas, vou focar na área de investimentos em imóveis, área essa que tenho lido a respeito ultimamente. Um conselho para quem pensa em comprar, vender ou alugar um imóvel é abrir uma microempresa. Apesar de não ser algo muito simples (principalmente em se tratando da burocracia do nosso país), vale a pena para quem quer aplicar continuamente no setor.
A principal vantagem já está diretamente ligada ao valor do imposto pago sobre a renda proveniente desse negócio: enquanto pessoas físicas podem pagar até 27,5% de IR, as empresas pagam – no máximo – 14% de imposto de renda sobre os rendimentos obtidos com imóveis alugados. Outro conselho é aproveitar as novas leis aprovadas em 2005, que isentam certos negócios. Está isento de imposto sobre a venda de uma casa ou apartamento quem usar o dinheiro para comprar outro imóvel em até seis meses.
É isso, pessoal. Como falei anteriormente, essas dicas estão diretamente relacionadas aos imóveis, mas vários outros nichos de mercado têm as mesmas vantagens. Basta procurar essas informações. A principal fonte para essas informações foi Monteiro, Neves e Fleury Advogados.





















